-- Matt... -- a morena ria enquanto sentia-se arrepiar inteira com as carícias -- Matt...
-- Amy... Amy, minha Amy, o que diria se eu dissesse que me veio uma coisa a mente?
-- Matt, estamos aqui por causa de uma de suas idéias, então especifique que ideia que teve agora
-- Uma música.
-- Como assim?
-- Me vieram versos a mente.
-- Quais?
-- Shame pulses through my heart from the things. I've done to youIt's hard to face, but the fact remains. That this is nothing new. I left you bound and tied with suicidal memories. Selfish beneath the skin, but deep inside I'm not insane -- o garoto cantava com sua voz grossa e levemente rouca em um tom melódico, suave, que fazia Amy entrar em uma paz interna instantânea -- (...). Que tal?
-- Que linda Matt.
-- Vai ser nossa música. Cada vez que ouvir essa música, vai ser lembrar de mim. E cada vez que eu cantar essa música vou lembrar de você, mesmo que você esteja ao meu lado.
-- Que lindo Matt, sempre vou me lembrar de você quando ver você e os meninos tocando.
-- Linda, fico feliz que você acredite que iremos tocar fora da escola, mas nós mesmos não temos esperança
-- Por que não? São incríveis. -- a morena dizia com um sorriso infantil, com o queixo apoiado sobre o peito do namorado
-- Podemos até ser bons amor, mas para irmos para fora e fazermos sucesso não dou tanta garantia.
-- Não deixe de acreditar, tudo pode acontecer
Amy sorriu antes de pronunciar a última frase e ela e Matthew logo trocaram outro beijo apaixonado antes de adormecerem juntos. Era a primeira vez dela e ele a fez especial. Era inverno de 1989 e nenhum dos dois esperava que no Natal, descobririam que a garota estava grávida de gêmeos. A mãe e a irmã de Matthew comemoravam, mas o lado da família de Amy não. Era complicado para o lado da garota de 18 anos estar grávida, de um garoto que seu pai e seu avô não aceitavam e que ambos sabiam que ele fazia parte de uma das famosas sociedades boêmias que contrariavam os ideias da escola.
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Abriu os olhos e finalmente viu que estava deitada ao lado do homem que a deixara anos antes. Estava vestida como quando se beijaram, não havia acontecido nada, apenas foram para seu quarto e dormiram abraçados. Amy aconchegou-se mais no peito do homem que estava com si e logo parou para pensar que sentia saudades dessa época em que passavam as noites e as tardes juntos e as vezes acordavam juntos, ela aconchegada no peito musculoso de Matthew ou até mesmo, ela dormindo de bruços e ele aconchegado em suas costas, a abraçando.
Afagou de leve algumas das tatuagens que Matthew tinha no tronco e depositou um casto beijo ali, o que o acordou. O homem sorriu e abriu os olhos verdes que agora se mantinham pacíficos. Sanders passou a mão pela cintura de Amy e pressionaram seus lábios por um longo instante, e logo a morena sentou-se e passou a mão pelos cabelos intensamente negros, jogando-os para trás e olhando para o relógio e viu o horário, era hora de acordar para começar a se preparar para as aulas do dia.
-- Sua primeira aula é somente no terceiro tempo, por que não fica mais um pouco comigo? -- perguntou Sanders, ainda deitado
-- Você tem que se arrumar -- Amy sorriu singela -- Billie Joe e os outros devem começar a palestra com os segundos no auditório daqui a pouco.
-- E se eu disser que eu quero você?
-- Espere até depois do jantar, me encontre próximo às árvores do velho alçapão e nós podemos vir para cá, tudo bem?
-- Hmm -- Matthew hesitou e a morena deu um tapa estalado em seu braço -- Tudo bem concordo! Não precisa me agredir! Só quero uma coisa em troca
-- O que?
-- Me beija de novo...
Amy Lee riu ao ver que ele não havia mudado nem um pouco, claro, 17 anos se passaram, mas ele continua o mesmo de sempre, o mesmo sorriso, as mesmas manias e o mesmo jeito maroto por trás de um monte de músculos. Esse era seu Shadows, o Matthew "Shadows" Sanders que ela conheceu aos 16 anos e que morria de amores e morre de amores até hoje. Mas havia um medo: o medo de que ele a deixasse mais uma vez, como vez 17 anos atrás. Bom, ela tinha motivos para ter esse medo, ótimos motivos pra ser mais direta...
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