segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Capítulo 22: Signatures
Segunda feira todos já estavam recuperados da ressaca de sábado e todos já se encontravam prontos para irem à aula. Todos quer dizer, com a exceção de alguns alunos...
Maxwell ainda se sentia extremamente drogado da festa e Jessica não estava pronta para ter de cruzar com ele no corredor, sentia-se humilhada por ter acordado com mais três garotas e Max na mesma cama. Andy e Tweed eram dois dos mais inteiros, foram de mãos dadas para a aula e conversavam banalidades, estavam decididos em namoro. Bill e Victoria não estavam namorando, mas é claro que o Kaulitz mais novo não deixava de aproveitar os momentos em que estavam sozinhos para roubar-lhe um beijo intenso. Will e Connelly decidiram namorar, mas é claro que ninguém sabia, nem mesmo Tweed e Maxwell, os melhores amigos dos dois, eles se encontravam na parte mais isolada da floresta, atrás da arquibancada e na saída de emergência do dormitório masculino onde podiam ficar juntos sem interrupções.
-- Eu não acredito que eu não fui nessa festa -- Georg estava resmungando para Tom, Gustav e Bill quando estes lhe contavam acontecimentos da festa -- Até você Gustav! Até você foi e pegou alguém!
-- Quem mandou ficar jogando video-game que nem um viciado em vez de ir pra festa? -- Gustav rebateu e os gêmeos começaram a rir da expressão fechada do maior
-- Fala sério. -- o de cabelos castanhos bufou e então tornou-se aos amigos -- Então, quem vocês pegaram?
-- Juro que não sei o nome! -- o loiro de óculos respondeu, ele realmente não se lembrava
-- Uma garota da nossa série, não sei o nome -- Tom respondeu e Bill surpreendeu-se
-- Da nossa série. -- disse o moreno por fim
-- Para! Vocês estavam mesmo tão bêbados que não se lembram o nome?
-- Sim -- os três respondendo em uníssono, mesmo que apenas Gustav estivesse falando a verdade
-- Bom, Kaulitz não foi a Tweed ou a Connelly que vocês pegaram?
-- Não, eu sei diferenciar a Connelly de outras garotas da nossa sala -- Bill respondeu e Tom prosseguiu -- A Kimberly saiu daqui grudada no Biersack e permaneceu a festa inteira grudada nele, não teria chance de eu tentar algo.
-- Ah ta e eu finjo que acredito
Os garotos riram do comentário do amigo que não havia ido na festa e simultaneamente, do outro lado da sala, quatro garotas conversavam sobre a mesma festa, em outro ponto de vista e com outras confusões. Victoria, Tweed, Rainy e Connelly estavam sentadas em círculo conversando sobre os acontecimentos, contando superficialmente o que acontecera, exceto a última que contou apenas que tinha ficado com Will e não especificou mais detalhes do que ocorrera na manhã seguinte. A ruiva também não estava sendo muito sincera, não pretendia contar que perdera a virgindade com o Kaulitz mais novo e não com seu ex-namorado John SaintChrist, vulgo SaintChrist, como todos achavam.
-- Nossa, a festa foi muuuito boa -- comentou Victoria animada -- Foi muito bom chegar de viagem e já ir pra lá!
-- Mas onde você prolongou suas férias Vicky? -- perguntou a de cabelos castanhos, curiosa
-- Dordrecht e Rotterdam, Holanda. Aproveitando as baladas da região. Lá tem muitas baladas boas.
-- Vicky, sempre soube que você gosta de festa, mas ir pra Europa pra ir pra balada não é um pouco pesada? -- perguntou Rainy desconfiada -- Ainda mais quando dizem que o SainChrist está lá?
-- Pra falar a verdade Rain, nem vi o SC por lá. E sem contar, ninguém sabe mesmo onde ele está. A história de ele estar nas baladas não é confirmada, é apenas boato porque todas as férias ele vivia nessas baladas alternativas europeias.
-- Honestamente Vicky, é um pouco suspeito o fato de você chamar seu ex namorado problemático pelo mesmo apelido que só você chamava ele na época que vocês namoraram -- Tweed comentou, sentada ao lado da amiga enquanto Connelly trançava seu cabelo
-- Mas não quer dizer nada. -- a ruiva deu de ombros -- Eu sempre deixei bem claro para quem quisesse ouvir que o SC é gostoso, que eu pegava facilmente, e além do mais, eu namorei com ele porque ele sempre foi um cara bem legal apesar de encrenqueiro. -- Vicky fez uma curta pausa e um leve silêncio desconfortável pairou no ar -- Pelo menos comigo ele era bem legal.
