Lee caminhava lentamente pelo pátio, pensando em toda a história de seus pais. Se eles eram tão viciados assim, a tendência de ela se viciar era grande. Mas a única coisa que ela tentava se garantir no momento era de que não cairia em tentações químicas ou alcoólicas. Ou seja, ela ainda tinha direito de cair em tentações sentimentais e pessoais...
-- Sabia que as vezes eu gostaria de saber no que você pensa tanto? -- a voz sedutora e levemente rouca de SaintChrist soou nos ouvidos da garota e esta engoliu em seco, nesse momento ele era a última pessoa que ela esperava encontrar -- Então, não vai dizer nada?
-- Ah, oi SC. -- a ruiva tornou-se a ele, vendo-o sentado no alto da arquibancada vazia com um cigarro entre os dedos
-- O que foi que rolou depois daquela palestra hein? -- ele fez uma curta pausa e ela corou -- Vi você indo pra frente depois que sai. O que conversou lá com os veteranos?
-- N-nada!
-- Você não sabe mentir Ripse -- ele desceu do muro e postou-se próximo a ela -- Então, vai falar ou vou ter que te convencer a dizer algo?
-- Não consegue me convencer SaintChrist
-- Consigo sim, não duvide
-- Prove então -- a garota lhe lançou um olhar desafiador e o garoto riu maliciosamente curvando-se em sua direção
SaintChrist agarrou a cintura de Lee possessivamente e a puxou para si, selando seus lábios intensamente e logo suas mãos já iam para a nuca da garota, que instintivamente tinha seus dedos na nuca do loiro e o puxava mais para si. De certo ponto de vista, apesar de ser um modo de SaintChrist convencê-la a falar algo, ele não podia negar que estava gostando daquele beijo, e estava gostando muito. Separaram-se por um instante, puxando uma lufada de ar, e ele caminhou até a arquibancada, conduzindo Lee junto a si e logo a sentou em seu colo enquanto ainda se beijavam. Na segunda vez que o ar acabou pararam para se encarar e por um instante, o garoto manteve-se com os olhos fechados enquanto Lee saía de seu colo e tentava fugir. [i]Eu não deveria ter feito isso, mas porra! Como é que eu admito que eu gostei desse beijo? Eu não posso... Merda! Eu estou.[/i] Era isso que estava na mente da garota. Bom minha querida Lee, você está sim apaixonada...
-- Por que já vai Lee? -- o loiro perguntou, segurando-a pelo braço enquanto abria os olhos preguiçosamente -- Foi tão ruim assim?
-- Olha SaintChrist, você está tentando reconquistar sua ex-namorada, me beijar desse jeito pra me fazer falar algo não vai ajudar nada. E além de tudo o que eu deveria estar fazendo era te ajudar com essa garota e não ficar correspondendo ao seu beijo! É, então.... Tenho que ir, mais tarde a gente se fala!
E antes que o garoto pudesse argumentar, Lee já havia se afastado o suficiente para não ouví-lo. Passou o indicador de leve pelos lábios, agora corados, e logo começou a encarar a garota, que estava longe de si, confuso, levemente atormentado e atordoado.
-- O que foi que você fez garota? Por que é que você está causando isso em mim? -- SaintChrist perguntou para si mesmo, tentando entender o que acontecia, ele nunca havia se sentido assim -- E o pior de tudo é que eu gostei disso, gostei muito desse beijo.
Após ter corrido alguns vários metros, Lee finalmente chegou ao dormitório feminino, encarando o chão, confusa, e acabou esbarrando com Rubi no meio do caminho, que acabou vendo a expressão desanimada da garota.
-- O que aconteceu? -- a loira perguntou, curiosa
-- Rubi, você não vai acreditar...
-- Vamos lá pra cozinha. Está vazia à essas horas. -- andaram alguns passos e logo chegaram à tal cozinha -- Pode contar
-- Lembra que eu te falei do SC?
-- Sim!
-- Então, ele me viu quando eu fui falar com os veteranos e quis saber o que aconteceu e como eu não disse, ele me beijou!
-- Sério?
-- Muito! E eu não sei mais o que fazer. Quer dizer, ele me pediu ajuda pra reconquistar a ex-namorada e agora me beija e eu juro, foi o MELHOR beijo da minha vida até hoje!
-- Lee, você ta apaixonada por ele?
-- Não!
-- Tem certeza absoluta?
-- E-eu... Tá, eu não tenho.
-- Então, como fica?
-- Bom, eu não sei. Mas não vou conseguir ajudar ele a conquistar uma garota se ele me beijou daquele jeito e ainda mais agora que eu descobri que estou apaixonada por ele...
-- Quem é essa tal garota que ele tá tentando reconquistar?
-- Não sei, você estuda à mais tempo que eu aqui Rubi, você deveria imaginar já que estuda aqui há mais tempo que eu... -- Rubi parou por um instante, tentando se lembrar de SaintChrist no ano anterior e logo chegou a uma possível conclusão
-- É da escola?
-- Sim!
-- Então eu já tenho minhas suspeitas de quem seja! -- a loira exclamou e mordeu de leve os snakebites pretos -- Mas, não é certeza.
-- Quem é?! -- Lee perguntou ansiosa, tentando controlar a ânsia de saber -- Me diz logo! To morrendo de curiosidade!
-- Sabe a Victoria, ruiva, da sua sala?
-- A VICKY?! -- a ruiva perguntou em um quase grito e logo viu que mais meninas estavam passando por lá e possivelmente ouviriam a conversa -- Mas ela nem quer saber dele! Quer dizer, ela está apaixonada por algum garoto da nossa sala...
-- Então não sei. Mas deveria perguntar pra Tweed, ela costuma saber desse tipo de coisa, ela é quem mais conhece o pessoal depois da Janie Jodi.
-- Bom, a Janie eu não conheço muito bem, vou perguntar pra Kim então, ela deve saber já que ela, a Connelly, os Kaullitz e os G's são os que estudam aqui a mais tempo.
-- Ah e já que vai falar com ela, consegue descobrir se o Jake está namorando?
-- Que Jake?
-- O Pitts, do A.
-- Tá afim dele Rubi?
-- Então, é que eu conheci ele por causa de uma amiga, mas ele é muito fofo e ele gosta das mesmas coisas que eu. Mas se bem que...
-- O que loirinha?
-- Já viu as amigas da Sandra, que é a melhor amiga dele e dos meninos daquele grupinho? Quer dizer, aquelas garotas são PER-FEI-TAS. Não tenho como competir com isso Lee...
-- Esperae loirinha! Desde quando você fica desistente porque um cara que você ta afim tem amigas lindas? E sem contar, você está falando como se você fosse o bicho-papão, o que é totalmente mentira já que tem vários garotos que ficam te cantando quando nós saímos e dentro da escola também.
-- Mas dessa vez é diferente ruiva! Eu nunca me senti como me sinto quando fico perto dele. E juro que senti borboletas no meu estômago quando vi ele falando com o Andy e olhando pra mim. Tava tão lindo...
-- Own que linda! Você tá apaixonada!
-- Não precisa espalhar também!
As duas garotas riram e ficaram tirando sarro das paixonites que tinham. Era engraçado até o fato de que SaintChrist pediu para que Lee o ajudasse a reconquistar uma garota e eles tivesse se beijado e ela tivesse gostado tanto a ponto de descobrir que estava apaixonada por ele. Outra coisa bem cômica era o fato de que Rubi tinha medo de que Jake descobrisse que ela gostava dele porque, na teoria dela, ele nunca teria olhos para ela. É ai que você se engana minha querida, é ai que você se engana...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Capítulo 31: I think I know you, son
-- Oi Dean -- Annie cumprimentou-o com um sorriso simpático que fez o garoto corar, ele era apaixonado por esse sorriso e estava comemorando o fato de estar tudo escuro -- Faz tempo que não nos vemos. O que aconteceu?
-- Oi Niet -- ele respondeu no automático, sempre teve esse estranho costume de chamá-la assim -- É... Tem tempo mesmo.
A loira parece ter notado a vergonha do irmão da amiga e sorriu com isso. Ela secretamente também não tinha esperanças de que um dia ele se interessaria por ela. Afinal, Burdges conhecia algumas das garotas mais lindas da escola, e ela estava longe de ser uma delas. Pela reação dele, parecia com que havia surgido uma pequena esperança dentro da loira, talvez não fosse tão em vão tentar algo com ele...
-- Basicamente nossa idéia ao criar a Sociedade era dar a liberdade que os alunos não tinham dentro da escola. A liberdade que nos era proibída. Porque na verdade, todos sabemos o quão rigorosas as coisas são por aqui -- Synyster brincava enquanto ele e os colegas explicavam todas as idéias e as propostas iniciais da Sociedade, e todos os decorrentes, apesar de os alunos saberem muitos dos detalhes já, através de Billie Joe -- Mas é claro que o Billie aqui já explicou isso para vocês não é? . . . Esse é o nosso Billie Joe!
-- Então finalizando, quem ae está afim de ajudar a reconstruir a Sociedade já a partir de hoje?
Então após a pergunta de Rev houve uma onda de alunos exclamando que sim! Era algo incrivelmente clássico na história do BBHS, dezenas de alunos em prol de um único ideal: o Renascimento da Sociedade...
-- Nós podemos começar a dizer que o primeiro passo para o renascimento da Sociedade seria definir um lugar de encontro comum. Algum de vocês sugerem um local? -- Shadows perguntou, com os alunos vibrantes em suas poltronas -- Por favor, um de cada vez. Vamos ver... Vocês duas! -- ele apontou logo para Burdges e Rainy, fazendo as duas, que conversavam, ficarem com uma expressão completamente desentendida -- Vamos garotas. Sugiram um local para os encontros da Sociedade.
-- Eeer... -- Rainy pensou um pouco e logo Burdges respondeu -- A clareira após as árvores mais altas da floresta. Não é um lugar muito frequentado e de dia há sombra naquela área e a noite a luz do luar passa por entre as copas das árvores.
-- Boa idéia. Qual seu nome garota? -- o de olhos verdes perguntou para a garota, franzindo levemente o cenho por notar que os olhos desta eram semelhantes ao seus e alguns dos traços eram muito semelhantes aos de Amy
-- Burdges Thompson. Meu irmão gêmeo, Dean, é esse cara aqui do meu lado.
-- Muito bem, muito bem. -- Sanders continuava a olhar para os dois irmãos. Amy lhe dissera que era gêmeos e que estavam naquela escola. Deviam ser os dois. -- Billie Joe, a chamada é sua...
Billie Joe pegou o microfone que os quatro homens em seu auge dos 30 e tantos anos dividiam e começou a explicar as coisas que os alunos já sabiam tão bem. Jake já estava acostumado com a idéia de que seu pai estaria na escola pelos próximos seis meses, ele não tinha problemas com isso. Não vinha aprontando nada de errado, apenas estava se concentrando em tentar aproximar-se de uma amiga de Ashley da turma D. Ela estava sentada a alguns metros de distância, em direção ao fundo, mechendo em seus snake bites com os dentes e separando pontas duplas de seus cabelos loiros naturais. Rubi Scotstride, uma inglesa tímida que vários garotos estavam de olho, mas ela não tinha olhos para nenhum.
Metade das pessoas que estavam dentro daquele auditório sequer prestavam atenção no que os quatros homens de seus 30, 30 e poucos anos estavam falando. Quer dizer, os alunos estavam mais ocupados no quão sua vida pessoal estava enrolada e como fazer para resolvê-la. Rainy e Burdges conversavam enquanto Dean conversava, totalmente sem graça, com Annie. Tom conversava com Georg e Gustav e Bill tentava ajudar um Andy desesperado que não fazia a mínima idéia de como fazer Tweed voltar a falar com ele. E esta estava conversando com Morgan, Connelly e Victoria, que por acaso havia notado que Lee não estava mais lá, mas esta conversava com SaintChrist no fundo do auditório e dava conselhos para este conquistar a tal garota que Lee já tinha quase certeza que era Victoria. Mas outra ruiva que não dava muitas notícias era Jessica, essa estava no fundo isolado do auditório e fazia questão de que ninguém a visse. Ainda estava com medo dos comentários que viriam sobre si da festa de Maxwell Green.
Depois de meia hora, finalmente Synyster, Rev e Shadows sentaram-se a beirada do palco para conversar com os alunos que decidiram que não iriam embora naquele instante, metade do período ficaria livre. Os alunos iam e vinham e Lee decidiu que iria falar com Shadows e Synyster, ouvira esses nomes algumas várias vezes vindo de seu pai, devem saber de alguma coisa importante sobre o passado de seu pai. Aguardou as pessoas sairem e logo a andou até os três, chamando-lhes a atenção.
-- Sim? -- os três homens disseram em uníssono ao virarem-se na direção da garota
-- Então, eu tenho uma pergunta sobre os poetas que eram usuários. Como eles se tornavam usuários? -- a garota de cabelos vermelhos e castanhos olhou-os fixamente e Synyster logo se lembrou de que já havia visto esse olhar em algum lugar e Rev reconheceu que foi em um de seus colegas de escola
-- Qual seu nome garota? -- o mais alto perguntou desconfiado, só precisava de uma confirmação de quem era ela
-- Lee, Lee Ripse.
-- Seu pai foi Leonard Lockhart Ripse? -- Synyster perguntou curioso, interessado no assunto, aquela garota era uma pérola humana
-- Sim. -- a garota respondeu séria -- E minha mãe é Saphire Lee Jensen Ripse.
-- Então, ficamos sabendo de sua mãe. Sentimos muito... -- Shadows começou a falar e a garota o cortou
-- Não sintam. Foi ela quem escolheu isso.
-- Sente aqui Lee -- Synyster pediu para a garota sentar-se entre os três e ela assim o fez -- O que sabe sobre seus pais?
-- Que minha mãe era uma viciada que sumiu em uma tempestade de neve para ir se drogar e que meu pai se suicidou e deixou uma carta dizendo que iria se encontrar com minha mãe. Mas que meu pai era um incrível escritor
-- Bom, é o básico. Sua mãe tinha um imenso talento para o teatro, atriz incrível que protagonizava metade das peças da escola. Seu pai era escritor e em uma peça da escola, escalaram seu pai para roteirista, e sua mãe estava disputando o papel principal com uma garota da nossa turma, extremamente popular. E sua mãe não era muito fã dessa garota, considerando isso, as duas viviam se alfinetando. Mas apesar dessa rixa, sua mãe sabia respeitar a decisão justa de que essa outra garota havia ganho o papel principal. Mas misteriosamente a outra garota tivera uma overdose com envenenamento e sua mãe foi escalada para o papel principal. -- James explicou pacientecemente e logo Matthew continuou -- Nesse meio tempo ela descobriu os medicamentos que os alunos usavam atrás do palco pra não sentirem a pressão de atuar bem, e um dos "medicamentos" era heroína que sua mãe acabou se viciando já que toda a escola praticamente caiu em cima dela com essa história.
-- Então quer dizer que ela só virou uma viciada constante depois que dessa história da popzinha estúpida com overdose e envenamento? -- Lee perguntou vendo seus próprios pés se moverem
-- Exatamente. -- Synyster disse fitando a garota -- Mas seus pais eram boas pessoas. O único defeito deles era que eles gostava de se envolver com coisas que podiam fugir facilmente do controle e que eles não costumavam dar ouvidos ao meio externo...
-- Não espere que o mundo vá apoiar seus ideiais para seguí-los. Se for aguardar sentada, nunca completará nenhum dos seus ideiais. -- a garota murmurou olhando param baixo e os três homens a encararam -- Era uma coisa que meu pai sempre me dizia toda vez que eu dizia que queria algo. Ele me dizia isso e também dizia que as coisas mais importante para nossas vidas são nossos ideias e nossas lembranças; sempre disse que a única coisa que nos servirá depois da morte serão nossas lembranças, por isso que elas são tão importantes.
-- Leonard era bem do tipo que dizia essas coisas -- James disse encarando a garota com certa pena -- Mas sua mãe era incrível. Saphire e Leonard eram incríveis, eram dois dos maiores artistas que essa escola já conheceu. Seu pai era um escritor incrível e sua mãe a melhor atriz que já conhecemos.
-- Sim. Não os crucifique tanto. Quando você nasceu eles ainda não tinham tanta noção do mundo, eram mais novos do que nós somos hoje. Não sabiam o que era criar uma criança -- Matthew disse passando a mão nas costas da garota, que sorriu levemente -- Eles te amavam mais do que você pode imaginar.
-- É... Acho que sim...
Lee admitiu com um leve sorriso no rosto. Conhecer mais três colegas de seus pais que explicaram pra ela um pouco mais de seus pais lhe dava uma certa sensação de alívio. Bem, ela ainda os crucificava por terem sido tão dependentes de substâncias químicas que a abandonaram por conta disso, mas pelo menos agora sabia um pouco mais. O pouco que seus avós e sua tia nunca quiseram lhe contar...
-- Oi Niet -- ele respondeu no automático, sempre teve esse estranho costume de chamá-la assim -- É... Tem tempo mesmo.
A loira parece ter notado a vergonha do irmão da amiga e sorriu com isso. Ela secretamente também não tinha esperanças de que um dia ele se interessaria por ela. Afinal, Burdges conhecia algumas das garotas mais lindas da escola, e ela estava longe de ser uma delas. Pela reação dele, parecia com que havia surgido uma pequena esperança dentro da loira, talvez não fosse tão em vão tentar algo com ele...
-- Basicamente nossa idéia ao criar a Sociedade era dar a liberdade que os alunos não tinham dentro da escola. A liberdade que nos era proibída. Porque na verdade, todos sabemos o quão rigorosas as coisas são por aqui -- Synyster brincava enquanto ele e os colegas explicavam todas as idéias e as propostas iniciais da Sociedade, e todos os decorrentes, apesar de os alunos saberem muitos dos detalhes já, através de Billie Joe -- Mas é claro que o Billie aqui já explicou isso para vocês não é? . . . Esse é o nosso Billie Joe!
-- Então finalizando, quem ae está afim de ajudar a reconstruir a Sociedade já a partir de hoje?
Então após a pergunta de Rev houve uma onda de alunos exclamando que sim! Era algo incrivelmente clássico na história do BBHS, dezenas de alunos em prol de um único ideal: o Renascimento da Sociedade...
-- Nós podemos começar a dizer que o primeiro passo para o renascimento da Sociedade seria definir um lugar de encontro comum. Algum de vocês sugerem um local? -- Shadows perguntou, com os alunos vibrantes em suas poltronas -- Por favor, um de cada vez. Vamos ver... Vocês duas! -- ele apontou logo para Burdges e Rainy, fazendo as duas, que conversavam, ficarem com uma expressão completamente desentendida -- Vamos garotas. Sugiram um local para os encontros da Sociedade.
-- Eeer... -- Rainy pensou um pouco e logo Burdges respondeu -- A clareira após as árvores mais altas da floresta. Não é um lugar muito frequentado e de dia há sombra naquela área e a noite a luz do luar passa por entre as copas das árvores.
-- Boa idéia. Qual seu nome garota? -- o de olhos verdes perguntou para a garota, franzindo levemente o cenho por notar que os olhos desta eram semelhantes ao seus e alguns dos traços eram muito semelhantes aos de Amy
-- Burdges Thompson. Meu irmão gêmeo, Dean, é esse cara aqui do meu lado.