-- Mas se ele voltasse, voltaria com ele? -- perguntou a de cabelos castanhos, interessada na resposta da amiga
-- Olha, o SC é muito legal e tal, mas nós terminamos porque eu queria uma coisa pro meu futuro e ele outra bem diferente. E existe um outro cara que eu conheci que faz mais o meu tipo.
-- Quem? -- Rainy perguntou curiosa
-- Não posso contar. Não há nada oficial -- a ruiva sorriu e deu uma piscadela discreta para o Kaulitz mais novo que estava com os cabelos escorridos pelo ombro há alguns metros de distância, que a observava discretamente -- E você Kimberly, onde está seu namorado?
-- Está ali conversando com os amigos da sala em frente à nossa. -- a morena deu de ombros.
-- Rainy?
-- Casos casuais que só duraram a festa do Green. -- a menor, de cabelos negros e verdes, respondeu
-- Seu irmão não se importa?
-- Se importar ele se importa, mas sabe como é? Tenho quase 16 anos e não gosto quando ele fica me prendendo. Por ele eu faria um voto de castidade e não faria sexo antes do casamento.
-- E ele sabe que você foi na festa?
-- Sabe, e ele que ia me buscar mas na hora que eu sai de lá ele tava com a Naty.
-- E agora será que anda os dois?
-- Olha -- Victoria disse em tom de suspeita -- A Naty me disse que ele estava bêbado de mais para lembrar alguma coisa, então acho que não prosseguiu.
-- Aah -- as outras três garotas que conversavam com a ruiva fizeram um muxoxo de descontentamento e logo voltaram para seus lugares
-- Bom dia pessoal -- a voz razoavelmente grossa do homem de mais ou menos 1,60m soou ao longo da sala e os alunos responderam em uníssono enquanto Billie Joe colocava suas coisas sobre a extensa mesa -- Então, fiquei sabendo de uma festa que deixou todos os que foram de ressaca, ou pior. Estão inteiros agora?
-- Eeer... é -- foi a resposta da maioria dos garotos enquanto as meninas tinham uma resposta bem diferente -- Sim.
-- Bem, espero que os garotões ae não descubram dentro de alguns meses que tem filhos espalhados por ai, certo? -- o mais velho disse rindo e alguns deram uma risada amarelada -- Mas é claro que vocês entenderam que foi só uma piadinha -- Billie Joe riu e mais outros amigos riram -- Enfim, não é disso que vim falar hoje, em outro momento pode ser uma possibilidade, mas não agora. Um aluno de outra sala desta série veio me perguntar sobre os arquivos secretos e sobre o anuário da página rasgada e no glossário escrito "Mortos para sempre". Já tendo ciência de que vocês sabem da parte do anuário e do caso do glossário, vim trazer-lhes um anuário ainda inteiro. Por favor Jessica, apague a luz.
A ruiva que estava sentada logo abaixo do interruptor acatou a ordem enquanto Billie Joe pegava um anuário idêntico ao que Tweed e Jake estavam olhando na biblioteca. O professor ligou o retro-projetor e posicionou a página com a foto em preto e branco da suposta página que havia sido arrancada. O título da página era o nome "Sociedade dos poetas" em letras inglesas antigas e logo abaixo a foto, rodeada de assinaturas, entre elas a da mãe de Tweed, que esta reconheceu, e a do tio de Andy.
Os alunos que viam o retroprojetor observavam admirados a quantidade de alunos que integravam a sociedade. Deveriam haver mais ou menos cinquenta alunos naquela foto e parecia que todos haviam assinado aquela página. Alguns garotos reconheceram o dono de uma das maiores gravadoras dos EUA, James Sullivan, dono da DeathBat Records. Outro que muitos reconheceram foi o sócio de James, Matthew Sanders. E em junção de mais outros três rapazes, atualmente eles formavam o Avenged Sevenfold. Andy reconheceu seu tio no meio das várias pessoas que estavam na foto, Brian Hanner, popularmente conhecido como Synyster Gates. Rainy reconheceu sua mãe e começou a questionar-se o que diabos o famoso Synyster Gates estava de mãos dadas a ela.