-- Muito bem, muito bem. -- Sanders continuava a olhar para os dois irmãos. Amy lhe dissera que era gêmeos e que estavam naquela escola. Deviam ser os dois. -- Billie Joe, a chamada é sua...
Billie Joe pegou o microfone que os quatro homens em seu auge dos 30 e tantos anos dividiam e começou a explicar as coisas que os alunos já sabiam tão bem. Jake já estava acostumado com a idéia de que seu pai estaria na escola pelos próximos seis meses, ele não tinha problemas com isso. Não vinha aprontando nada de errado, apenas estava se concentrando em tentar aproximar-se de uma amiga de Ashley da turma D. Ela estava sentada a alguns metros de distância, em direção ao fundo, mechendo em seus snake bites com os dentes e separando pontas duplas de seus cabelos loiros naturais. Rubi Scotstride, uma inglesa tímida que vários garotos estavam de olho, mas ela não tinha olhos para nenhum.
Metade das pessoas que estavam dentro daquele auditório sequer prestavam atenção no que os quatros homens de seus 30, 30 e poucos anos estavam falando. Quer dizer, os alunos estavam mais ocupados no quão sua vida pessoal estava enrolada e como fazer para resolvê-la. Rainy e Burdges conversavam enquanto Dean conversava, totalmente sem graça, com Annie. Tom conversava com Georg e Gustav e Bill tentava ajudar um Andy desesperado que não fazia a mínima idéia de como fazer Tweed voltar a falar com ele. E esta estava conversando com Morgan, Connelly e Victoria, que por acaso havia notado que Lee não estava mais lá, mas esta conversava com SaintChrist no fundo do auditório e dava conselhos para este conquistar a tal garota que Lee já tinha quase certeza que era Victoria. Mas outra ruiva que não dava muitas notícias era Jessica, essa estava no fundo isolado do auditório e fazia questão de que ninguém a visse. Ainda estava com medo dos comentários que viriam sobre si da festa de Maxwell Green.
Depois de meia hora, finalmente Synyster, Rev e Shadows sentaram-se a beirada do palco para conversar com os alunos que decidiram que não iriam embora naquele instante, metade do período ficaria livre. Os alunos iam e vinham e Lee decidiu que iria falar com Shadows e Synyster, ouvira esses nomes algumas várias vezes vindo de seu pai, devem saber de alguma coisa importante sobre o passado de seu pai. Aguardou as pessoas sairem e logo a andou até os três, chamando-lhes a atenção.
-- Sim? -- os três homens disseram em uníssono ao virarem-se na direção da garota
-- Então, eu tenho uma pergunta sobre os poetas que eram usuários. Como eles se tornavam usuários? -- a garota de cabelos vermelhos e castanhos olhou-os fixamente e Synyster logo se lembrou de que já havia visto esse olhar em algum lugar e Rev reconheceu que foi em um de seus colegas de escola
-- Qual seu nome garota? -- o mais alto perguntou desconfiado, só precisava de uma confirmação de quem era ela
-- Lee, Lee Ripse.
-- Seu pai foi Leonard Lockhart Ripse? -- Synyster perguntou curioso, interessado no assunto, aquela garota era uma pérola humana
-- Sim. -- a garota respondeu séria -- E minha mãe é Saphire Lee Jensen Ripse.
-- Então, ficamos sabendo de sua mãe. Sentimos muito... -- Shadows começou a falar e a garota o cortou
-- Não sintam. Foi ela quem escolheu isso.
-- Sente aqui Lee -- Synyster pediu para a garota sentar-se entre os três e ela assim o fez -- O que sabe sobre seus pais?
-- Que minha mãe era uma viciada que sumiu em uma tempestade de neve para ir se drogar e que meu pai se suicidou e deixou uma carta dizendo que iria se encontrar com minha mãe. Mas que meu pai era um incrível escritor
-- Bom, é o básico. Sua mãe tinha um imenso talento para o teatro, atriz incrível que protagonizava metade das peças da escola. Seu pai era escritor e em uma peça da escola, escalaram seu pai para roteirista, e sua mãe estava disputando o papel principal com uma garota da nossa turma, extremamente popular. E sua mãe não era muito fã dessa garota, considerando isso, as duas viviam se alfinetando. Mas apesar dessa rixa, sua mãe sabia respeitar a decisão justa de que essa outra garota havia ganho o papel principal. Mas misteriosamente a outra garota tivera uma overdose com envenenamento e sua mãe foi escalada para o papel principal. -- James explicou pacientecemente e logo Matthew continuou -- Nesse meio tempo ela descobriu os medicamentos que os alunos usavam atrás do palco pra não sentirem a pressão de atuar bem, e um dos "medicamentos" era heroína que sua mãe acabou se viciando já que toda a escola praticamente caiu em cima dela com essa história.
-- Então quer dizer que ela só virou uma viciada constante depois que dessa história da popzinha estúpida com overdose e envenamento? -- Lee perguntou vendo seus próprios pés se moverem
-- Exatamente. -- Synyster disse fitando a garota -- Mas seus pais eram boas pessoas. O único defeito deles era que eles gostava de se envolver com coisas que podiam fugir facilmente do controle e que eles não costumavam dar ouvidos ao meio externo...
-- Não espere que o mundo vá apoiar seus ideiais para seguí-los. Se for aguardar sentada, nunca completará nenhum dos seus ideiais. -- a garota murmurou olhando param baixo e os três homens a encararam -- Era uma coisa que meu pai sempre me dizia toda vez que eu dizia que queria algo. Ele me dizia isso e também dizia que as coisas mais importante para nossas vidas são nossos ideias e nossas lembranças; sempre disse que a única coisa que nos servirá depois da morte serão nossas lembranças, por isso que elas são tão importantes.
-- Leonard era bem do tipo que dizia essas coisas -- James disse encarando a garota com certa pena -- Mas sua mãe era incrível. Saphire e Leonard eram incríveis, eram dois dos maiores artistas que essa escola já conheceu. Seu pai era um escritor incrível e sua mãe a melhor atriz que já conhecemos.
-- Sim. Não os crucifique tanto. Quando você nasceu eles ainda não tinham tanta noção do mundo, eram mais novos do que nós somos hoje. Não sabiam o que era criar uma criança -- Matthew disse passando a mão nas costas da garota, que sorriu levemente -- Eles te amavam mais do que você pode imaginar.
-- É... Acho que sim...
Lee admitiu com um leve sorriso no rosto. Conhecer mais três colegas de seus pais que explicaram pra ela um pouco mais de seus pais lhe dava uma certa sensação de alívio. Bem, ela ainda os crucificava por terem sido tão dependentes de substâncias químicas que a abandonaram por conta disso, mas pelo menos agora sabia um pouco mais. O pouco que seus avós e sua tia nunca quiseram lhe contar...
Capítulo 30: The price we pay
Voltando ao auditório, minutos mais tarde, outros alunos já haviam retirado a garota desconhecida de dentro do local por ela ser uma terceiranista e isso ser particular dos secundanistas. Andy deslizava cada vez mais na poltrona vermelha, estava desconcertado e sentia-se como se tivesse feito a maior merda de sua vida. Mas ele não havia feito?
Morgan, Connelly e Tweed retornaram ao auditório e desciam respectivamente nesta ordem. A de cabelos negros era a última a entrar, mas era a que possuia o olhar mais imponente das três, seu nariz estava empinado, o peito cheio de andava como se desfilasse, exibindo um intenso ar de superioridade. Todas garotas ali presentes que conheciam Kimberly sabiam que quando ela começava a exibir tal ar superior era melhor manter-se longe. Ela seria um amor, mas se você fosse o causador de tal ar, ela provavelmente iria dizer algo que faria com que você sentisse-se uma ameba, ou coisa menor, na presença dela. Era assim que as coisas funcionavam, e tal jeito só aparecia quando ela estava magoada, mas que nunca demonstraria sua mágoa. Sabem como é né? O orgulho não permitia.
Andy apesar de saber disso, e saber que ele era o causador da mágoa da garota, foi em direção às três, mesmo com os avisos visuais da garota de cabelos púrpuras para que ele não ousasse fazer isso devido às consequências.
-- Olha Kim eu realmente não sabia que... -- o moreno foi tentar explicar enquanto Tweed erguia uma sobrancelha desconfiado, olhando para seus olhos azuis sem fraquejar, e Connelly e Morgan quase roíam as unhas pelo que provavelmente viria -- ... mas eu realmente não sabia disso então eu espero que....
-- Você espera que eu te perdoe, é isso? -- a de cabelos negros perguntou rispidamente com os olhos fixos no do garoto, praticamente sem piscar -- Como posso te perdoar? Ou será que você não se lembra do caso Hágatha Lewis e seu namoradinho de bolso? Bom, para sua informação Biersack, eu me lembro. Me lembro perfeitamente bem. E eu te perdoei daquela vez, por que eu faria isso da segunda vez?
-- Desde quando você é assim?
-- Desde que eu descobri que você é um completo babaca. -- ela fez uma pausa e deu as costas, mas antes de prosseguir parou e inclinou a cabeça levemente para trás -- Ah, e não me chame de Kim. Você não tem toda essa liberdade Biersack...
E partiu para seu lugar. Morgan e Connelly observaram estupefatas enquanto Andy tinha os olhos arregalados. De certo modo ele tinha vontade de... chorar. Peloamor, por que logo ela o fazia querer chorar pelo o que acabara de ouvir? Era a primeira vez que ele queria chorar por alguém. Era a primeira vez que ele queria chorar por uma garota. A garota de cabelos roxos foi para o lado do moreno e colocou uma mão em seu ombro amigavelmente, com um sorriso constrangido em sua face.
-- Ela te ama Andy. Só precisa de um tempo para organizar a própria cabeça e pensar direitinho o que fazer. Daqui à alguns dias ela já estará falando novamente com você. Te dou uma semana, no máximo.
-- Daqui a uma semana ela possivelmente começará a pensar na probabilidade de voltar a olhar pra mim Morgan.
-- Não seja tão dramático
-- Não estou sendo dramático, estou sendo realista.
E dito isso Andy foi para seu lugar, com a melhor cara de pós-enterro que conseguia fazer. Bill, Tom, Gustav, Georg, Jake, Jinxx, Sandra e Ashley o observaram sentar e afundar-se no assento. Seus olhos azuis brilhavam de tão marejados que estavam e os oito que estavam com ele preferiram não tocar no assunto. Dentro de algumas aulas Sandra, a naniquinha do grupo, iria atrás dele para metralhá-lo de perguntas a respeito, que ele responderia e acabaria desabafando sobre tudo o que acontecera.
Morgan, Victoria, Connelly, Rainy e Lee observaram toda a cena, encontravam-se pasmadas. Exceto Lee e Morgan que não estavam tão pasmadas pelo modo como ela se comportou, estavam mais pasmadas por ela ter dirigido esse comportamente tão ríspido e frio à Andy, que toda a escola sabia que eles formavam um casal extremamente fofo e perfeito e todos sabiam o quanto eles foram feitos um para o outro. E agora isso acontecia. Não era algo que desse pra entender muito bem... Mas ainda acharam melhor não tocar no assunto. Era o primeiro estágio da rejeição: a raiva, cólera, ou como preferir chamar. Mais ou menos no final da aula, elas já tinham certeza de que avançaria para o próximo estágio, a depressão, em que se dessem um pote de sorvete, uma colher e sentassem ao lado dela, ela iria desabafar completamente tudo o que estava sentindo. Ai seria mais simples de ajudá-la a lidar.
Mas obviamente no dia seguinte a raiva iria voltar e ela voltaria a ser extremamente frívola e ríspida com Andy.
-- A terceiranista nova que estava aqui já saiu e todos alunos do segundo ano já estão aqui, creio eu. Então acredito que possamos começar com as apresentações. -- a voz estridente de Billie Joe soou ao apagar de luzes, ao que todos os alunos já estavam sentados, e logos apareceu sua figura de pouco mais de 1,60m. -- Muito obrigado por comparecem meus queridos alunos. Fico extremamente contente em saber que aceitaram de bom grado meu convite para virem à este evento em que três dos principais fundadores da Sociedade decidiram vir a escola. Então vos apresento três alunos que fizeram história nesta escola, antigos colegas meus de escola, que um dia passaram por tudo o que passam aqui nesta escola. Podem entrar rapazes...
-- Olá -- os três homens que sairam de trás do biombo que ficava instalado na lateral do palco disseram em uníssono, postando-se ao lado do mais baixo de todos, que era Billie Joe.
-- Bom, meus alunos, conheçam Shadows, Reverend e Synyster.
-- Pequena semelhança não? -- uma garota de cabelos negros mal presos e óculos de armação negra cutucou Rainy, fazendo-a olhar para esta confusa -- Entre você e o Synyster. Os traços de vocês são parecidos.
-- Por que acha isso?
-- Não sei, impressão de que vocês são um pouco parecidos. Quase como se tivessem algum grau próximo de parentesco.
-- Não há. E quem é você?
-- Falha minha, desculpe-me. -- a garota de cabelos bagunçados estendeu a mão sorrindo -- Burdges Thompson. E esse garoto do meu lado é meu irmão gêmeo, Dean.
-- Prazer -- Rainy cumprimentou-os simpaticamente e sentiu-se totalmente ignorada por Dean, que apenas deu um sorriso torto, descobrindo levemente um dos olhos verdes cobertos pela franja -- São de que turma?
-- C e você é da H, certo?
-- Sim! Como sabia?
-- Vi você conversando com aquele grupinho mais famoso, a Dwaight, a Hills, a Sykes e a Hardfalk. Então apesar de elas serem muito simpáticas e tal, a intimidade provavelmente era por vocês serem da mesma sala.
-- Entendi. Mas, deixa eu perguntar, qual é a do seu irmão?
-- Ah ele é quieto assim mesmo. É um pouco dificil de mais falar com ele. Mas com o tempo ele vai se soltando. Só precisa conhecer a pessoa. -- Burdges sorriu maliciosamente de repente, o que fez Rainy erguer uma sobrancelha -- Ta interessada nele pra me perguntar isso?
-- Não! Tenho namorado já. Simplesmente fiquei curiosa a respeito disso. Que todo mundo por aqui é extremamente falante e ele é todo quieto e talz. Por isso estranhei.
-- Ah não. Normal isso. Você foi uma das únicas que ainda não o chamou de cara de estranho. Ou seja, é mais provável que ele se solte com você com algumas tentivas.
-- Talvez.
Enquanto desenvolvia-se um assunto entre as duas garotas, Dean observava Rainy atentamente de soslaio. Ela era muito bonita e tudo mais, mas seus olhos já estavam direcionados para outra garota que ele nem sabia se ela sabia da existência dele. Era estranho o modo como ele agia com ela, as vezes ele se fechava para ela, tinha medo de que ela descobrisse o quanto ele era afim dela, afinal, a garota era amiga de um de seus melhores amigos e ele tinha uma idéia quase fixa de que essa garota morria de amores por esse amigo em comum. Quem era tal garota? Antonietta Bogart, mais popularmente conhecida por Annie Bogart.
Era uma garota do segundo ano B, de longos cabelos ondulados e que adorava óculos, sendo escuros ou não. Não tinha um grupo de amigos muito grande, mas não desgrudava dos poucos que tinha. E Burdges era uma dessas amigas de Annie. Mas Dean evitava ficar por perto quando elas estavam juntas. Tinha medo de que acabasse se auto-denunciando com isso.
Conversa vai, conversa vem, e depois dos quinze minutos que pareciam duas horas, Dean olhou para o lado e viu que a poltrona à seu lado estava sendo ocupada por uma garota de longos cabelos platinados ondulados. O garoto engoliu em seco e logo sentiu o coração fugir pela garganta. Algo o forçava a tentar falar com ela. Uma força superior chamada amor, digamos assim de passagem.
Morgan, Connelly e Tweed retornaram ao auditório e desciam respectivamente nesta ordem. A de cabelos negros era a última a entrar, mas era a que possuia o olhar mais imponente das três, seu nariz estava empinado, o peito cheio de andava como se desfilasse, exibindo um intenso ar de superioridade. Todas garotas ali presentes que conheciam Kimberly sabiam que quando ela começava a exibir tal ar superior era melhor manter-se longe. Ela seria um amor, mas se você fosse o causador de tal ar, ela provavelmente iria dizer algo que faria com que você sentisse-se uma ameba, ou coisa menor, na presença dela. Era assim que as coisas funcionavam, e tal jeito só aparecia quando ela estava magoada, mas que nunca demonstraria sua mágoa. Sabem como é né? O orgulho não permitia.
Andy apesar de saber disso, e saber que ele era o causador da mágoa da garota, foi em direção às três, mesmo com os avisos visuais da garota de cabelos púrpuras para que ele não ousasse fazer isso devido às consequências.
-- Olha Kim eu realmente não sabia que... -- o moreno foi tentar explicar enquanto Tweed erguia uma sobrancelha desconfiado, olhando para seus olhos azuis sem fraquejar, e Connelly e Morgan quase roíam as unhas pelo que provavelmente viria -- ... mas eu realmente não sabia disso então eu espero que....
-- Você espera que eu te perdoe, é isso? -- a de cabelos negros perguntou rispidamente com os olhos fixos no do garoto, praticamente sem piscar -- Como posso te perdoar? Ou será que você não se lembra do caso Hágatha Lewis e seu namoradinho de bolso? Bom, para sua informação Biersack, eu me lembro. Me lembro perfeitamente bem. E eu te perdoei daquela vez, por que eu faria isso da segunda vez?
-- Desde quando você é assim?
-- Desde que eu descobri que você é um completo babaca. -- ela fez uma pausa e deu as costas, mas antes de prosseguir parou e inclinou a cabeça levemente para trás -- Ah, e não me chame de Kim. Você não tem toda essa liberdade Biersack...
E partiu para seu lugar. Morgan e Connelly observaram estupefatas enquanto Andy tinha os olhos arregalados. De certo modo ele tinha vontade de... chorar. Peloamor, por que logo ela o fazia querer chorar pelo o que acabara de ouvir? Era a primeira vez que ele queria chorar por alguém. Era a primeira vez que ele queria chorar por uma garota. A garota de cabelos roxos foi para o lado do moreno e colocou uma mão em seu ombro amigavelmente, com um sorriso constrangido em sua face.
-- Ela te ama Andy. Só precisa de um tempo para organizar a própria cabeça e pensar direitinho o que fazer. Daqui à alguns dias ela já estará falando novamente com você. Te dou uma semana, no máximo.
-- Daqui a uma semana ela possivelmente começará a pensar na probabilidade de voltar a olhar pra mim Morgan.
-- Não seja tão dramático
-- Não estou sendo dramático, estou sendo realista.
E dito isso Andy foi para seu lugar, com a melhor cara de pós-enterro que conseguia fazer. Bill, Tom, Gustav, Georg, Jake, Jinxx, Sandra e Ashley o observaram sentar e afundar-se no assento. Seus olhos azuis brilhavam de tão marejados que estavam e os oito que estavam com ele preferiram não tocar no assunto. Dentro de algumas aulas Sandra, a naniquinha do grupo, iria atrás dele para metralhá-lo de perguntas a respeito, que ele responderia e acabaria desabafando sobre tudo o que acontecera.
Morgan, Victoria, Connelly, Rainy e Lee observaram toda a cena, encontravam-se pasmadas. Exceto Lee e Morgan que não estavam tão pasmadas pelo modo como ela se comportou, estavam mais pasmadas por ela ter dirigido esse comportamente tão ríspido e frio à Andy, que toda a escola sabia que eles formavam um casal extremamente fofo e perfeito e todos sabiam o quanto eles foram feitos um para o outro. E agora isso acontecia. Não era algo que desse pra entender muito bem... Mas ainda acharam melhor não tocar no assunto. Era o primeiro estágio da rejeição: a raiva, cólera, ou como preferir chamar. Mais ou menos no final da aula, elas já tinham certeza de que avançaria para o próximo estágio, a depressão, em que se dessem um pote de sorvete, uma colher e sentassem ao lado dela, ela iria desabafar completamente tudo o que estava sentindo. Ai seria mais simples de ajudá-la a lidar.
Mas obviamente no dia seguinte a raiva iria voltar e ela voltaria a ser extremamente frívola e ríspida com Andy.
-- A terceiranista nova que estava aqui já saiu e todos alunos do segundo ano já estão aqui, creio eu. Então acredito que possamos começar com as apresentações. -- a voz estridente de Billie Joe soou ao apagar de luzes, ao que todos os alunos já estavam sentados, e logos apareceu sua figura de pouco mais de 1,60m. -- Muito obrigado por comparecem meus queridos alunos. Fico extremamente contente em saber que aceitaram de bom grado meu convite para virem à este evento em que três dos principais fundadores da Sociedade decidiram vir a escola. Então vos apresento três alunos que fizeram história nesta escola, antigos colegas meus de escola, que um dia passaram por tudo o que passam aqui nesta escola. Podem entrar rapazes...
-- Olá -- os três homens que sairam de trás do biombo que ficava instalado na lateral do palco disseram em uníssono, postando-se ao lado do mais baixo de todos, que era Billie Joe.
-- Bom, meus alunos, conheçam Shadows, Reverend e Synyster.
-- Pequena semelhança não? -- uma garota de cabelos negros mal presos e óculos de armação negra cutucou Rainy, fazendo-a olhar para esta confusa -- Entre você e o Synyster. Os traços de vocês são parecidos.
-- Por que acha isso?
-- Não sei, impressão de que vocês são um pouco parecidos. Quase como se tivessem algum grau próximo de parentesco.
-- Não há. E quem é você?
-- Falha minha, desculpe-me. -- a garota de cabelos bagunçados estendeu a mão sorrindo -- Burdges Thompson. E esse garoto do meu lado é meu irmão gêmeo, Dean.
-- Prazer -- Rainy cumprimentou-os simpaticamente e sentiu-se totalmente ignorada por Dean, que apenas deu um sorriso torto, descobrindo levemente um dos olhos verdes cobertos pela franja -- São de que turma?
-- C e você é da H, certo?
-- Sim! Como sabia?
-- Vi você conversando com aquele grupinho mais famoso, a Dwaight, a Hills, a Sykes e a Hardfalk. Então apesar de elas serem muito simpáticas e tal, a intimidade provavelmente era por vocês serem da mesma sala.
-- Entendi. Mas, deixa eu perguntar, qual é a do seu irmão?
-- Ah ele é quieto assim mesmo. É um pouco dificil de mais falar com ele. Mas com o tempo ele vai se soltando. Só precisa conhecer a pessoa. -- Burdges sorriu maliciosamente de repente, o que fez Rainy erguer uma sobrancelha -- Ta interessada nele pra me perguntar isso?
-- Não! Tenho namorado já. Simplesmente fiquei curiosa a respeito disso. Que todo mundo por aqui é extremamente falante e ele é todo quieto e talz. Por isso estranhei.
-- Ah não. Normal isso. Você foi uma das únicas que ainda não o chamou de cara de estranho. Ou seja, é mais provável que ele se solte com você com algumas tentivas.
-- Talvez.
Enquanto desenvolvia-se um assunto entre as duas garotas, Dean observava Rainy atentamente de soslaio. Ela era muito bonita e tudo mais, mas seus olhos já estavam direcionados para outra garota que ele nem sabia se ela sabia da existência dele. Era estranho o modo como ele agia com ela, as vezes ele se fechava para ela, tinha medo de que ela descobrisse o quanto ele era afim dela, afinal, a garota era amiga de um de seus melhores amigos e ele tinha uma idéia quase fixa de que essa garota morria de amores por esse amigo em comum. Quem era tal garota? Antonietta Bogart, mais popularmente conhecida por Annie Bogart.
Era uma garota do segundo ano B, de longos cabelos ondulados e que adorava óculos, sendo escuros ou não. Não tinha um grupo de amigos muito grande, mas não desgrudava dos poucos que tinha. E Burdges era uma dessas amigas de Annie. Mas Dean evitava ficar por perto quando elas estavam juntas. Tinha medo de que acabasse se auto-denunciando com isso.
Conversa vai, conversa vem, e depois dos quinze minutos que pareciam duas horas, Dean olhou para o lado e viu que a poltrona à seu lado estava sendo ocupada por uma garota de longos cabelos platinados ondulados. O garoto engoliu em seco e logo sentiu o coração fugir pela garganta. Algo o forçava a tentar falar com ela. Uma força superior chamada amor, digamos assim de passagem.
Capítulo 29: Let the Bombs Fall
-- Gas! -- Rainy exclamou assustada, separando-se do namorado logo que viu seu próprio irmão parado junto à porta que ficava à metros da escadaria. -- Não deveria estar indo para o prédio já?
-- Estava esperando uma amiga, mas estou vendo que vocês não contavam comigo aqui não é? -- o mais velho postou-se de frente para o casal e um brilho desafiador correu pelos olhos do moreno -- E o que vocês dois estão fazendo aqui? Não deveriam estar no auditório pra uma palestra?
-- Como você sabe disso Gas? As únicas pessoas que sabiam eram alguns dos professores e os alunos do segundo ano. E eu não te contei isso...
-- Não falo apenas com vocês dois dentro da sua série. E deixa eu perguntar, o que vocês estão fazendo por aqui?
-- Quem é ela? -- Rainy simplesmente perguntou séria e Tom rezava mentalmente porque o clima estava tenso entre os dois irmãos. -- A Naty já saiu do dormitório, vi ela saindo. E ela está no terceiro. Quem é a garota que você está comendo dessa vez?
-- Se é assim então o Kaulitz também está te comendo
-- Ele é meu namorado. -- a garota finalizou, o que fez uma leve corrente de ódio correr pelo sangue de Gaspard -- E nem adianta fazer essa cara. Quer dizer, você pode comer quem quiser e eu não posso nem ter um namorado? Ah vai se ferrar maninho...
-- Você está frito Kaulitz se quiser saber. Você está fodido na minha mão. -- o mais velho passou ao lado do Kaulitz de dreads que engoliu em seco e Rainy vendo apertou um pouco sua mão.
-- Não ia demorar um pouquinho mais pra contar, não?
-- Tommy, a partir do momento em que meu irmão está comendo alguém da nossa série, ele passa a ter que se controlar. Porque se ele está comendo uma menininha inocente e depois joga ela fora, eu tenho total direito de namorar com quem eu bem entender. É essa a história.
-- Bom, eu estou torcendo pra que ele também ache isso.
-- Amor, nada vai te acontecer. Juro.
O loiro ainda estava um pouco amedrontado de ter ouvido as "delicadas" palavras do irmão mais velho de sua namorada e consequentemente não tinha tanta certeza se esse namoro daria certo. Não havia dúvidas, o amor dele por Rainy era imenso e ele faria qualquer coisa por ela, só que ele morria de medo do que Gaspard podia fazer. Sabe como é? Fofocas circulam rápido ali dentro daquela escola, mesmo havendo por volta de mil e duzentos alunos apenas no ensino médio.
Ouve-se uma história de que um garoto estava dando em cima de Rainy descaradamente ao lado de Gaspard e que o último avançou para cima do tal cara na hora que ele passou a mão na coxa da morena e que o garoto teve de ser encaminhado para o hospital logo após a briga, fazer algumas cirurgias pra reconstruir a face destruída. Mas ninguém nunca soube se essa história era verdade ou mentira e os próprios sempre negam.
Mudando um pouco de foco, no auditório 1, Victoria, Tweed, Connelly, Lee e Morgan conversavam animadamente e claro que faziam algumas fofocas. Victoria havia vindo com Bill para o enorme auditório, mas ninguém suspeitava disso. Connelly e William a mesma coisa e Andy e Tweed vieram de mãos dadas e separaram-se apenas quando cada um foi conversar com seu grupo. Morgan é amiga de Connelly e estava em uma turma diferente das outras meninas. Tinha cabelos púrpuras com preto, uma argola no septo, era inglesa e namorava Olliver Bernies, com quem estava junto até poucos instantes atrás. Lee veio sozinha e decidiu que ficaria conversando com as meninas até SaintChrist chegar, já que ele lhe dissera que tinha que contar-lhe alguma coisa.
-- Acho que ele está com alguém. Tenho quase certeza disso -- Connelly disse em tom de suspeita ao ver que Bill não estava na companhia de seu irmão gêmeo -- Eu e a Kim estudamos com ele desde os 7 anos e todas as vezes que ele sumia era porque estava com alguma garota.
-- E se não estiver? Ele tem perdido um pouco o estilo pegador desde a festa do Green, todas concordamos -- Tweed afirmou curiosa, já que esse era um fato que ninguém duvidava
-- Nem vem Kimberly, você tem namorado! -- Morgan disse rindo, dando um leve soco no braço da morena
-- Tenho mesmo -- a morena sorriu de lado, olhando Andy de longe que sorriu e lhe fez um coração com as mãos e ambos coraram. -- O melhor namorado do mundo...
-- Awwwn que fofo nossa Kimmy apaixonada -- Victoria começou a rir, toda emocionada, mesmo sabendo que também estava apaixonada -- E quem é aquela figura que ta entrando agora?
-- ANDY?! CADÊ VOCÊ BEBÊ?! ANDY?! MEU SIX LINDO! -- a figura de cabelos castanhos entrou em rompante pelo auditório fazendo todos se virarem, Andy escondia-se pela cadeira sabia quem era -- BEBÊ! Por que está sse escondendo?
-- Quem é ela? -- Bill perguntou encarando a morena que estava no corredor -- Six?
-- Eu não sei nem o que ela está fazendo aqui. -- Andy murmurou escondido e logo caiu a ficha de que sua namorada estava do outro lado do corredor, olhando-o -- Merda! Kim...
E antes que ele pudesse fazer algo, a garota já estava longe, correndo para fora do auditório com Connelly e Morgan ao seu lado. Não queria mais ficar ali para ver aquela vaca chamar seu namorado de bebê. E mas que merda! Quem era ela? Bom, sei que vocês estão se questionando quem seria a figura peculiar que apareceu gritando no auditório e que aluno algum sabia, exceto nosso querido Andrew Dennis Biersack, vulgo Andy Six.
Scout Taylor Compton, esse era o nome da criatura que entrou chamando por Andy. Ela era ex-namorada dele, um ano mais velha do que o mesmo, e que até onde todos sabiam ele tinha terminado com ela, mas ela não havia absorvido essa idéia muito bem, consequentemente se transferiu para o BBHS para reconquistá-lo. Era ardilosa, grudenta, apesar da suposta enorme beleza que tinha, a maioria das pessoas não era muito fã dela. Na época em que se conheceram, Andy era imaturo, interessara-se mais pela beleza e pela populariedade da garota e quando cresceu e amadureceu, terminou com ela, pouco tempo depois seus pais o colocaram no BBHS. E agora, ela havia voltado para conseguir seu Andy de volta.
-- Mew, como é que ele apronta uma dessas comigo?! -- Tweed choramingava sentada na tampa da privada com os pés apoiados na parede da cabine com Morgan e Connelly à seu lado -- Como é que ele deixa a vaca da ex namorada dele voltar pra escola e ela entrar com tudo no auditório chamando ele de bebê?
-- Calma Kim, ele com certeza tem alguma explicação pra isso. Todo mundo sabe que o Andy é louco por você! -- Morgan tentava acalmar a amiga
-- Mas Gan, entenda o seguinte, não é a primeira vez que isso acontece. Teve a história da Lewis e mew, eu não aguento mais, sabe? -- Tweed continuava choramingando, mas desta vez seus olhos retinham várias lágrimas -- Eu juro, eu amo ele, mas não dá. Quer dizer, eu não sou de ferro pra ficar aguentando isso.
-- Mas tenta se acalmar Kim. -- Connelly tentava acalmar a melhor amiga -- A Morgan está certa! O Andy é louco por você, com certeza ele não teve nada a ver com essa louca que chegou...
-- Eu espero, eu realmente espero isso....
A garota de cabelos negros resmungou passando os dedos sob seus olhos para limpar a maquiagem que havia borrado. Ela era uma Dwaight-Tweed, não deixaria os outros a virem naquele estado. Tinha uma reputação à zelar e não era aquela doida varrida que a estragaria. Passara ouvindo a vida inteira que era suficientemente superior para não se dar ao luxo de chorar na frente de outras pessoas, porque assim elas saberiam que era vulnerável, e não seria agora que ela se esqueceria disso...
-- Estava esperando uma amiga, mas estou vendo que vocês não contavam comigo aqui não é? -- o mais velho postou-se de frente para o casal e um brilho desafiador correu pelos olhos do moreno -- E o que vocês dois estão fazendo aqui? Não deveriam estar no auditório pra uma palestra?
-- Como você sabe disso Gas? As únicas pessoas que sabiam eram alguns dos professores e os alunos do segundo ano. E eu não te contei isso...
-- Não falo apenas com vocês dois dentro da sua série. E deixa eu perguntar, o que vocês estão fazendo por aqui?
-- Quem é ela? -- Rainy simplesmente perguntou séria e Tom rezava mentalmente porque o clima estava tenso entre os dois irmãos. -- A Naty já saiu do dormitório, vi ela saindo. E ela está no terceiro. Quem é a garota que você está comendo dessa vez?
-- Se é assim então o Kaulitz também está te comendo
-- Ele é meu namorado. -- a garota finalizou, o que fez uma leve corrente de ódio correr pelo sangue de Gaspard -- E nem adianta fazer essa cara. Quer dizer, você pode comer quem quiser e eu não posso nem ter um namorado? Ah vai se ferrar maninho...
-- Você está frito Kaulitz se quiser saber. Você está fodido na minha mão. -- o mais velho passou ao lado do Kaulitz de dreads que engoliu em seco e Rainy vendo apertou um pouco sua mão.
-- Não ia demorar um pouquinho mais pra contar, não?
-- Tommy, a partir do momento em que meu irmão está comendo alguém da nossa série, ele passa a ter que se controlar. Porque se ele está comendo uma menininha inocente e depois joga ela fora, eu tenho total direito de namorar com quem eu bem entender. É essa a história.
-- Bom, eu estou torcendo pra que ele também ache isso.
-- Amor, nada vai te acontecer. Juro.
O loiro ainda estava um pouco amedrontado de ter ouvido as "delicadas" palavras do irmão mais velho de sua namorada e consequentemente não tinha tanta certeza se esse namoro daria certo. Não havia dúvidas, o amor dele por Rainy era imenso e ele faria qualquer coisa por ela, só que ele morria de medo do que Gaspard podia fazer. Sabe como é? Fofocas circulam rápido ali dentro daquela escola, mesmo havendo por volta de mil e duzentos alunos apenas no ensino médio.
Ouve-se uma história de que um garoto estava dando em cima de Rainy descaradamente ao lado de Gaspard e que o último avançou para cima do tal cara na hora que ele passou a mão na coxa da morena e que o garoto teve de ser encaminhado para o hospital logo após a briga, fazer algumas cirurgias pra reconstruir a face destruída. Mas ninguém nunca soube se essa história era verdade ou mentira e os próprios sempre negam.
Mudando um pouco de foco, no auditório 1, Victoria, Tweed, Connelly, Lee e Morgan conversavam animadamente e claro que faziam algumas fofocas. Victoria havia vindo com Bill para o enorme auditório, mas ninguém suspeitava disso. Connelly e William a mesma coisa e Andy e Tweed vieram de mãos dadas e separaram-se apenas quando cada um foi conversar com seu grupo. Morgan é amiga de Connelly e estava em uma turma diferente das outras meninas. Tinha cabelos púrpuras com preto, uma argola no septo, era inglesa e namorava Olliver Bernies, com quem estava junto até poucos instantes atrás. Lee veio sozinha e decidiu que ficaria conversando com as meninas até SaintChrist chegar, já que ele lhe dissera que tinha que contar-lhe alguma coisa.
-- Acho que ele está com alguém. Tenho quase certeza disso -- Connelly disse em tom de suspeita ao ver que Bill não estava na companhia de seu irmão gêmeo -- Eu e a Kim estudamos com ele desde os 7 anos e todas as vezes que ele sumia era porque estava com alguma garota.
-- E se não estiver? Ele tem perdido um pouco o estilo pegador desde a festa do Green, todas concordamos -- Tweed afirmou curiosa, já que esse era um fato que ninguém duvidava
-- Nem vem Kimberly, você tem namorado! -- Morgan disse rindo, dando um leve soco no braço da morena
-- Tenho mesmo -- a morena sorriu de lado, olhando Andy de longe que sorriu e lhe fez um coração com as mãos e ambos coraram. -- O melhor namorado do mundo...
-- Awwwn que fofo nossa Kimmy apaixonada -- Victoria começou a rir, toda emocionada, mesmo sabendo que também estava apaixonada -- E quem é aquela figura que ta entrando agora?
-- ANDY?! CADÊ VOCÊ BEBÊ?! ANDY?! MEU SIX LINDO! -- a figura de cabelos castanhos entrou em rompante pelo auditório fazendo todos se virarem, Andy escondia-se pela cadeira sabia quem era -- BEBÊ! Por que está sse escondendo?
-- Quem é ela? -- Bill perguntou encarando a morena que estava no corredor -- Six?
-- Eu não sei nem o que ela está fazendo aqui. -- Andy murmurou escondido e logo caiu a ficha de que sua namorada estava do outro lado do corredor, olhando-o -- Merda! Kim...
E antes que ele pudesse fazer algo, a garota já estava longe, correndo para fora do auditório com Connelly e Morgan ao seu lado. Não queria mais ficar ali para ver aquela vaca chamar seu namorado de bebê. E mas que merda! Quem era ela? Bom, sei que vocês estão se questionando quem seria a figura peculiar que apareceu gritando no auditório e que aluno algum sabia, exceto nosso querido Andrew Dennis Biersack, vulgo Andy Six.
Scout Taylor Compton, esse era o nome da criatura que entrou chamando por Andy. Ela era ex-namorada dele, um ano mais velha do que o mesmo, e que até onde todos sabiam ele tinha terminado com ela, mas ela não havia absorvido essa idéia muito bem, consequentemente se transferiu para o BBHS para reconquistá-lo. Era ardilosa, grudenta, apesar da suposta enorme beleza que tinha, a maioria das pessoas não era muito fã dela. Na época em que se conheceram, Andy era imaturo, interessara-se mais pela beleza e pela populariedade da garota e quando cresceu e amadureceu, terminou com ela, pouco tempo depois seus pais o colocaram no BBHS. E agora, ela havia voltado para conseguir seu Andy de volta.