Tweed reconheceu sua mãe e começou a se perguntar o porquê de ela nunca ter por acaso lhe mencionado de uma sociedade secreta que ela própria ajudara a fundar em seus 16 quase 17 anos de vida e se perguntava também o porquê de seu pai não aparecer na foto, afinal, segundo sua avó, eles não se desgrudavam por um segundo sequer e em uma das últimas fotos que os alunos da Sociedade haviam tirado, eles não estavam juntos. Extremamente suspeito isso. Outro fato que os alunos também notaram que havia de estranho era que todos os alunos que estavam na foto tinham uma fita amarrada no pulso, dando duas voltas pelo mesmo. Ninguém se manifestou até que uma luzinha de laser verde passou a aparecer na imagem reproduzida pelo retroprojetor e Billie Joe começou a explicar.
-- Meus caros alunos, a imagem que está sendo exibida aqui é a página que havia sido arrancada do anuário que os colegas de vocês haviam encontrado. As assinaturas ao redor da imagem são de todos os 48 alunos presentes na foto. Todos os alunos assinavam os anuários em finalização de pacto. Não tem todos os alunos da sociedade aqui, afinal, esse foi do primeiro ano de existência da sociedade, quando eu e meus colegas decidimos fundar a Sociedade dos Poetas estávamos no terceiro ano e naquela época o ensino médio durava até a o quinto ano. Estávamos querendo algo novo, que envolvesse algo que nenhum dos alunos ou professores havia pensado anteriormente! Algo que daria mais liberdade para os alunos para explorarem talentos renegados pelo ensino religioso. O que fazíamos era quase como se fosse uma revolução, por assim dizer, já que era uma ideia completamente nova e que ia contra os ideais da escola. E se notarem todos os alunos tem uma fita no pulso. Essa fita é um símbolo que finalizava o pacto. Como foi dito anteriormente, era feito um pequeno furo na lateral do pulso, pingava-se uma gota de sangue dentro de um tubo de ensaio que eram separados de acordo com a série dos alunos e logo depois era posta a fita para selar definitivamente o pacto.
-- Mas professor -- Georg chamou entretido do fundo da classe, ele adorava as histórias que rondavam dentro da escola -- Nenhum professor suspeitava da Sociedade ou algo assim?
-- Boa pergunta Georg! -- o mais velho exclamou animado -- Haviam muitos professores que desconfiavam do que fazíamos, mas não tinham provas de que éramos boêmios. Éramos quase como traficantes, éramos boêmios quando não haviam terceirizados da escola por perto, mas quando alguma "ameaça" chegava perto, éramos apenas alunos fazendo poemas sobre o como a nossa nação era incomparável e superior. Mas é claro que haviam riscos em todo caso.
-- Que tipo de riscos? -- perguntou Rainy com o ombro escorado à parede -- Que tipo de riscos eram estes?
Capítulo 21: Hangover
Era sábado, 14h. Metade dos alunos da escola estavam sofrendo com a ressaca do dia anterior devido a festa. Andy e Tweed haviam dormido no quarto da garota e estavam acordando àquela hora. William e Connelly ainda não haviam voltado da casa de praia que à essas horas estava um completo desastre, estavam curtindo um ao outro. Rainy e Tom ficaram no quarto do loiro, que estava vazio, e o mesmo a pedira em namoro, mas em segredo. Bill e Victoria agora estavam dormindo em sono profundo no quarto da garota, que estava vazio, e estavam recuperando as horas de sono perdidas já que foram dormir quase ao amanhecer. Maxwell estava acordando, ainda na casa de praia, com três garotas deitadas com ele, apagadas, enquanto ele fumava seu cigarro matinal. Jessica estava entre essas garotas, estava completamente louca na noite anterior e não se lembrava de nada que acontecera, sabia apenas que agora estava deitada com Max Green e que haviam outras duas garotas no mesmo estado, talvez um pouco mais, um pouco menos loucas que ela.
Sandra, Jake e mais outros dois garotos, Jinxx e Ashley, estavam acordando e pareciam ser os únicos que não estavam de ressaca, afinal, não foram para a festa no dia anterior, tinham ido dormir tarde, mas foi porque era a "noite de poker", segundo eles. Gaspard, o irmão mais velho de Rainy, estava acordando e sua ressaca estava incontrolável, só não estava com muita noção do que estava fazendo no quarto da melhor amiga e o porquê esta estava ao seu lado, o observando dormir.
-- Que merda é que eu to fazendo aqui? -- Gaspard perguntou confuso, olhando em volta e encontrando a melhor amiga lendo na cama ao lado -- Naty? O que foi que aconteceu ontem?