-- Mew, como é que ele apronta uma dessas comigo?! -- Tweed choramingava sentada na tampa da privada com os pés apoiados na parede da cabine com Morgan e Connelly à seu lado -- Como é que ele deixa a vaca da ex namorada dele voltar pra escola e ela entrar com tudo no auditório chamando ele de bebê?
-- Calma Kim, ele com certeza tem alguma explicação pra isso. Todo mundo sabe que o Andy é louco por você! -- Morgan tentava acalmar a amiga
-- Mas Gan, entenda o seguinte, não é a primeira vez que isso acontece. Teve a história da Lewis e mew, eu não aguento mais, sabe? -- Tweed continuava choramingando, mas desta vez seus olhos retinham várias lágrimas -- Eu juro, eu amo ele, mas não dá. Quer dizer, eu não sou de ferro pra ficar aguentando isso.
-- Mas tenta se acalmar Kim. -- Connelly tentava acalmar a melhor amiga -- A Morgan está certa! O Andy é louco por você, com certeza ele não teve nada a ver com essa louca que chegou...
-- Eu espero, eu realmente espero isso....
A garota de cabelos negros resmungou passando os dedos sob seus olhos para limpar a maquiagem que havia borrado. Ela era uma Dwaight-Tweed, não deixaria os outros a virem naquele estado. Tinha uma reputação à zelar e não era aquela doida varrida que a estragaria. Passara ouvindo a vida inteira que era suficientemente superior para não se dar ao luxo de chorar na frente de outras pessoas, porque assim elas saberiam que era vulnerável, e não seria agora que ela se esqueceria disso...
Capítulo 28: A secret not that secret
Os despertadores dos alunos em sua maioria estavam soando e os mesmos acordavam, resmungando do horário. Como bons alunos que eram, detestavam a idéia da aula começar as 07h e terem de ter aula até as 16h, era torturante. E o pior dia era quando ex-alunos ou pessoas de alto calão político e social vinha visitar a escola e havia uma "cerimônia" de boas vindas à estes. Respiravam fundo e levantavam-se para arrumar-se, alternando as tarefas com seus colegas de quarto, colocando-se que cabiam dois ou três alunos por quarto.
Connelly, Tweed e Rainy dividiam o mesmo quarto, mas a de cabelos castanhos desde a festa na casa de Max saia mais cedo antes das duas garotas de cabelos negros terminarem de se preparar. Não havia razão aparente, mas logo após alguns dias Tweed começou a suspeitar que o motivo da pressa da amiga tinha alguma ligação (in)direta com Will, por isso decidiu que um dia, aleatóriamente escolhido, ela iria seguir Connelly para descobrir o que acontecia. Nesse dia em específico, Rainy decidiu combinar com Tom para que ele fosse ao dormitório (discretamente) para que pudessem ficar um pouco mais juntos, que estava complicado eles se juntarem naqueles dias.
-- Já estava ficando com saudades de você pequena -- o loiro disse logo depois de deixar a mochila em cima da cama da garota e a abraçar
-- Então vem matar a saudade, vem.
Ambos sorriram e selaram os lábios de modo intenso, divertindo-se durante o beijo. Iriam aproveitar os quinze minutos extras que tinham. Naquele momento tinham algo muito próximo de um namoro, que a própria Rainy preferia não se manifestar sobre isso com ninguém por causa de seu irmão. Conhecendo Gaspard pelo o que ela conhecia, era quase que 100% provável que ele fosse atrás do Kaulitz de dreads para tirar satisfações do relacionamento deste com Rainy e como Tom não era do tipo mais pacífico, a chance de que isso desse muito errado era grande.
-- Amor, a gente tem que ir -- a morena murmurou entre um beijo e outro enquanto ela e o loiro se beijavam
-- Vamos perder a primeira aula. -- Tom rebateu enquanto começava a trilhar beijos pelo pescoço dela -- Quero te curtir um pouco...
-- Dois dias e vamos poder passar o dia juntos. E as primeiras aulas são de música. -- ao terminar o garoto ergueu os olhos e arqueou uma sobrancelha -- O professor disse que traria uma apresentação especial pra gente no auditório, lembra?
-- Ah claro -- o loiro sentou-se revirando os olhos, dizendo irônico -- Vamos pra aula de música, mais interessante do que ficar aqui...
-- Ah não vai ficar com ciúmes agora né Tommy? -- Rainy olhou o "namorado" com uma expressão de manha e este bufou -- Tommy, Tommy, Tommy, Tommy... Bebê... -- a morena tirou os dreads que caiam sobre a lateral do pescoço do loiro e começou a mordiscar a região, fazendo-o rir retidamente -- Bebê, você vai mesmo ficar ai de mal comigo? O que eu vou ter que fazer pra você falar de novo comigo?
-- Rain... Não precisa me torturar... Ahhh -- Tom gemeu relativamente alto quando a garota sugou a pele levemente bronzeada de seu pescoço -- Não... Não... para.
-- Vai voltar a falar agora bebê?
-- Tudo bem! O que você quer que eu diga?
-- Quero que você não fique com ciúmes por eu querer ir pra aula saber qual é a tal surpresa. Tudo bem?
-- Não estou com ciúmes, simplesmente, não acho que seja muito bom ir para essa reunião no auditório
-- Por quê?
-- Acho que vai ter algo realmente chocante que talvez faça com que você se machuque. Algo que talvez você não quisesse saber...
-- Por que acha isso? -- a morena perguntou, olhando-o preocupada
-- Não sei. Simplesmente... Acho.
-- Bom, já que se tornou vidente -- Rainy murmurou maliciosa e começou a trilhar um curto caminho de beijos desde o pescoço até a orelha de Tom -- Sabe que nós vamos sair no final de semana. Sabe o que nós vamos fazer no fim de semana... Não precisa se sentir tão carente
-- Não sei Rain, simplesmente acho que a gente não deveria ir.
-- Vamos. Vai ser legal, podemos ficar no fundo e ninguém verá.
-- Tudo bem. E, deixa eu perguntar uma coisa Rainy, como é que eu vou disfarçar essa marca no meu pescoço? -- Tom perguntou encarando a marca avermelhada que a namorada deixara há pouco em seu pescoço, sabia que ela demoraria a sair -- Vou falar o que pro meu irmão?
-- Você sempre foi pegador não foi? Então, diga que foi mais um casinho seu. Ele nunca irá suspeitar nada.
-- Certeza?
-- Confie em mim, ele nunca vai saber de nada e nós dois conseguiremos manter nosso namoro em segredo.
-- Estamos namorando? -- o loiro de dreads perguntou sorrindo e a garota corou
-- Não estamos? Aimeudeus! -- a garota se levantou e começou a andar em círculos pelo quarto resmungando rapidamente com as mãos na cabeça -- Como eu sou besta! É claro que não estamos namorando, não tem nada que comprove isso! Ok teve a festa e nessa da festa nós ficamos, você foi extremamente fofo comigo e aquele beijo que nós trocamos enquanto estávamos no Maxwell ainda foi o melhor beijo da minha vida. E eu já deveria imaginar que você ainda está nesses planos comigo em segredo porque provavelmente sua intenção é me comer e...
-- Rainy -- o garoto parou na frente de Rainy e segurou seus braços impedindo-a de continuar, ao mesmo tempo em que parava de falar e se encaravam intensamente -- Não quero transar com você. Tudo bem, talvez eu queira, mas não se resume a isso. Eu quero ser seu, seu namorado, seu amigo e seu companheiro para todas as horas. E estou extremamente envolvido com você porque eu te amo, mas preciso que seu irmão acalme um pouco a superproteção dele para que eu posso contar isso. Afinal, ambos sabemos o quanto ele é superprotetor e que provavelmente viria me matar se soubesse do nosso relacionamento. Entendeu bebê?
-- Mas isso não diz nada sobre o fato de estarmos namorando ou não.
-- Tudo bem, eu facilito. -- Tom riu e segurou as mãos da morena, ajoelhando-se no chão -- Rainy Berkly, eu te amo como se ama o amor, não tem definição. Então quer namorar comigo?
-- Oown -- a Rainy jogou-se no pescoço de Tom e os dois se beijaram intensamente enquanto ele a rodava pela cintura -- Eu quero sim bebê!
-- Tudo bem, então vamos e nos separamos lá em baixo?
-- Ok!
Desceram de mãos dadas e ao chegarem ao final da longa escadaria trocaram um curto beijo apaixonado e por acaso não viram quem estava rondando ali por perto. A última pessoa que eles esperavam ver naquele instante...
-- Kaulitz?! Rain?
Connelly, Tweed e Rainy dividiam o mesmo quarto, mas a de cabelos castanhos desde a festa na casa de Max saia mais cedo antes das duas garotas de cabelos negros terminarem de se preparar. Não havia razão aparente, mas logo após alguns dias Tweed começou a suspeitar que o motivo da pressa da amiga tinha alguma ligação (in)direta com Will, por isso decidiu que um dia, aleatóriamente escolhido, ela iria seguir Connelly para descobrir o que acontecia. Nesse dia em específico, Rainy decidiu combinar com Tom para que ele fosse ao dormitório (discretamente) para que pudessem ficar um pouco mais juntos, que estava complicado eles se juntarem naqueles dias.
-- Já estava ficando com saudades de você pequena -- o loiro disse logo depois de deixar a mochila em cima da cama da garota e a abraçar
-- Então vem matar a saudade, vem.
Ambos sorriram e selaram os lábios de modo intenso, divertindo-se durante o beijo. Iriam aproveitar os quinze minutos extras que tinham. Naquele momento tinham algo muito próximo de um namoro, que a própria Rainy preferia não se manifestar sobre isso com ninguém por causa de seu irmão. Conhecendo Gaspard pelo o que ela conhecia, era quase que 100% provável que ele fosse atrás do Kaulitz de dreads para tirar satisfações do relacionamento deste com Rainy e como Tom não era do tipo mais pacífico, a chance de que isso desse muito errado era grande.
-- Amor, a gente tem que ir -- a morena murmurou entre um beijo e outro enquanto ela e o loiro se beijavam
-- Vamos perder a primeira aula. -- Tom rebateu enquanto começava a trilhar beijos pelo pescoço dela -- Quero te curtir um pouco...
-- Dois dias e vamos poder passar o dia juntos. E as primeiras aulas são de música. -- ao terminar o garoto ergueu os olhos e arqueou uma sobrancelha -- O professor disse que traria uma apresentação especial pra gente no auditório, lembra?
-- Ah claro -- o loiro sentou-se revirando os olhos, dizendo irônico -- Vamos pra aula de música, mais interessante do que ficar aqui...
-- Ah não vai ficar com ciúmes agora né Tommy? -- Rainy olhou o "namorado" com uma expressão de manha e este bufou -- Tommy, Tommy, Tommy, Tommy... Bebê... -- a morena tirou os dreads que caiam sobre a lateral do pescoço do loiro e começou a mordiscar a região, fazendo-o rir retidamente -- Bebê, você vai mesmo ficar ai de mal comigo? O que eu vou ter que fazer pra você falar de novo comigo?
-- Rain... Não precisa me torturar... Ahhh -- Tom gemeu relativamente alto quando a garota sugou a pele levemente bronzeada de seu pescoço -- Não... Não... para.
-- Vai voltar a falar agora bebê?
-- Tudo bem! O que você quer que eu diga?
-- Quero que você não fique com ciúmes por eu querer ir pra aula saber qual é a tal surpresa. Tudo bem?
-- Não estou com ciúmes, simplesmente, não acho que seja muito bom ir para essa reunião no auditório
-- Por quê?
-- Acho que vai ter algo realmente chocante que talvez faça com que você se machuque. Algo que talvez você não quisesse saber...
-- Por que acha isso? -- a morena perguntou, olhando-o preocupada
-- Não sei. Simplesmente... Acho.
-- Bom, já que se tornou vidente -- Rainy murmurou maliciosa e começou a trilhar um curto caminho de beijos desde o pescoço até a orelha de Tom -- Sabe que nós vamos sair no final de semana. Sabe o que nós vamos fazer no fim de semana... Não precisa se sentir tão carente
-- Não sei Rain, simplesmente acho que a gente não deveria ir.
-- Vamos. Vai ser legal, podemos ficar no fundo e ninguém verá.
-- Tudo bem. E, deixa eu perguntar uma coisa Rainy, como é que eu vou disfarçar essa marca no meu pescoço? -- Tom perguntou encarando a marca avermelhada que a namorada deixara há pouco em seu pescoço, sabia que ela demoraria a sair -- Vou falar o que pro meu irmão?
-- Você sempre foi pegador não foi? Então, diga que foi mais um casinho seu. Ele nunca irá suspeitar nada.
-- Certeza?
-- Confie em mim, ele nunca vai saber de nada e nós dois conseguiremos manter nosso namoro em segredo.
-- Estamos namorando? -- o loiro de dreads perguntou sorrindo e a garota corou
-- Não estamos? Aimeudeus! -- a garota se levantou e começou a andar em círculos pelo quarto resmungando rapidamente com as mãos na cabeça -- Como eu sou besta! É claro que não estamos namorando, não tem nada que comprove isso! Ok teve a festa e nessa da festa nós ficamos, você foi extremamente fofo comigo e aquele beijo que nós trocamos enquanto estávamos no Maxwell ainda foi o melhor beijo da minha vida. E eu já deveria imaginar que você ainda está nesses planos comigo em segredo porque provavelmente sua intenção é me comer e...
-- Rainy -- o garoto parou na frente de Rainy e segurou seus braços impedindo-a de continuar, ao mesmo tempo em que parava de falar e se encaravam intensamente -- Não quero transar com você. Tudo bem, talvez eu queira, mas não se resume a isso. Eu quero ser seu, seu namorado, seu amigo e seu companheiro para todas as horas. E estou extremamente envolvido com você porque eu te amo, mas preciso que seu irmão acalme um pouco a superproteção dele para que eu posso contar isso. Afinal, ambos sabemos o quanto ele é superprotetor e que provavelmente viria me matar se soubesse do nosso relacionamento. Entendeu bebê?
-- Mas isso não diz nada sobre o fato de estarmos namorando ou não.
-- Tudo bem, eu facilito. -- Tom riu e segurou as mãos da morena, ajoelhando-se no chão -- Rainy Berkly, eu te amo como se ama o amor, não tem definição. Então quer namorar comigo?
-- Oown -- a Rainy jogou-se no pescoço de Tom e os dois se beijaram intensamente enquanto ele a rodava pela cintura -- Eu quero sim bebê!
-- Tudo bem, então vamos e nos separamos lá em baixo?
-- Ok!
Desceram de mãos dadas e ao chegarem ao final da longa escadaria trocaram um curto beijo apaixonado e por acaso não viram quem estava rondando ali por perto. A última pessoa que eles esperavam ver naquele instante...
-- Kaulitz?! Rain?
Capítulo 27: Almost Easy(1989)
Respiravam fundo com as respirações colidindo, deitados juntos e trocavam beijos intensos e apaixonados, ainda se recuperando do que havia acontecido há pouco. Os cabelos negros de Amy estavam grudados em sua nuca e os olhos brilhavam ao encontrar os verdes de Matthew que sorria como uma criança. Mesmo que os braços já estivesse praticamente cobertos de tatuagens, ele ainda tinha aquele sorriso maroto que fazia com que ele assumisse uma expressão infantil, ainda mais quando estava com Amy. Beijavam-se apaixonadamente e logo uma coisa "incrivelmente boa" veio à mente, que fez o garoto iniciar uma trilha de beijos desde o pescoço até o lóbulo da orelha da garota.
-- Matt... -- a morena ria enquanto sentia-se arrepiar inteira com as carícias -- Matt...
-- Amy... Amy, minha Amy, o que diria se eu dissesse que me veio uma coisa a mente?
-- Matt, estamos aqui por causa de uma de suas idéias, então especifique que ideia que teve agora
-- Uma música.
-- Como assim?
-- Me vieram versos a mente.
-- Quais?
-- Shame pulses through my heart from the things. I've done to youIt's hard to face, but the fact remains. That this is nothing new. I left you bound and tied with suicidal memories. Selfish beneath the skin, but deep inside I'm not insane -- o garoto cantava com sua voz grossa e levemente rouca em um tom melódico, suave, que fazia Amy entrar em uma paz interna instantânea -- (...). Que tal?
-- Que linda Matt.
-- Vai ser nossa música. Cada vez que ouvir essa música, vai ser lembrar de mim. E cada vez que eu cantar essa música vou lembrar de você, mesmo que você esteja ao meu lado.
-- Que lindo Matt, sempre vou me lembrar de você quando ver você e os meninos tocando.
-- Linda, fico feliz que você acredite que iremos tocar fora da escola, mas nós mesmos não temos esperança
-- Por que não? São incríveis. -- a morena dizia com um sorriso infantil, com o queixo apoiado sobre o peito do namorado
-- Podemos até ser bons amor, mas para irmos para fora e fazermos sucesso não dou tanta garantia.
-- Não deixe de acreditar, tudo pode acontecer
Amy sorriu antes de pronunciar a última frase e ela e Matthew logo trocaram outro beijo apaixonado antes de adormecerem juntos. Era a primeira vez dela e ele a fez especial. Era inverno de 1989 e nenhum dos dois esperava que no Natal, descobririam que a garota estava grávida de gêmeos. A mãe e a irmã de Matthew comemoravam, mas o lado da família de Amy não. Era complicado para o lado da garota de 18 anos estar grávida, de um garoto que seu pai e seu avô não aceitavam e que ambos sabiam que ele fazia parte de uma das famosas sociedades boêmias que contrariavam os ideias da escola.
(.................................................................)
Abriu os olhos e finalmente viu que estava deitada ao lado do homem que a deixara anos antes. Estava vestida como quando se beijaram, não havia acontecido nada, apenas foram para seu quarto e dormiram abraçados. Amy aconchegou-se mais no peito do homem que estava com si e logo parou para pensar que sentia saudades dessa época em que passavam as noites e as tardes juntos e as vezes acordavam juntos, ela aconchegada no peito musculoso de Matthew ou até mesmo, ela dormindo de bruços e ele aconchegado em suas costas, a abraçando.
Afagou de leve algumas das tatuagens que Matthew tinha no tronco e depositou um casto beijo ali, o que o acordou. O homem sorriu e abriu os olhos verdes que agora se mantinham pacíficos. Sanders passou a mão pela cintura de Amy e pressionaram seus lábios por um longo instante, e logo a morena sentou-se e passou a mão pelos cabelos intensamente negros, jogando-os para trás e olhando para o relógio e viu o horário, era hora de acordar para começar a se preparar para as aulas do dia.
-- Sua primeira aula é somente no terceiro tempo, por que não fica mais um pouco comigo? -- perguntou Sanders, ainda deitado
-- Você tem que se arrumar -- Amy sorriu singela -- Billie Joe e os outros devem começar a palestra com os segundos no auditório daqui a pouco.
-- E se eu disser que eu quero você?
-- Espere até depois do jantar, me encontre próximo às árvores do velho alçapão e nós podemos vir para cá, tudo bem?
-- Hmm -- Matthew hesitou e a morena deu um tapa estalado em seu braço -- Tudo bem concordo! Não precisa me agredir! Só quero uma coisa em troca
-- O que?
-- Me beija de novo...
Amy Lee riu ao ver que ele não havia mudado nem um pouco, claro, 17 anos se passaram, mas ele continua o mesmo de sempre, o mesmo sorriso, as mesmas manias e o mesmo jeito maroto por trás de um monte de músculos. Esse era seu Shadows, o Matthew "Shadows" Sanders que ela conheceu aos 16 anos e que morria de amores e morre de amores até hoje. Mas havia um medo: o medo de que ele a deixasse mais uma vez, como vez 17 anos atrás. Bom, ela tinha motivos para ter esse medo, ótimos motivos pra ser mais direta...
-- Matt... -- a morena ria enquanto sentia-se arrepiar inteira com as carícias -- Matt...
-- Amy... Amy, minha Amy, o que diria se eu dissesse que me veio uma coisa a mente?
-- Matt, estamos aqui por causa de uma de suas idéias, então especifique que ideia que teve agora
-- Uma música.
-- Como assim?
-- Me vieram versos a mente.
-- Quais?
-- Shame pulses through my heart from the things. I've done to youIt's hard to face, but the fact remains. That this is nothing new. I left you bound and tied with suicidal memories. Selfish beneath the skin, but deep inside I'm not insane -- o garoto cantava com sua voz grossa e levemente rouca em um tom melódico, suave, que fazia Amy entrar em uma paz interna instantânea -- (...). Que tal?
-- Que linda Matt.
-- Vai ser nossa música. Cada vez que ouvir essa música, vai ser lembrar de mim. E cada vez que eu cantar essa música vou lembrar de você, mesmo que você esteja ao meu lado.
-- Que lindo Matt, sempre vou me lembrar de você quando ver você e os meninos tocando.
-- Linda, fico feliz que você acredite que iremos tocar fora da escola, mas nós mesmos não temos esperança
-- Por que não? São incríveis. -- a morena dizia com um sorriso infantil, com o queixo apoiado sobre o peito do namorado
-- Podemos até ser bons amor, mas para irmos para fora e fazermos sucesso não dou tanta garantia.
-- Não deixe de acreditar, tudo pode acontecer
Amy sorriu antes de pronunciar a última frase e ela e Matthew logo trocaram outro beijo apaixonado antes de adormecerem juntos. Era a primeira vez dela e ele a fez especial. Era inverno de 1989 e nenhum dos dois esperava que no Natal, descobririam que a garota estava grávida de gêmeos. A mãe e a irmã de Matthew comemoravam, mas o lado da família de Amy não. Era complicado para o lado da garota de 18 anos estar grávida, de um garoto que seu pai e seu avô não aceitavam e que ambos sabiam que ele fazia parte de uma das famosas sociedades boêmias que contrariavam os ideias da escola.
(.................................................................)
Abriu os olhos e finalmente viu que estava deitada ao lado do homem que a deixara anos antes. Estava vestida como quando se beijaram, não havia acontecido nada, apenas foram para seu quarto e dormiram abraçados. Amy aconchegou-se mais no peito do homem que estava com si e logo parou para pensar que sentia saudades dessa época em que passavam as noites e as tardes juntos e as vezes acordavam juntos, ela aconchegada no peito musculoso de Matthew ou até mesmo, ela dormindo de bruços e ele aconchegado em suas costas, a abraçando.
Afagou de leve algumas das tatuagens que Matthew tinha no tronco e depositou um casto beijo ali, o que o acordou. O homem sorriu e abriu os olhos verdes que agora se mantinham pacíficos. Sanders passou a mão pela cintura de Amy e pressionaram seus lábios por um longo instante, e logo a morena sentou-se e passou a mão pelos cabelos intensamente negros, jogando-os para trás e olhando para o relógio e viu o horário, era hora de acordar para começar a se preparar para as aulas do dia.
-- Sua primeira aula é somente no terceiro tempo, por que não fica mais um pouco comigo? -- perguntou Sanders, ainda deitado
-- Você tem que se arrumar -- Amy sorriu singela -- Billie Joe e os outros devem começar a palestra com os segundos no auditório daqui a pouco.
-- E se eu disser que eu quero você?
-- Espere até depois do jantar, me encontre próximo às árvores do velho alçapão e nós podemos vir para cá, tudo bem?
-- Hmm -- Matthew hesitou e a morena deu um tapa estalado em seu braço -- Tudo bem concordo! Não precisa me agredir! Só quero uma coisa em troca
-- O que?
-- Me beija de novo...
Amy Lee riu ao ver que ele não havia mudado nem um pouco, claro, 17 anos se passaram, mas ele continua o mesmo de sempre, o mesmo sorriso, as mesmas manias e o mesmo jeito maroto por trás de um monte de músculos. Esse era seu Shadows, o Matthew "Shadows" Sanders que ela conheceu aos 16 anos e que morria de amores e morre de amores até hoje. Mas havia um medo: o medo de que ele a deixasse mais uma vez, como vez 17 anos atrás. Bom, ela tinha motivos para ter esse medo, ótimos motivos pra ser mais direta...
Capítulo 26: Intimicy
HORAS MAIS TARDE EM UMA LIGAÇÃO DO CENTRO DOS EUA PARA LUXEMBURGO...
-- Como assim você voltou à escola Synyster?
-- Não podia recusar o convite! Armstrong me chamou porque parecia que os alunos estavam aderindo à ideia de reconstruir a Sociedade. Você sabe que eu não perderia isso por nada!
-- Mas como é que você volta sabendo que eu coloquei nossos filhos naquele internato?
-- Se acalme Violet! Eles não vão descobrir que eu sou o pai deles. Não vão descobrir que fui embora um pouco antes do mais velho nascer e voltei em segredo antes da mais nova nascer
-- Brian eles não são idiotas! Vão descobrir. Rainy tem a sua inteligência apesar da ingenuidade, ela é extremamente esperta. E Gaspard tem traços identicos aos seus. É claro que eles vão notar Synyster!
-- Se acalme Violet. -- o homem repetiu mais calmamente para que a mulher do outro lado da linha mantesse a calma para que ele pudesse se explicar. -- Eles não vão descobrir.
-- OhGosh Brian! Você não cresceu nem um pouco. Continua o mesmo garoto inconsequente de sempre!
-- Sim Violet o mesmo garoto inconsequente à quem você jurou amor eterno. Claro que você sabe o quanto sou inconsequente mesmo tendo 37 anos.
-- Tudo bem Brian. Faça o que quiser ai, mas não dê bandeira para que eles descubram a verdade. Não podem ficar sabendo que o pai decidiu abandoná-los por tours, grouppies e bebida.
-- Violet, pelo modo que você fala até parece que sou o cara mais canalha do mundo.
-- Sim Brian Elwin Hanner Jr, você é um canalha Don Juan. Um canalha que eu amo
-- Vi, você me faz lembrar de quando estávamos no internato. Nós dois, nas noites de verão no meio da clareira, escrevendo com o canivete nas árvores, ainda lembra?
-- Sim, lembro Brian.
-- Por que não pode voltar para os EUA? Vem pros EUA, nós voltamos a ficar juntos, você se muda com a Rainy e o Gaspard para Huntington Beach e nós finalmente ficamos juntos. Finalmente as nossas noites voltam.
-- Não posso fazer isso porque até hoje você não foi presente na vida dos dois. Nem sabem quem é você e se aparecermos do nada com esse relacionamento é bem provável que não aceitem. Principalmente Gaspard que é extremamente protetor comigo e com a irmã.
-- E se eu tentar me aproximar deles enquanto estiver aqui? Pode ser que funcione e que faça com que eles me aceitem melhor se nós decidirmos voltar a namorar. Não custa tentar.
-- Tudo bem Brian, pode ser que dê certo sua idéia. Mas também há o risco de dar muito errado. É arriscado.
-- Vamos tentar Violet. Eles podem aceitar isso, podem não aceitar, mas podem aceitar, mesmo que eu já tenha completa ciência de que demorarão para aceitar os meus motivos para não ter acompanhado a vida deles.
-- Tudo bem então. Obrigada por me avisar Brian. Nos falamos depois, tenho que trabalhar amanhã e aqui já são quase meia noite.
-- De nada e boa noite Violet. Estou com saudades.
A mulher de cabelos castanhos aloirados e longos, de mais ou meno 36 anos cancelou a chamada e fechou o flip do celular, logo sentando-se na suntuosa cama de seu quarto na mansão que dividia com os pais e os filhos, que agora estavam no internato, enquanto observava o céu noturno e a piscina, que as luzes esbranquiçadas submersas refletiam a luz da lua, deixando a água quase branca, através da porta de correr de vidro da sacada de seu quarto. Lembrou-se de quando era jovem e estudava no BBHS, todas as noites fugia com Synyster e ficavam olhando o céu estrelado e lhe veio a mente uma dessas noites em que foi inocente, tola, não sabe ainda dizer o que foi, e entregou-se por completo ao guitarrista, enquanto este entregou apenas uma parte de si, decidindo que voltaria para corrigir seus erros como pai e homem ausente. Synyster sabia que seria difícil conversar abertamente com os dois adolescentes sobre isso, principalmente com o garoto, mas tinha que tentar. Pelo menos livraria sua mente do peso de nunca ter tentado.
DE VOLTA AO CENTRO DOS EUA.
Estava amanhecendo, os alunos estavam dormindo, torcendo para que não houvesse aula, já sabendo que desta vez Billie Joe estava convocando todos os alunos do 2º ano para o auditório, afirmando ter uma "surpresa". Enquanto os alunos dormiam, Amy Lee tinha sua "caminhada" matinal pelo campus da escola, fazia isso todas as manhãs antes que os alunos começassem a circular por lá. Vestia tênis, roupas claras e confortáveis, um modelito nunca haviam a visto usar, apenas uma pessoa sabia desse passeio matinal, e esta pessoa estava se aproximando.
-- Ainda faz isso Amy? -- a voz rouca soou pelos ouvidos da mulher, fazendo-a parar
-- Ainda não perdeu a mania de me seguir?
-- Não. Queria falar com você Amy
-- Me diga, o que quer Sanders?
-- Quero conversar. Podemos parar aqui na arquibancada?
-- Sanders não temos mais nada a conversar. Nossa última conversa se finalizou há 17 anos.
-- Mãe mandou um oi -- o homem de mais ou menos 38 anos disse simplesmente, com os olhos verdes se estreitando e duas covinhas surgindo em suas bochechas conforme seu sorriso abria -- Perguntou porque você não deu mais noticías
-- Ela sabe o quão complicado é manter contato com o mundo exterior daqui.
-- Mas eu sei que você consegue contato com pessoas de fora
-- Não acha que sabe muito?
-- Talvez. Mas eu ainda quero saber, o que fez com a criança há 17 anos?
-- As crianças na verdade -- Amy corrigiu e Matt a olhou confuso -- Foram gêmeos Sanders. Um menino e uma menina, que estudam nessa escola
-- E por que ninguém sabe disso? -- Matthew perguntou e a mulher de rosto de porcelana tornou- se a ele com uma expressão indefinida, logo cuspindo em tom assassino
-- Você me deixa com gêmeos por 17 anos pra ir em tour no esquema de sex, drugs and rock n'roll e ainda me pergunta por que ninguém sabe disso?
-- Mas o que você fez com eles? Parecem não saber que você é mãe deles
-- Você não entende não é? Não consegue entender que eu não podia ficar com essas crianças não é?
-- Por que não?
-- Matthew, você não conheceu meu avô, não sabe que consequencias eu ter ficado com as crianças traria.
-- Então pedissse para que minha mãe ficasse com elas, sabe perfeitamente que ela cuidaria dos dois.
-- Eu sei, eu sei -- Amy respondeu pesarosamente e Sanders se aproximou, colocando-se a uma distância mínima, envolvendo sua cintura com as mãos -- Poderia me soltar Sanders?
-- Não -- rebateu olhando intensamente dentro dos olhos dela, enquanto esta tinha as mãos espalmadas nos ombros deste -- Voltei para refazer tudo o que eu havia feito de certo e consertar o que eu havia feito de errado. E agora não vou deixar uma das coisas que mais me importavam partir novamente
-- Quer dizer que não importa mais o que tínhamos?
-- É claro que importa, por isso que vim buscar isso de novo
E antes que Amy pudesse argumentar algo, Matthew já havia trazido seu corpo levemente suado para perto do dele, acabando com a pequena distancia que ali havia, e selado seus lábios, enquanto as mãos da mulher deslizavam de seu peitoral e enlaçavam-se em seu pescoço, passando os dedos longos e finos pela nuca nua do homem que a tinha em seus braços naquele momento. Havia anos que eles não ficavam juntos daquele jeito, se beijavam, sentiam o gosto um do outro de algum modo. Sanders não queria brigar, simplesmente, a queria de volta. Já Amy queria saber o porquê de ele ter deixado-a, queria uma explicação para todos aqueles problemas, mas naquele momento, tudo o que importava era estar ali com o homem que ela acreditava ser o amor de sua vida, naquele momento tudo o que ela precisava era ele e nada mais.
Era tudo perfeito e maravilhoso, só que ninguém imaginava que alguém estaria observando a cena do alto de um dos prédios, e que usaria isso como chantagem para fins alheios.
Capítulo 25: Let's get trouble
-- Então, se havia sumido, por que voltou? -- perguntou Lee enquanto ela e SaintChrist iam para sua sala
-- Tenho contas a acertar e uma ex-namorada pra reconquistar
-- Quem é sua ex-namorada que você quer reconquistar?
-- Tudo a seu tempo Lee. Quando me contar qual seu segredo eu te conto quem é, tudo bem?
-- Sim. -- a garota de cabelos ruivos e castanhos sorriu e colocou-se na ponta dos pés, dando um rápido beijo na bochecha do garoto e este deu um meio sorriso, abraçando-a -- Final da aula nos falamos.
-- Tudo bem. E você vai me ajudar certo?
-- A que?
-- A reconquistar essa garota, claro!
-- Sim eu te ajudo.
SaintChrist deu um meio sorriso, foi para sua sala no andar de cima e Lee foi para sua sala naquele corredor. A maior parte de seus colegas já estava na sala conversando e ela foi sentar-se junto às garotas que conversavam, fazendo com que Tweed e Rainy abrissem um espaço para ela sentar-se.
-- Então, ficou sabendo da festa do Maxwell, Lee? -- Victoria perguntou curiosa
-- Qual festa?
-- Que teve semana passada
-- Então, eu só sei dos boatos de que a festa foi aquelas bem desastrosas que deu briga e tal, porque ir eu não fui porque cheguei aqui na Califórnia no sábado.
-- Morava onde?
-- Canadá. Morei até os sete anos em Luxemburgo, fui para o Canadá e agora vim pra Califórnia.
-- Viajou hein garota? -- perguntou Connelly brincando e todas as garotas riram.
-- Sim. Mas isso é bem legal. Só achava mais divertido ainda quando eu e minha avó íamos viajar com meu avô, que ele é diplomata então as vezes íamos viajar com ele, quando ele ia passar muito tempo fora.
-- Que legal. Meu pai também é diplomata e tem essa de viajar bastante e até os 13 anos eu e minha mãe sempre acompanhávamos ele. -- disse Tweed sorrindo
-- Legal. Mas uma pergunta, agora que me lembrou essa de viajar e talz -- Lee interrompeu o assunto lembrando-se do que SaintChrist havia contado para ela -- Vocês conhecem um cara chamado John SaintChrist? -- houve um momento de silêncio dentro da rodinha enquanto as garotas se entreolhavam e a novata olhava-as com um ponto de interrogação estampado no rosto -- Conhecem?
-- Uma pergunta melhor seria, quando vocês se conheceram? -- Tweed perguntou com a sobrancelha arqueada, curiosa com o fato
-- Hoje, no intervalo, ele estava naquele banheiro abandonado do oitavo andar.
-- Nós conhecemos sim -- disse Rainy um pouco confusa já que SaintChrist havia sumido da escola. -- Mas por que quer saber disso?
-- Quando nos falamos hoje, ele disse que havia voltado para a BBHS porque tinha contas à acertar e uma ex namorada para reconquistar.
-- Será que é...? -- Rainy e Tweed se entreolharam e logo depois olharam para Victoria enquanto Connelly prosseguia -- Eu acho que...
-- Acha o que? O que é que tá acontecendo? -- Lee perguntou confusa já que a essa altura do campeonato não estava entendendo mais nada
-- Bom Lee, nós achamos que, na verdade temos quase que absoluta certeza que essa ex-namorada que o SaintChrist falou pra você é a...
-- Por favor alunos, desmontando as rodinhas e de volta à seus lugares, tenho um comunicado importante a passar -- a voz intensa de Amy Lee soou pela sala, fazendo com que o assunto se desmanchasse e Lee ficasse na curiosidade enquanto Victoria remoia-se de tensão -- Bom, ao final da tarde receberemos três ex-alunos que passarão algumas semanas hospedados conosco então vocês serão obrigados a controlarem as gracinhas durante a estadia destes aqui no colégio.
-- Professora, -- Gustav ergueu a mão e a professora ergueu as sobrancelhas em sinal de permissão para falar -- A senhorita fazia parte de alguma das sociedades formadas na escola na época que você era aluna?
Então eles sabiam, era uma frase que havia começado a martelar insistentemente na mente de Amy e isso a preocupava. Se eles sabiam da história das Sociedades então provavelmente sabiam da parte dos herdeiros da escola e de que ela não era permitida a participar, mas que participou porque seu namorado da época, Matthew Sanders, a convencera de participar e apesar de tudo ela sentia-se ameaçada com a idéia da volta de Matthew e seus dois companheiros, Jimmy e Brian. Era uma idéia atormentadora.
-- Como sabem das Sociedades? -- Amy Lee ergueu uma das sobrancelhas, com seu olhar imponente direcionado ao loiro de óculos
-- Anuário de 1987. -- Tweed respondeu adiantando-se e a professora tornou-se à ela -- Encontramos o anuário de 1987 e logo depois encontramos um livro que conta toda a história da escola e que têm a relação de alunos que participavam dessas Sociedades.
-- Qual livro?
-- Um que parece uma enciclopédia. BBHS: A História Contada Por Quem Viveu.
-- Poderia me mostrá-lo?
-- Devolvi-o hoje a biblioteca. Posso mostrá-lo após o horário -- a morena respondeu engolindo em seco com medo da possível encrenca que estava envolvida enquanto Andy segurava sua mão por debaixo da mesa
-- Após a aula, a senhorita, seu namorado e todos os outros alunos estarão no salão principal para a recepção do ex alunos, ficou claro senhorita Dwaight, senhor Schafer e senhor Biersack?
-- Sim senhora -- os três responderam em uníssono
Todos os alunos concordaram audivelmente, mas na realidade nenhum deles concordava psicologicamente com a ideia de terem de se apresentar para os ex-alunos. Acreditavam que os tais ex-alunos que viriam ou eram muitíssimo velhos, quase caquéticos, ou que seguiam a psicologia de Amy Lee: extremamente rigorosa. O que ninguém imaginava era que eram três dos principais fundadores da Sociedade e que tinham uma mente igual, ou pior, que a de Billie Joe, eternos boêmios.
As três aulas que faltavam para o final do dia arrastaram-se torturantemente e quando deu o pôr-do-sol, todos os alunos foram convocados, separados por série e organizados nas arquibancadas para a recepção dos três ex-alunos, mesmo que os próprios achassem isso extremamente exagerado. SaintChrist e Lee sentaram-se um ao lado do outro, no alto. Bill e Victoria sentaram-se um pouco mais para baixo, Andy, Tweed, Tom, Rainy, Gaspard, Natasha, Georg e Gustav tentaram sentar-se na mesma linha, mesmo que Natasha e Gaspard tivessem ficado um pouco distante dos outros por serem de outra série. Por fim, Connelly e Will conseguiram sentar-se juntos no canto e ficaram por ali durante toda a recepção sem que nenhum de seus amigos soubessem, trocando um selinho ou outro de vez em quando.
Matthew, Brian e James chegaram em uma limousine bancada pelo colégio e esta estacionou ao lado do campo que utilizariam, assim estes desceram e fizeram um rápido discurso de como era bom retornar a escola e que estavam fazendo um projeto, por isso passariam seis meses hospedados nas instalações do colégio. O primeiro a discursar foi Matthew, seguido de Brian e James. Mas quando Brian estava discursando, Natasha tornou-se à Gaspard em um comentário intrigante.
-- Semelhanças entre você, a Rainy e esse cara são pequenas hein?
-- O que quer dizer com isso Naty? -- Gaspard perguntou para a melhor amiga, confuso
-- Que esse cara deve saber alguma coisa sobre o seu pai. Ou que talvez ele seja seu pai.
-- Por que acha isso?
-- Comece pelas semelhanças físicas, o mesmo nariz e o formato de rosto identico. Depois vá pelos anos. Sua mãe engravidou do namorado de colégio e esse cara estava na foto com a sua mãe. Pode ser que seja ele.
-- Então eu e Rainy somos irmãos por parte de mãe só?
-- Não necessariamente. Ele pode ter feito sua mãe engravidar de você e depois ter voltado e feito ela engravidar da Rainy. É uma possibilidade.
-- Talvez Naty. Apenas talvez essa sua hipótese assustadora pode ser verdade.
-- Nunca se sabe Gas. Nunca se sabe...
-- Tenho contas a acertar e uma ex-namorada pra reconquistar
-- Quem é sua ex-namorada que você quer reconquistar?
-- Tudo a seu tempo Lee. Quando me contar qual seu segredo eu te conto quem é, tudo bem?
-- Sim. -- a garota de cabelos ruivos e castanhos sorriu e colocou-se na ponta dos pés, dando um rápido beijo na bochecha do garoto e este deu um meio sorriso, abraçando-a -- Final da aula nos falamos.
-- Tudo bem. E você vai me ajudar certo?
-- A que?
-- A reconquistar essa garota, claro!
-- Sim eu te ajudo.
SaintChrist deu um meio sorriso, foi para sua sala no andar de cima e Lee foi para sua sala naquele corredor. A maior parte de seus colegas já estava na sala conversando e ela foi sentar-se junto às garotas que conversavam, fazendo com que Tweed e Rainy abrissem um espaço para ela sentar-se.
-- Então, ficou sabendo da festa do Maxwell, Lee? -- Victoria perguntou curiosa
-- Qual festa?
-- Que teve semana passada
-- Então, eu só sei dos boatos de que a festa foi aquelas bem desastrosas que deu briga e tal, porque ir eu não fui porque cheguei aqui na Califórnia no sábado.
-- Morava onde?
-- Canadá. Morei até os sete anos em Luxemburgo, fui para o Canadá e agora vim pra Califórnia.
-- Viajou hein garota? -- perguntou Connelly brincando e todas as garotas riram.
-- Sim. Mas isso é bem legal. Só achava mais divertido ainda quando eu e minha avó íamos viajar com meu avô, que ele é diplomata então as vezes íamos viajar com ele, quando ele ia passar muito tempo fora.
-- Que legal. Meu pai também é diplomata e tem essa de viajar bastante e até os 13 anos eu e minha mãe sempre acompanhávamos ele. -- disse Tweed sorrindo
-- Legal. Mas uma pergunta, agora que me lembrou essa de viajar e talz -- Lee interrompeu o assunto lembrando-se do que SaintChrist havia contado para ela -- Vocês conhecem um cara chamado John SaintChrist? -- houve um momento de silêncio dentro da rodinha enquanto as garotas se entreolhavam e a novata olhava-as com um ponto de interrogação estampado no rosto -- Conhecem?
-- Uma pergunta melhor seria, quando vocês se conheceram? -- Tweed perguntou com a sobrancelha arqueada, curiosa com o fato
-- Hoje, no intervalo, ele estava naquele banheiro abandonado do oitavo andar.
-- Nós conhecemos sim -- disse Rainy um pouco confusa já que SaintChrist havia sumido da escola. -- Mas por que quer saber disso?
-- Quando nos falamos hoje, ele disse que havia voltado para a BBHS porque tinha contas à acertar e uma ex namorada para reconquistar.
-- Será que é...? -- Rainy e Tweed se entreolharam e logo depois olharam para Victoria enquanto Connelly prosseguia -- Eu acho que...
-- Acha o que? O que é que tá acontecendo? -- Lee perguntou confusa já que a essa altura do campeonato não estava entendendo mais nada
-- Bom Lee, nós achamos que, na verdade temos quase que absoluta certeza que essa ex-namorada que o SaintChrist falou pra você é a...
-- Por favor alunos, desmontando as rodinhas e de volta à seus lugares, tenho um comunicado importante a passar -- a voz intensa de Amy Lee soou pela sala, fazendo com que o assunto se desmanchasse e Lee ficasse na curiosidade enquanto Victoria remoia-se de tensão -- Bom, ao final da tarde receberemos três ex-alunos que passarão algumas semanas hospedados conosco então vocês serão obrigados a controlarem as gracinhas durante a estadia destes aqui no colégio.
-- Professora, -- Gustav ergueu a mão e a professora ergueu as sobrancelhas em sinal de permissão para falar -- A senhorita fazia parte de alguma das sociedades formadas na escola na época que você era aluna?
Então eles sabiam, era uma frase que havia começado a martelar insistentemente na mente de Amy e isso a preocupava. Se eles sabiam da história das Sociedades então provavelmente sabiam da parte dos herdeiros da escola e de que ela não era permitida a participar, mas que participou porque seu namorado da época, Matthew Sanders, a convencera de participar e apesar de tudo ela sentia-se ameaçada com a idéia da volta de Matthew e seus dois companheiros, Jimmy e Brian. Era uma idéia atormentadora.
-- Como sabem das Sociedades? -- Amy Lee ergueu uma das sobrancelhas, com seu olhar imponente direcionado ao loiro de óculos
-- Anuário de 1987. -- Tweed respondeu adiantando-se e a professora tornou-se à ela -- Encontramos o anuário de 1987 e logo depois encontramos um livro que conta toda a história da escola e que têm a relação de alunos que participavam dessas Sociedades.
-- Qual livro?
-- Um que parece uma enciclopédia. BBHS: A História Contada Por Quem Viveu.
-- Poderia me mostrá-lo?
-- Devolvi-o hoje a biblioteca. Posso mostrá-lo após o horário -- a morena respondeu engolindo em seco com medo da possível encrenca que estava envolvida enquanto Andy segurava sua mão por debaixo da mesa
-- Após a aula, a senhorita, seu namorado e todos os outros alunos estarão no salão principal para a recepção do ex alunos, ficou claro senhorita Dwaight, senhor Schafer e senhor Biersack?
-- Sim senhora -- os três responderam em uníssono
Todos os alunos concordaram audivelmente, mas na realidade nenhum deles concordava psicologicamente com a ideia de terem de se apresentar para os ex-alunos. Acreditavam que os tais ex-alunos que viriam ou eram muitíssimo velhos, quase caquéticos, ou que seguiam a psicologia de Amy Lee: extremamente rigorosa. O que ninguém imaginava era que eram três dos principais fundadores da Sociedade e que tinham uma mente igual, ou pior, que a de Billie Joe, eternos boêmios.
As três aulas que faltavam para o final do dia arrastaram-se torturantemente e quando deu o pôr-do-sol, todos os alunos foram convocados, separados por série e organizados nas arquibancadas para a recepção dos três ex-alunos, mesmo que os próprios achassem isso extremamente exagerado. SaintChrist e Lee sentaram-se um ao lado do outro, no alto. Bill e Victoria sentaram-se um pouco mais para baixo, Andy, Tweed, Tom, Rainy, Gaspard, Natasha, Georg e Gustav tentaram sentar-se na mesma linha, mesmo que Natasha e Gaspard tivessem ficado um pouco distante dos outros por serem de outra série. Por fim, Connelly e Will conseguiram sentar-se juntos no canto e ficaram por ali durante toda a recepção sem que nenhum de seus amigos soubessem, trocando um selinho ou outro de vez em quando.
Matthew, Brian e James chegaram em uma limousine bancada pelo colégio e esta estacionou ao lado do campo que utilizariam, assim estes desceram e fizeram um rápido discurso de como era bom retornar a escola e que estavam fazendo um projeto, por isso passariam seis meses hospedados nas instalações do colégio. O primeiro a discursar foi Matthew, seguido de Brian e James. Mas quando Brian estava discursando, Natasha tornou-se à Gaspard em um comentário intrigante.
-- Semelhanças entre você, a Rainy e esse cara são pequenas hein?
-- O que quer dizer com isso Naty? -- Gaspard perguntou para a melhor amiga, confuso
-- Que esse cara deve saber alguma coisa sobre o seu pai. Ou que talvez ele seja seu pai.
-- Por que acha isso?
-- Comece pelas semelhanças físicas, o mesmo nariz e o formato de rosto identico. Depois vá pelos anos. Sua mãe engravidou do namorado de colégio e esse cara estava na foto com a sua mãe. Pode ser que seja ele.
-- Então eu e Rainy somos irmãos por parte de mãe só?
-- Não necessariamente. Ele pode ter feito sua mãe engravidar de você e depois ter voltado e feito ela engravidar da Rainy. É uma possibilidade.
-- Talvez Naty. Apenas talvez essa sua hipótese assustadora pode ser verdade.
-- Nunca se sabe Gas. Nunca se sabe...
Capítulo 24: SaintChrist is back
Então o homem de mais ou menos 40 anos começou a explicar toda a história da Sociedade e também explicou que o pai de Lee era um dos principais da Sociedade e perguntou se a garota queria ouvir especificamente sobre o porquê disto, e ela concordou. Assim explicou sobre o vício dele em ópio e heroína mas que mesmo viciado e à beira de ser alcoólatra, Leonard era um dos melhores poetas que havia naquela escola e que continuou sendo poeta por toda sua não exatamente longa vida e que tentou ao máximo parar quando descobriu que Saphire, sua namorada, estava grávida e conseguiu. Saphire também era viciada e parou ao saber que estava grávida de Lee, mas uma vez que saiu sozinha e que a garota ficou com os avós, mais uma vez experimentou heroína e assim seu vício retornou, fazendo com que em uma noite de nevasca em um Janeiro, ir embora de casa, deixando Leonard com Lee.
Ao final da história a garota sentiu-se perder o chão, afinal, nunca esperava ouvir que os pais fossem viciados e que sua mãe havia a deixado para ir se drogar, como fazia quando era adolescente, e que nessa fuga tivesse uma overdose. Lee sempre soube que seu pai era pendente para o estilo poeta "exótico" que tem altas viagens ao escrever, mas também nunca imaginou que ele fazia parte de uma revolução interna no colégio que sua avó tanto contestou em colocá-la. Era de mais para a cabeça dela, o que fez com que algumas lágrimas involuntárias fugissem de seus olhos. Billie Joe tentou acalmar a garota, mas esta estava demasiadamente inconformada e fugiu para fora da sala, tentando ir para o lugar mais afastado o possível de todos, chegando à um banheiro feminino enorme e abandonado do segundo andar. Ninguém mais entrava naquele lugar, ela simplesmente não sabia disso.
As torneiras ainda funcionavam então ela ligou uma e lavou o rosto, fazendo com que todo o contorno negro de seus olhos derretesse. Respirou fundo e encarou a si mesma no espelho. Ela era o resultado da vida inconsequente e desrregrada de dois drogados revoltados com a escola. Isso fazia com que ela própria sentisse-se revoltada, como ela poderia ser o resultado da junção de dois drogados. Seu pai ela até "engolia" um pouco, ele era escritor, usava o ópio para escrever mais do que normalmente escreveria, mas sua mãe. O que a revoltava era que ela os havia deixado para ir se drogar. Essa sentença repetia-se constantemente em sua mente, a martelava repetindo "Ir se drogar".
-- Quer dizer que serei isso também? -- Lee perguntava-se em voz baixa, com a cabeça baixa, encarando a pia de granito e as luzes amareladas no banheiro de ladrinhos vermelhos ao seu redor -- Quer dizer que serei uma drogada de merda também? Que vou ser que nem eles? -- ela remoia-se internamente e agora externamente também, repetindo a última frase várias vezes para si mesma até uma voz razoavelmente grossa e rouca soar em seus ouvidos
-- Depende? À quem você seria igual? -- a voz soou ecoando em seus ouvidos e ela ergueu o rosto até encarar o espelho, vendo um garoto mais alto que si com um moicano branco acinzentado encostado em uma das paredes ladrilhadas das cabines -- Fiquei curioso. Parece estar bem conflitada com algo que fez você tirar toda sua maquiagem e ficar com ela meio borrada. Então, o que faz com que você reclame tanto?
-- Q-quem é você? -- Lee perguntou assustada passando a mão no próprio rosto, notando que havia esquecido de terminar de limpar a maquiagem
-- Insensibilidade minha não me apresentar. -- o garoto riu gostosamente e logo estendeu a mão -- SaintChrist, John SaintChrist pra ser mais específico, mas pode me chamar de SC. E o seu?
-- Lee, Jade Lee Ripse, mas me chame de Lee Ripse. -- ela estendeu a mão a ele e este pegou-a dando um educado beijo na mesma, fazendo com que a garota corasse devido à cordialidade -- Prazer em conhecê-lo
-- O prazer é meu, estou encantado em conhecê-la Lee. -- a garota estava surpresa devido à cordialidade e SaintChrist continuava a falar, logo a puxando para perto de si -- Então, vai me contar quem que você não quer ser igual?
-- Olha SaintChrist...
-- SC.
-- Tudo bem SC, o que rola é que a gente acabou de se conhecer e essa é uma história bem confusa que eu acho melhor não contar nem nada porque, você entende, eu teria de confiar mais em você e isso leva tempo, sabe?
-- Preciso fazer o que para você confiar em mim em Lee? -- o garoto passou a mão de leve pelo rosto da garota, fazendo-a corar -- Quanto tempo vai levar até você ganhar confiança em mim?
-- Desculpe SC, mas vai precisar mais do que seu rostinho bonito, sua voz sedutora e seu estilo Don Juan para me fazer confiar em você. Isso vai gastar tempo.
-- Pra que bancar a difícil Lee? Nenhuma garota banca a difícil comigo...
-- Sempre há uma primeira vez na vida. Vamos começar a nos conhecer e depois eu te conto essa história, tudo bem?
-- Não vou conseguir te convencer mesmo não é Lee?
-- Não. Vai demorar muito.
-- Tudo bem, então, não deveria ir para aula agora?
-- Pergunto a mesma coisa pra você.
-- Costumo cabular minhas aulas, prefiro prolongar meus intervalos.
-- Ah claro.
-- Mas vamos, eu te acompanho até sua sala.
-- Obrigada.
SaintChrist pegou a mão de Lee e os dois saíram do banheiro abandonado que estava conservado em perfeito estado, de certo modo a garota achou SaintChrist um pouco Don Juan de mais, mas ele parecia bem legal até e estava sendo extremamente educado e simpático com ela, mesmo que pudesse ser apenas uma tática para fazê-la gostar dele. Mas Lee havia simpatizado com ele, mesmo que o garoto fosse encrenqueiro e os piercings no lábio e no septo fizessem ele parecer mais bad boy do que naturalmente era.
Ao final da história a garota sentiu-se perder o chão, afinal, nunca esperava ouvir que os pais fossem viciados e que sua mãe havia a deixado para ir se drogar, como fazia quando era adolescente, e que nessa fuga tivesse uma overdose. Lee sempre soube que seu pai era pendente para o estilo poeta "exótico" que tem altas viagens ao escrever, mas também nunca imaginou que ele fazia parte de uma revolução interna no colégio que sua avó tanto contestou em colocá-la. Era de mais para a cabeça dela, o que fez com que algumas lágrimas involuntárias fugissem de seus olhos. Billie Joe tentou acalmar a garota, mas esta estava demasiadamente inconformada e fugiu para fora da sala, tentando ir para o lugar mais afastado o possível de todos, chegando à um banheiro feminino enorme e abandonado do segundo andar. Ninguém mais entrava naquele lugar, ela simplesmente não sabia disso.
As torneiras ainda funcionavam então ela ligou uma e lavou o rosto, fazendo com que todo o contorno negro de seus olhos derretesse. Respirou fundo e encarou a si mesma no espelho. Ela era o resultado da vida inconsequente e desrregrada de dois drogados revoltados com a escola. Isso fazia com que ela própria sentisse-se revoltada, como ela poderia ser o resultado da junção de dois drogados. Seu pai ela até "engolia" um pouco, ele era escritor, usava o ópio para escrever mais do que normalmente escreveria, mas sua mãe. O que a revoltava era que ela os havia deixado para ir se drogar. Essa sentença repetia-se constantemente em sua mente, a martelava repetindo "Ir se drogar".
-- Quer dizer que serei isso também? -- Lee perguntava-se em voz baixa, com a cabeça baixa, encarando a pia de granito e as luzes amareladas no banheiro de ladrinhos vermelhos ao seu redor -- Quer dizer que serei uma drogada de merda também? Que vou ser que nem eles? -- ela remoia-se internamente e agora externamente também, repetindo a última frase várias vezes para si mesma até uma voz razoavelmente grossa e rouca soar em seus ouvidos
-- Depende? À quem você seria igual? -- a voz soou ecoando em seus ouvidos e ela ergueu o rosto até encarar o espelho, vendo um garoto mais alto que si com um moicano branco acinzentado encostado em uma das paredes ladrilhadas das cabines -- Fiquei curioso. Parece estar bem conflitada com algo que fez você tirar toda sua maquiagem e ficar com ela meio borrada. Então, o que faz com que você reclame tanto?
-- Q-quem é você? -- Lee perguntou assustada passando a mão no próprio rosto, notando que havia esquecido de terminar de limpar a maquiagem
-- Insensibilidade minha não me apresentar. -- o garoto riu gostosamente e logo estendeu a mão -- SaintChrist, John SaintChrist pra ser mais específico, mas pode me chamar de SC. E o seu?
-- Lee, Jade Lee Ripse, mas me chame de Lee Ripse. -- ela estendeu a mão a ele e este pegou-a dando um educado beijo na mesma, fazendo com que a garota corasse devido à cordialidade -- Prazer em conhecê-lo
-- O prazer é meu, estou encantado em conhecê-la Lee. -- a garota estava surpresa devido à cordialidade e SaintChrist continuava a falar, logo a puxando para perto de si -- Então, vai me contar quem que você não quer ser igual?
-- Olha SaintChrist...
-- SC.
-- Tudo bem SC, o que rola é que a gente acabou de se conhecer e essa é uma história bem confusa que eu acho melhor não contar nem nada porque, você entende, eu teria de confiar mais em você e isso leva tempo, sabe?
-- Preciso fazer o que para você confiar em mim em Lee? -- o garoto passou a mão de leve pelo rosto da garota, fazendo-a corar -- Quanto tempo vai levar até você ganhar confiança em mim?
-- Desculpe SC, mas vai precisar mais do que seu rostinho bonito, sua voz sedutora e seu estilo Don Juan para me fazer confiar em você. Isso vai gastar tempo.
-- Pra que bancar a difícil Lee? Nenhuma garota banca a difícil comigo...
-- Sempre há uma primeira vez na vida. Vamos começar a nos conhecer e depois eu te conto essa história, tudo bem?
-- Não vou conseguir te convencer mesmo não é Lee?
-- Não. Vai demorar muito.
-- Tudo bem, então, não deveria ir para aula agora?
-- Pergunto a mesma coisa pra você.
-- Costumo cabular minhas aulas, prefiro prolongar meus intervalos.
-- Ah claro.
-- Mas vamos, eu te acompanho até sua sala.
-- Obrigada.
SaintChrist pegou a mão de Lee e os dois saíram do banheiro abandonado que estava conservado em perfeito estado, de certo modo a garota achou SaintChrist um pouco Don Juan de mais, mas ele parecia bem legal até e estava sendo extremamente educado e simpático com ela, mesmo que pudesse ser apenas uma tática para fazê-la gostar dele. Mas Lee havia simpatizado com ele, mesmo que o garoto fosse encrenqueiro e os piercings no lábio e no septo fizessem ele parecer mais bad boy do que naturalmente era.
Capítulo 23: Ripse
-- Rainy coloquemos as coisas da seguinte maneira: éramos boêmios. Boemia não é exatamente o modo mais correto de vida, assim envolvendo que alguns alunos "aproveitavam de mais". Eles escreviam, claro, mas alguns eram usúarios para escrever. Alguns dos alunos que participavam da sociedade abusavam do álcool e de alguns tipos de alucinógenos porque, segundo eles, as criações saíam melhores.
-- E realmente saíam? -- perguntou Jessica curiosa, suas composições nunca foram muito boas
-- Depende do que considerarem bom. Os que usavam os alucinógenos para escrever, escreviam exatamente como um alucinado escreve, várias palavras perdidas em uma analogia que se era necessário desembaralhá-las, podendo ser considerada genial de tão complexa de se entender. Mas é claro que havia um aluno que marcou sendo o mais alucinógeno e um dos melhores poetas da Sociedade. Aquele cara poderia ser considerado um gênio por ter excelente notas no colégio, passar quase toda a tarde alucinado pelos alucinógenos e ainda escrevia de modo que todos o admiravam.
-- E quem era esse aluno? -- Tweed questionou curiosa, já havia ouvido falar de um aluno que vivia tardes alucinadas e era um dos melhores escritores da escola -- E que fim que ele teve?
-- Leonard Lockhart Ripse. Infelizmente como não era feito de ferro, ele veio a falecer uns quatorze anos atrás, deixando uma filha sozinha, que segundo as histórias vem sendo sustentada pelos avós.
-- E a mãe dela?
-- Também boêmia, faleceu dois anos antes. Não conseguiu aguentar passar doze meses em abstinência e em uma situação que usou sofreu uma overdose fatal.
Antes que mais perguntas pudessem surgir, o barulho do sinal soou e uma garota que a maioria dos alunos já havia visto rondando pelos corredores entreabriu a porta com seus cabelos cheios, de tonalidades de preto e vermelho, sua pele branca contrastando com o piercing negro que esta tinha no nariz e uma bolsa de carteiro preta e pedindo licença.
-- Desculpe interromper professor, mas me transferiram para essa sala e disseram que eu já começaria a assistir às aulas agora. -- a voz melodiosa da garota soou e muitos se perderam na mesma
-- Claro, sem problemas. Pode entrar, sente-se lá no fundo, há uma carteira vazia -- Billie Joe pronunciou cordialmente e a garota agradeceu silenciosamente, indo em silêncio até a tal carteira -- Qual seu nome?
-- Jade Lee Ripse -- a garota disse e devido ao sobrenome, todos se tornaram à ela, fazendo-a erguer uma sobrancelha -- O que?
-- Espere um segundo -- o mais velho murmurou para si mesmo e logo ergueu os olhos a garota -- Você é filha de Leonard Lockhart Ripse?
-- Sim, mas ele morreu quando eu era pequena e moro com meus avós e minha tia.
-- Então deixe-me perguntar, o que sabe sobre a Sociedade dos Poetas?
-- Só um pouco. Sei que minha avó não queria me por aqui porque ela dizia que tinha medo de que acontecesse como meu pai. E sei que meu pai vivia escrevendo à respeito de uma história de louvar a Sociedade por ser a melhor invenção já criada pelo homem, nunca entendi muito bem, mas era algo do estilo.
-- Tem algum dos textos do seu pai ai?
-- Tenho um trecho, se ajudar.
-- Serve. Se possível leia-o para nós.
-- Segundo meu avô é do último que ele escreveu antes de morrer. -- a garota de cabelos vermelhos e pretos desfobrou uma folha roxa em que parecia ter vários versos escritos e começou a ler -- "Então aqui jaz alma perdida no infinito mórbido da vida. Mais uma noite em luto e prantos. Calibre 32 finalize com os traumas e em uma herança que deixo à quem sobreviveu as tragédias sem entender o tamanho do mundo. Mais uma vez vê-se a noite fechar e os anjos de negro pintarem o gramado verde vivo que de nada tem à ver com as pedras negras e cinzas ali instaladas permanentemente em prova de suspiro eterno. Enforcam-se os carrascos e afogam-se os juízes. Os anos que a Terra me preservou se perdem em segundos, tingidos de um vermelho vivo que me corre por entre as veias como de todos seres que se afloram neste mundo. Uma suposta maquiagem nunca lhe cobriu os olhos negros tão doces e sôfregos de um final inesperado. Por favor não parta de onde estiver agora, já estarei indo. Os anos se apossaram de mim e já implantei lembranças suficientes para que nossa pequena lembre-se de quem nós fomos ou de que fizemos. Basta ela começar a entender o mundo para entender minhas palavras..." Ai tem uma parte borrada que parece ter caído água ou algo assim e ele finaliza "Do eterno amante Boêmio, LLR".
-- UAU -- foi o comentário geral da sala ao terminarem de processar o trecho que acabaram de ouvir e os burburinhos começaram -- Não acredito! Ele se suicidou? Como assim? Coitada dela!
No fundo Lee não aguentava mais pessoas comentando sobre esse texto. A vida dela era uma desgraça e consequentemente ela não era do tipo que se apegava às pessoas. Seu pai suicidou-se e ela vira a arma, o corpo e a poça de sangue. Sua mãe ninguém sabe o que houve, sabe-se que ela partiu em uma noite de inverno no meio de janeiro e nunca mais voltou. Seu tio teve uma overdose e há três semanas, seu melhor-amigo-quase-namorado tomou a combinação fatal de alucinógenos com whisky em alta dose, resultado: morreu. Não adiantava mais, as únicas pessoas em que ela se apegava eram seus avós, mas sabia que logo menos teria de se desapegar porque eles não são para sempre. Agora decidia aparecer um professor que misteriosamente sabia dos textos do pai dela e que sabia quem era o pai dela.
A longa aula se passou e o intervalo havia chegado. Tweed, Connelly, Victoria e Rainy comentavam o que ouviram durante àquela assustadora dobradinha de música que passaram ouvindo mais um pedaço da história da Sociedade dos Poetas e de seu mais influente participante por ser o maior e mais macabro poeta da sociedade e por acaso a filha deste apareceu repentinamente na sala, recitando alguns versos do mesmo. Lee decidiu ir atrás de Billie Joe para saber o porquê de ele saber tanto de seu pai, mais do que ela própria. Quando o alcançou perto da sala dos professores o intimou.
-- Professor, preciso falar com o senhor!
-- Não prefere conversar em outro momento para não perder seu intervalo?
-- Não. Quero respostas e por isso prefiro que seja agora.
-- Tudo bem então, deixarei minhas coisas na sala dos professores e virei conversar com você, ok?
-- Sim.
Dois minutos se passaram e Billie Joe já estava fora da sala e pedia para que ela o acompanhasse até uma sala vazia em que eles poderiam conversar à vontade. Ele já sabia o que a garota iria perguntar e preferia que não tivessem ouvintes, era um assunto delicado ainda mais por ter quase certeza de que a garota não sabia EXATAMENTE a verdade sobre seus pais. Segundo a garota sua avó não queria que ela viesse para o BBHS porque tinha medo que ela ficasse como o pai dela, escrevendo sobre a Sociedade e aos 45 anos cometendo suicídio.
-- Pode dizer agora não há quem nos ouça. -- Billie Joe disse pacífico sentando na mesa e indicando para a garota se sentarem uma mesa à sua frente
-- Como você sabe tanto sobre o meu pai?
-- Bom, o que você sabe sobre seus pais?
-- Minha mãe partiu em uma noite de inverno e nunca mais voltou, isso é o que minha avó me conta porque eu não me lembro muito bem dela, ela foi embora quando eu era muito pequena. Já o meu pai viveu comigo até os meus dez anos e depois morreu. Minha avó nunca me explicou do que, mas ela não sabia que eu tinha visto o dia em que ele se suicidou. Quer dizer, eu ouvi o tiro e fui correndo para o banheiro, encontrei meu pai caído no assoalho do banheiro com uma poça de sangue no chão crescendo e a arma ao lado dele.
-- Mas quer saber como eu sei de tanto?
-- Sim.
-- E realmente saíam? -- perguntou Jessica curiosa, suas composições nunca foram muito boas
-- Depende do que considerarem bom. Os que usavam os alucinógenos para escrever, escreviam exatamente como um alucinado escreve, várias palavras perdidas em uma analogia que se era necessário desembaralhá-las, podendo ser considerada genial de tão complexa de se entender. Mas é claro que havia um aluno que marcou sendo o mais alucinógeno e um dos melhores poetas da Sociedade. Aquele cara poderia ser considerado um gênio por ter excelente notas no colégio, passar quase toda a tarde alucinado pelos alucinógenos e ainda escrevia de modo que todos o admiravam.
-- E quem era esse aluno? -- Tweed questionou curiosa, já havia ouvido falar de um aluno que vivia tardes alucinadas e era um dos melhores escritores da escola -- E que fim que ele teve?
-- Leonard Lockhart Ripse. Infelizmente como não era feito de ferro, ele veio a falecer uns quatorze anos atrás, deixando uma filha sozinha, que segundo as histórias vem sendo sustentada pelos avós.
-- E a mãe dela?
-- Também boêmia, faleceu dois anos antes. Não conseguiu aguentar passar doze meses em abstinência e em uma situação que usou sofreu uma overdose fatal.
Antes que mais perguntas pudessem surgir, o barulho do sinal soou e uma garota que a maioria dos alunos já havia visto rondando pelos corredores entreabriu a porta com seus cabelos cheios, de tonalidades de preto e vermelho, sua pele branca contrastando com o piercing negro que esta tinha no nariz e uma bolsa de carteiro preta e pedindo licença.
-- Desculpe interromper professor, mas me transferiram para essa sala e disseram que eu já começaria a assistir às aulas agora. -- a voz melodiosa da garota soou e muitos se perderam na mesma
-- Claro, sem problemas. Pode entrar, sente-se lá no fundo, há uma carteira vazia -- Billie Joe pronunciou cordialmente e a garota agradeceu silenciosamente, indo em silêncio até a tal carteira -- Qual seu nome?
-- Jade Lee Ripse -- a garota disse e devido ao sobrenome, todos se tornaram à ela, fazendo-a erguer uma sobrancelha -- O que?
-- Espere um segundo -- o mais velho murmurou para si mesmo e logo ergueu os olhos a garota -- Você é filha de Leonard Lockhart Ripse?
-- Sim, mas ele morreu quando eu era pequena e moro com meus avós e minha tia.
-- Então deixe-me perguntar, o que sabe sobre a Sociedade dos Poetas?
-- Só um pouco. Sei que minha avó não queria me por aqui porque ela dizia que tinha medo de que acontecesse como meu pai. E sei que meu pai vivia escrevendo à respeito de uma história de louvar a Sociedade por ser a melhor invenção já criada pelo homem, nunca entendi muito bem, mas era algo do estilo.
-- Tem algum dos textos do seu pai ai?
-- Tenho um trecho, se ajudar.
-- Serve. Se possível leia-o para nós.
-- Segundo meu avô é do último que ele escreveu antes de morrer. -- a garota de cabelos vermelhos e pretos desfobrou uma folha roxa em que parecia ter vários versos escritos e começou a ler -- "Então aqui jaz alma perdida no infinito mórbido da vida. Mais uma noite em luto e prantos. Calibre 32 finalize com os traumas e em uma herança que deixo à quem sobreviveu as tragédias sem entender o tamanho do mundo. Mais uma vez vê-se a noite fechar e os anjos de negro pintarem o gramado verde vivo que de nada tem à ver com as pedras negras e cinzas ali instaladas permanentemente em prova de suspiro eterno. Enforcam-se os carrascos e afogam-se os juízes. Os anos que a Terra me preservou se perdem em segundos, tingidos de um vermelho vivo que me corre por entre as veias como de todos seres que se afloram neste mundo. Uma suposta maquiagem nunca lhe cobriu os olhos negros tão doces e sôfregos de um final inesperado. Por favor não parta de onde estiver agora, já estarei indo. Os anos se apossaram de mim e já implantei lembranças suficientes para que nossa pequena lembre-se de quem nós fomos ou de que fizemos. Basta ela começar a entender o mundo para entender minhas palavras..." Ai tem uma parte borrada que parece ter caído água ou algo assim e ele finaliza "Do eterno amante Boêmio, LLR".
-- UAU -- foi o comentário geral da sala ao terminarem de processar o trecho que acabaram de ouvir e os burburinhos começaram -- Não acredito! Ele se suicidou? Como assim? Coitada dela!
No fundo Lee não aguentava mais pessoas comentando sobre esse texto. A vida dela era uma desgraça e consequentemente ela não era do tipo que se apegava às pessoas. Seu pai suicidou-se e ela vira a arma, o corpo e a poça de sangue. Sua mãe ninguém sabe o que houve, sabe-se que ela partiu em uma noite de inverno no meio de janeiro e nunca mais voltou. Seu tio teve uma overdose e há três semanas, seu melhor-amigo-quase-namorado tomou a combinação fatal de alucinógenos com whisky em alta dose, resultado: morreu. Não adiantava mais, as únicas pessoas em que ela se apegava eram seus avós, mas sabia que logo menos teria de se desapegar porque eles não são para sempre. Agora decidia aparecer um professor que misteriosamente sabia dos textos do pai dela e que sabia quem era o pai dela.
A longa aula se passou e o intervalo havia chegado. Tweed, Connelly, Victoria e Rainy comentavam o que ouviram durante àquela assustadora dobradinha de música que passaram ouvindo mais um pedaço da história da Sociedade dos Poetas e de seu mais influente participante por ser o maior e mais macabro poeta da sociedade e por acaso a filha deste apareceu repentinamente na sala, recitando alguns versos do mesmo. Lee decidiu ir atrás de Billie Joe para saber o porquê de ele saber tanto de seu pai, mais do que ela própria. Quando o alcançou perto da sala dos professores o intimou.
-- Professor, preciso falar com o senhor!
-- Não prefere conversar em outro momento para não perder seu intervalo?
-- Não. Quero respostas e por isso prefiro que seja agora.
-- Tudo bem então, deixarei minhas coisas na sala dos professores e virei conversar com você, ok?
-- Sim.
Dois minutos se passaram e Billie Joe já estava fora da sala e pedia para que ela o acompanhasse até uma sala vazia em que eles poderiam conversar à vontade. Ele já sabia o que a garota iria perguntar e preferia que não tivessem ouvintes, era um assunto delicado ainda mais por ter quase certeza de que a garota não sabia EXATAMENTE a verdade sobre seus pais. Segundo a garota sua avó não queria que ela viesse para o BBHS porque tinha medo que ela ficasse como o pai dela, escrevendo sobre a Sociedade e aos 45 anos cometendo suicídio.
-- Pode dizer agora não há quem nos ouça. -- Billie Joe disse pacífico sentando na mesa e indicando para a garota se sentarem uma mesa à sua frente
-- Como você sabe tanto sobre o meu pai?
-- Bom, o que você sabe sobre seus pais?
-- Minha mãe partiu em uma noite de inverno e nunca mais voltou, isso é o que minha avó me conta porque eu não me lembro muito bem dela, ela foi embora quando eu era muito pequena. Já o meu pai viveu comigo até os meus dez anos e depois morreu. Minha avó nunca me explicou do que, mas ela não sabia que eu tinha visto o dia em que ele se suicidou. Quer dizer, eu ouvi o tiro e fui correndo para o banheiro, encontrei meu pai caído no assoalho do banheiro com uma poça de sangue no chão crescendo e a arma ao lado dele.
-- Mas quer saber como eu sei de tanto?
-- Sim.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Capítulo 22: Signatures
Segunda feira todos já estavam recuperados da ressaca de sábado e todos já se encontravam prontos para irem à aula. Todos quer dizer, com a exceção de alguns alunos...
Maxwell ainda se sentia extremamente drogado da festa e Jessica não estava pronta para ter de cruzar com ele no corredor, sentia-se humilhada por ter acordado com mais três garotas e Max na mesma cama. Andy e Tweed eram dois dos mais inteiros, foram de mãos dadas para a aula e conversavam banalidades, estavam decididos em namoro. Bill e Victoria não estavam namorando, mas é claro que o Kaulitz mais novo não deixava de aproveitar os momentos em que estavam sozinhos para roubar-lhe um beijo intenso. Will e Connelly decidiram namorar, mas é claro que ninguém sabia, nem mesmo Tweed e Maxwell, os melhores amigos dos dois, eles se encontravam na parte mais isolada da floresta, atrás da arquibancada e na saída de emergência do dormitório masculino onde podiam ficar juntos sem interrupções.
-- Eu não acredito que eu não fui nessa festa -- Georg estava resmungando para Tom, Gustav e Bill quando estes lhe contavam acontecimentos da festa -- Até você Gustav! Até você foi e pegou alguém!
-- Quem mandou ficar jogando video-game que nem um viciado em vez de ir pra festa? -- Gustav rebateu e os gêmeos começaram a rir da expressão fechada do maior
-- Fala sério. -- o de cabelos castanhos bufou e então tornou-se aos amigos -- Então, quem vocês pegaram?
-- Juro que não sei o nome! -- o loiro de óculos respondeu, ele realmente não se lembrava
-- Uma garota da nossa série, não sei o nome -- Tom respondeu e Bill surpreendeu-se
-- Da nossa série. -- disse o moreno por fim
-- Para! Vocês estavam mesmo tão bêbados que não se lembram o nome?
-- Sim -- os três respondendo em uníssono, mesmo que apenas Gustav estivesse falando a verdade
-- Bom, Kaulitz não foi a Tweed ou a Connelly que vocês pegaram?
-- Não, eu sei diferenciar a Connelly de outras garotas da nossa sala -- Bill respondeu e Tom prosseguiu -- A Kimberly saiu daqui grudada no Biersack e permaneceu a festa inteira grudada nele, não teria chance de eu tentar algo.
-- Ah ta e eu finjo que acredito
Os garotos riram do comentário do amigo que não havia ido na festa e simultaneamente, do outro lado da sala, quatro garotas conversavam sobre a mesma festa, em outro ponto de vista e com outras confusões. Victoria, Tweed, Rainy e Connelly estavam sentadas em círculo conversando sobre os acontecimentos, contando superficialmente o que acontecera, exceto a última que contou apenas que tinha ficado com Will e não especificou mais detalhes do que ocorrera na manhã seguinte. A ruiva também não estava sendo muito sincera, não pretendia contar que perdera a virgindade com o Kaulitz mais novo e não com seu ex-namorado John SaintChrist, vulgo SaintChrist, como todos achavam.
-- Nossa, a festa foi muuuito boa -- comentou Victoria animada -- Foi muito bom chegar de viagem e já ir pra lá!
-- Mas onde você prolongou suas férias Vicky? -- perguntou a de cabelos castanhos, curiosa
-- Dordrecht e Rotterdam, Holanda. Aproveitando as baladas da região. Lá tem muitas baladas boas.
-- Vicky, sempre soube que você gosta de festa, mas ir pra Europa pra ir pra balada não é um pouco pesada? -- perguntou Rainy desconfiada -- Ainda mais quando dizem que o SainChrist está lá?
-- Pra falar a verdade Rain, nem vi o SC por lá. E sem contar, ninguém sabe mesmo onde ele está. A história de ele estar nas baladas não é confirmada, é apenas boato porque todas as férias ele vivia nessas baladas alternativas europeias.
-- Honestamente Vicky, é um pouco suspeito o fato de você chamar seu ex namorado problemático pelo mesmo apelido que só você chamava ele na época que vocês namoraram -- Tweed comentou, sentada ao lado da amiga enquanto Connelly trançava seu cabelo
-- Mas não quer dizer nada. -- a ruiva deu de ombros -- Eu sempre deixei bem claro para quem quisesse ouvir que o SC é gostoso, que eu pegava facilmente, e além do mais, eu namorei com ele porque ele sempre foi um cara bem legal apesar de encrenqueiro. -- Vicky fez uma curta pausa e um leve silêncio desconfortável pairou no ar -- Pelo menos comigo ele era bem legal.
-- Mas se ele voltasse, voltaria com ele? -- perguntou a de cabelos castanhos, interessada na resposta da amiga
-- Olha, o SC é muito legal e tal, mas nós terminamos porque eu queria uma coisa pro meu futuro e ele outra bem diferente. E existe um outro cara que eu conheci que faz mais o meu tipo.
-- Quem? -- Rainy perguntou curiosa
-- Não posso contar. Não há nada oficial -- a ruiva sorriu e deu uma piscadela discreta para o Kaulitz mais novo que estava com os cabelos escorridos pelo ombro há alguns metros de distância, que a observava discretamente -- E você Kimberly, onde está seu namorado?
-- Está ali conversando com os amigos da sala em frente à nossa. -- a morena deu de ombros.
-- Rainy?
-- Casos casuais que só duraram a festa do Green. -- a menor, de cabelos negros e verdes, respondeu
-- Seu irmão não se importa?
-- Se importar ele se importa, mas sabe como é? Tenho quase 16 anos e não gosto quando ele fica me prendendo. Por ele eu faria um voto de castidade e não faria sexo antes do casamento.
-- E ele sabe que você foi na festa?
-- Sabe, e ele que ia me buscar mas na hora que eu sai de lá ele tava com a Naty.
-- E agora será que anda os dois?
-- Olha -- Victoria disse em tom de suspeita -- A Naty me disse que ele estava bêbado de mais para lembrar alguma coisa, então acho que não prosseguiu.
-- Aah -- as outras três garotas que conversavam com a ruiva fizeram um muxoxo de descontentamento e logo voltaram para seus lugares
-- Bom dia pessoal -- a voz razoavelmente grossa do homem de mais ou menos 1,60m soou ao longo da sala e os alunos responderam em uníssono enquanto Billie Joe colocava suas coisas sobre a extensa mesa -- Então, fiquei sabendo de uma festa que deixou todos os que foram de ressaca, ou pior. Estão inteiros agora?
-- Eeer... é -- foi a resposta da maioria dos garotos enquanto as meninas tinham uma resposta bem diferente -- Sim.
-- Bem, espero que os garotões ae não descubram dentro de alguns meses que tem filhos espalhados por ai, certo? -- o mais velho disse rindo e alguns deram uma risada amarelada -- Mas é claro que vocês entenderam que foi só uma piadinha -- Billie Joe riu e mais outros amigos riram -- Enfim, não é disso que vim falar hoje, em outro momento pode ser uma possibilidade, mas não agora. Um aluno de outra sala desta série veio me perguntar sobre os arquivos secretos e sobre o anuário da página rasgada e no glossário escrito "Mortos para sempre". Já tendo ciência de que vocês sabem da parte do anuário e do caso do glossário, vim trazer-lhes um anuário ainda inteiro. Por favor Jessica, apague a luz.
A ruiva que estava sentada logo abaixo do interruptor acatou a ordem enquanto Billie Joe pegava um anuário idêntico ao que Tweed e Jake estavam olhando na biblioteca. O professor ligou o retro-projetor e posicionou a página com a foto em preto e branco da suposta página que havia sido arrancada. O título da página era o nome "Sociedade dos poetas" em letras inglesas antigas e logo abaixo a foto, rodeada de assinaturas, entre elas a da mãe de Tweed, que esta reconheceu, e a do tio de Andy.
Os alunos que viam o retroprojetor observavam admirados a quantidade de alunos que integravam a sociedade. Deveriam haver mais ou menos cinquenta alunos naquela foto e parecia que todos haviam assinado aquela página. Alguns garotos reconheceram o dono de uma das maiores gravadoras dos EUA, James Sullivan, dono da DeathBat Records. Outro que muitos reconheceram foi o sócio de James, Matthew Sanders. E em junção de mais outros três rapazes, atualmente eles formavam o Avenged Sevenfold. Andy reconheceu seu tio no meio das várias pessoas que estavam na foto, Brian Hanner, popularmente conhecido como Synyster Gates. Rainy reconheceu sua mãe e começou a questionar-se o que diabos o famoso Synyster Gates estava de mãos dadas a ela.
Tweed reconheceu sua mãe e começou a se perguntar o porquê de ela nunca ter por acaso lhe mencionado de uma sociedade secreta que ela própria ajudara a fundar em seus 16 quase 17 anos de vida e se perguntava também o porquê de seu pai não aparecer na foto, afinal, segundo sua avó, eles não se desgrudavam por um segundo sequer e em uma das últimas fotos que os alunos da Sociedade haviam tirado, eles não estavam juntos. Extremamente suspeito isso. Outro fato que os alunos também notaram que havia de estranho era que todos os alunos que estavam na foto tinham uma fita amarrada no pulso, dando duas voltas pelo mesmo. Ninguém se manifestou até que uma luzinha de laser verde passou a aparecer na imagem reproduzida pelo retroprojetor e Billie Joe começou a explicar.
-- Meus caros alunos, a imagem que está sendo exibida aqui é a página que havia sido arrancada do anuário que os colegas de vocês haviam encontrado. As assinaturas ao redor da imagem são de todos os 48 alunos presentes na foto. Todos os alunos assinavam os anuários em finalização de pacto. Não tem todos os alunos da sociedade aqui, afinal, esse foi do primeiro ano de existência da sociedade, quando eu e meus colegas decidimos fundar a Sociedade dos Poetas estávamos no terceiro ano e naquela época o ensino médio durava até a o quinto ano. Estávamos querendo algo novo, que envolvesse algo que nenhum dos alunos ou professores havia pensado anteriormente! Algo que daria mais liberdade para os alunos para explorarem talentos renegados pelo ensino religioso. O que fazíamos era quase como se fosse uma revolução, por assim dizer, já que era uma ideia completamente nova e que ia contra os ideais da escola. E se notarem todos os alunos tem uma fita no pulso. Essa fita é um símbolo que finalizava o pacto. Como foi dito anteriormente, era feito um pequeno furo na lateral do pulso, pingava-se uma gota de sangue dentro de um tubo de ensaio que eram separados de acordo com a série dos alunos e logo depois era posta a fita para selar definitivamente o pacto.
-- Mas professor -- Georg chamou entretido do fundo da classe, ele adorava as histórias que rondavam dentro da escola -- Nenhum professor suspeitava da Sociedade ou algo assim?
-- Boa pergunta Georg! -- o mais velho exclamou animado -- Haviam muitos professores que desconfiavam do que fazíamos, mas não tinham provas de que éramos boêmios. Éramos quase como traficantes, éramos boêmios quando não haviam terceirizados da escola por perto, mas quando alguma "ameaça" chegava perto, éramos apenas alunos fazendo poemas sobre o como a nossa nação era incomparável e superior. Mas é claro que haviam riscos em todo caso.
-- Que tipo de riscos? -- perguntou Rainy com o ombro escorado à parede -- Que tipo de riscos eram estes?
Capítulo 21: Hangover
Era sábado, 14h. Metade dos alunos da escola estavam sofrendo com a ressaca do dia anterior devido a festa. Andy e Tweed haviam dormido no quarto da garota e estavam acordando àquela hora. William e Connelly ainda não haviam voltado da casa de praia que à essas horas estava um completo desastre, estavam curtindo um ao outro. Rainy e Tom ficaram no quarto do loiro, que estava vazio, e o mesmo a pedira em namoro, mas em segredo. Bill e Victoria agora estavam dormindo em sono profundo no quarto da garota, que estava vazio, e estavam recuperando as horas de sono perdidas já que foram dormir quase ao amanhecer. Maxwell estava acordando, ainda na casa de praia, com três garotas deitadas com ele, apagadas, enquanto ele fumava seu cigarro matinal. Jessica estava entre essas garotas, estava completamente louca na noite anterior e não se lembrava de nada que acontecera, sabia apenas que agora estava deitada com Max Green e que haviam outras duas garotas no mesmo estado, talvez um pouco mais, um pouco menos loucas que ela.
Sandra, Jake e mais outros dois garotos, Jinxx e Ashley, estavam acordando e pareciam ser os únicos que não estavam de ressaca, afinal, não foram para a festa no dia anterior, tinham ido dormir tarde, mas foi porque era a "noite de poker", segundo eles. Gaspard, o irmão mais velho de Rainy, estava acordando e sua ressaca estava incontrolável, só não estava com muita noção do que estava fazendo no quarto da melhor amiga e o porquê esta estava ao seu lado, o observando dormir.
-- Que merda é que eu to fazendo aqui? -- Gaspard perguntou confuso, olhando em volta e encontrando a melhor amiga lendo na cama ao lado -- Naty? O que foi que aconteceu ontem?
-- Bom dia belo adormecido. -- a morena riu e tirou sua longa franja negra do olho -- Boa tarde na verdade.
-- Que horas são?
-- Duas da tarde.
-- Aimeudeus! Como é que você não me avisa? Eu tenho que fazer trabalho -- o garoto acabara de saltar da cama e não tinha caído a ficha de que estava apenas de boxer, deixando aparente uma discreta ereção, fazendo Natasha contorcer-se de rir -- Do que é que você está rindo Natasha Anne Voltskietsky?
-- Ficar excitado de manhã é uma técnica pra seduzir alguém? Estou começando a ficar preocupada com você Gas, só temos nós dois aqui no quarto! -- a garota contorcia-se de rir e Gaspard arqueou a sobrancelha, logo entendendo a que ela se referia, então jogou-se na cama de novo -- Relaxa Gas. É sábado, não temos aula e como você disse que iria trazer sua irmã para a escola da festa e estava demorando muito, fui ver se você não tinha ido comer ninguém e deixado ela ali plantada. Mas quando eu fui ver ela tinha sumido e você estava totalmente bêbado e tenho uma leve impressão que também tinham te drogado.
-- Como sabia que eu estava bêbado?
-- Você estava completamente cambaleante e falando arrastado. Até tentou me cantar mas eu acabei tendo de impedir que você caísse de cara no chão. Tipo, você foi me cantar e ai, acredito eu, que foi se apoiar na parede mas não encontrou a parede e quase caiu de lado. Foi muuuuuuuito engraçado. Mas como sou uma melhor amiga muito bondosa e legal -- a garota disse rindo, o que o fez rir junto -- Eu impedi que você caísse e te trouxe pra escola.
-- E aonde a minha irmã está que eu mal lhe pergunte?
-- Eu não sei. Sei que ela está na escola, mas não sei em que parte, ou com quem esteja.
-- Muito legal você ter me trazido aqui, mas agora eu tenho que ir buscar.... Ai caralho, minha cabeça.
-- Toma -- Natasha deu para o amigo um copo d'água com duas aspirinas -- Gas eu até entendo que você quer encontrar ela, mas você não está exatamente em condições de sair. E sem contar, sua irmã está bem, com certeza.
-- Obrigado. Mas Naty eu fico desnorteado só de pensar que tem algum idiota metendo na minha irmã.
-- Só porque você fica metendo em menininhas inocentes e desavisadas não quer dizer que você tenha que fechar sua irmã em um convento para ela permanecer virgem para o resto da vida. Ela é inocente mas é esperta e inteligente. E garanto o seguinte, se um dia um cara estiver transando com a sua irmã é porque ela está bem consciente do que está fazendo.
-- Obrigado pela parte que me toca Naty. -- Gaspard rebateu sarcástico, afinal, ele era bem protetor para com sua irmã
-- Olha Gas eu sei que você sente necessidade de proteger a sua irmã por causa da história da sua mãe. Mas não acha um pouco exagerado essa de ficar todo estressado a respeito da possibilidade da sua irmã arrumar um namorado e que eles façam algo mais? Quer dizer, sua irmã tem 16 anos, sabe o que está fazendo.
-- Naty eu sou super protetor até com você! Acha que com a minha irmã vai ser diferente?
-- Gaspard Berkly você sabe muito bem que não sou mais virgem, não é? -- Natasha perguntou rindo do melhor amigo, já que este formou uma carranca -- Falando sério Gas, se eu não te conhecesse muitíssimo bem às vezes poderia jurar que você me ama.
-- Por que acha isso? -- o garoto corou, sentando-se na cama
-- Nada de mais. Impressão
E saiu do quarto.
Não era impressão. Natasha tinha quase certeza do amor do melhor amigo por ela. Quer dizer, ele era extremamente super-protetor, fazia tudo o que ela pedia, não passava um dia longe dela e enquanto ele estava dormindo, ela o ouviu gemer seu nome. De certo modo essa "paixão" dele por ela a fazia sorrir, ela também era um pouco balançada por ele. Desceu as escadas do dormitório feminino e logo menos encontrou Victoria descendo as escadas e a cumprimentou.
-- Vicky! Esticou as férias? -- as duas garotas se abraçaram rindo, mas tentando controlar o volume já que metade das pessoas do prédio estavam acordando de ressaca da festa da noite de férias -- Dois meses sem dar notícias!
-- Naty! Que bom que te encontrei, tenho muita coisa pra contar -- a ruiva riu, passando a mão pelo cabelo bagunçado e esticando a camiseta do garoto que estava consigo noite anterior, e que agora ela vestia com um shorts
-- Comece pela parte do motivo de porque você está com uma camiseta masculina cheirando a desodorante de homem!
-- O-o que? -- a ruiva sentiu seu rosto ficar quase da cor de seu cabelo vermelho-cereja e logo a morena riu
-- Dormiu com quem ontem?
-- Vai morrer quando souber.
-- Conte-me!
-- Sabe o amigo do Gaspard, o Kaulitz?
-- VOCÊ PEGOU O LOIRO?!
-- Não. Sabe o irmão dele? Que o Maxwell fala que é o Sonic eletrocutado?
-- Sei...
-- Ele.
-- Então né? Deixa eu te fazer uma perguntinha bem indiscreta... Ele é bom de cama?
-- Um pouco indiscreta de mais não acha?
-- Sou indiscreta Vicky, você me conhece. Mas tem jeito ou não? É melhor que o SaintChrist?
-- Como eu vou saber qual dos dois é melhor Natasha?
-- Como assim, você namorou o SaintChrist! Quer dizer... -- enquanto Natasha metralhava Vicky, esta a encara com a sobrancelha erguida, esperando um momento para falar -- Espera ai! Quer dizer que você nunca...
-- Não. Ninguém sabe que eu nunca fiz com o SaintChrist. Todo mundo fez com ele, mas eu não. Nós combinamos que para não estragar a reputação dele todos achariam que nós dormimos juntos, mas na verdade nunca.
-- Vicky você é minha ídola! Você namorou com o SC mas nunca deixou ele foder você! Caraca!
-- Mas segredo hein? Eu espero que ninguém tenha ouvido seu surto -- a ruiva olhou para o alto e em volta para certificar-se que ninguém ouviu -- Enfim, falando nisso, e você e o Gaspard que parecem que nunca saem do indefinido?
-- Eu trouxe ele pra escola, estava mais preocupado em saber como a Rainy estava, só que acabou acontecendo que ele quando a gente estava na escola, me jogou umas cantadas muito ruins, tentou me agarrar, nós ficamos, mas nada de mais.
-- Ficaram no sentido de...?
-- Nos beijamos. Ele não me comeu. Tipo, ele até tentou, mas eu não deixei porque ele estava MUUUITO bêbado. Ele não lembra de nada que aconteceu ontem a noite.
-- Mas o que você sente por ele? Vocês são melhores amigos, ok, mas e ai?
-- Ele é tipo um irmão mais velho pra mim, mas eu realmente me sinto estranha perto dele, ele me abraça e as vezes eu me sinto como tendo algo mais. E quando ele me beijou ontem foi, sabe? Incrível. Ele estava muito bêbado e talz, mas mesmo os dois estando com o gosto de bebida na boca, foi muito bom. Realmente nunca senti algo como naquele beijo, parecia que o mundo tinha parado do nada.
-- Ta apaixonada por ele não é?
-- Não! -- a morena respondeu corada -- Já te disse várias vezes que ele banca o Johnny quando o próprio não está por perto.
-- Olha, você vai poder passar sua vida inteira que não ama seu melhor amigo, mas um dia vai perder ele e quando admitir seus sentimentos será tarde de mais. Conselho de amiga isso...
-- Tenho medo dos seus conselhos Victoria, honestamente...
As duas garotas riram e ao chegar ao final das longas escadarias cada uma foi a seu destino. Natasha manteve-se pensando no que a amiga acabara de dizer. O orgulho dela a fazia correr o risco de um dia ficar sozinha por não admitir seus sentimentos, mas era difícil pensar que era realmente apaixonada por seu melhor amigo de infância, que seu irmão mais velho Johnny havia depositado toda a confiança de protegê-la. E quando Gaspard ficava sabendo que ela estava aos amassos com alguém, ele nunca contava para Johnny, ele era simplesmente seu confidente e o jeito ciumento dele quando algum garoto dava em cima dela e logo depois ele fingia ser seu namorado para que o indivíduo se afastasse. Gaspard era simplesmente perfeito para ela, com todo seu jeitinho meio atrapalhado. É, isso era o suficiente para Natasha se tocar que estava apaixonada por seu melhor amigo.
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