-- Bom dia belo adormecido. -- a morena riu e tirou sua longa franja negra do olho -- Boa tarde na verdade.
-- Que horas são?
-- Duas da tarde.
-- Aimeudeus! Como é que você não me avisa? Eu tenho que fazer trabalho -- o garoto acabara de saltar da cama e não tinha caído a ficha de que estava apenas de boxer, deixando aparente uma discreta ereção, fazendo Natasha contorcer-se de rir -- Do que é que você está rindo Natasha Anne Voltskietsky?
-- Ficar excitado de manhã é uma técnica pra seduzir alguém? Estou começando a ficar preocupada com você Gas, só temos nós dois aqui no quarto! -- a garota contorcia-se de rir e Gaspard arqueou a sobrancelha, logo entendendo a que ela se referia, então jogou-se na cama de novo -- Relaxa Gas. É sábado, não temos aula e como você disse que iria trazer sua irmã para a escola da festa e estava demorando muito, fui ver se você não tinha ido comer ninguém e deixado ela ali plantada. Mas quando eu fui ver ela tinha sumido e você estava totalmente bêbado e tenho uma leve impressão que também tinham te drogado.
-- Como sabia que eu estava bêbado?
-- Você estava completamente cambaleante e falando arrastado. Até tentou me cantar mas eu acabei tendo de impedir que você caísse de cara no chão. Tipo, você foi me cantar e ai, acredito eu, que foi se apoiar na parede mas não encontrou a parede e quase caiu de lado. Foi muuuuuuuito engraçado. Mas como sou uma melhor amiga muito bondosa e legal -- a garota disse rindo, o que o fez rir junto -- Eu impedi que você caísse e te trouxe pra escola.
-- E aonde a minha irmã está que eu mal lhe pergunte?
-- Eu não sei. Sei que ela está na escola, mas não sei em que parte, ou com quem esteja.
-- Muito legal você ter me trazido aqui, mas agora eu tenho que ir buscar.... Ai caralho, minha cabeça.
-- Toma -- Natasha deu para o amigo um copo d'água com duas aspirinas -- Gas eu até entendo que você quer encontrar ela, mas você não está exatamente em condições de sair. E sem contar, sua irmã está bem, com certeza.
-- Obrigado. Mas Naty eu fico desnorteado só de pensar que tem algum idiota metendo na minha irmã.
-- Só porque você fica metendo em menininhas inocentes e desavisadas não quer dizer que você tenha que fechar sua irmã em um convento para ela permanecer virgem para o resto da vida. Ela é inocente mas é esperta e inteligente. E garanto o seguinte, se um dia um cara estiver transando com a sua irmã é porque ela está bem consciente do que está fazendo.
-- Obrigado pela parte que me toca Naty. -- Gaspard rebateu sarcástico, afinal, ele era bem protetor para com sua irmã
-- Olha Gas eu sei que você sente necessidade de proteger a sua irmã por causa da história da sua mãe. Mas não acha um pouco exagerado essa de ficar todo estressado a respeito da possibilidade da sua irmã arrumar um namorado e que eles façam algo mais? Quer dizer, sua irmã tem 16 anos, sabe o que está fazendo.
-- Naty eu sou super protetor até com você! Acha que com a minha irmã vai ser diferente?
-- Gaspard Berkly você sabe muito bem que não sou mais virgem, não é? -- Natasha perguntou rindo do melhor amigo, já que este formou uma carranca -- Falando sério Gas, se eu não te conhecesse muitíssimo bem às vezes poderia jurar que você me ama.
-- Por que acha isso? -- o garoto corou, sentando-se na cama
-- Nada de mais. Impressão
E saiu do quarto.
Não era impressão. Natasha tinha quase certeza do amor do melhor amigo por ela. Quer dizer, ele era extremamente super-protetor, fazia tudo o que ela pedia, não passava um dia longe dela e enquanto ele estava dormindo, ela o ouviu gemer seu nome. De certo modo essa "paixão" dele por ela a fazia sorrir, ela também era um pouco balançada por ele. Desceu as escadas do dormitório feminino e logo menos encontrou Victoria descendo as escadas e a cumprimentou.
-- Vicky! Esticou as férias? -- as duas garotas se abraçaram rindo, mas tentando controlar o volume já que metade das pessoas do prédio estavam acordando de ressaca da festa da noite de férias -- Dois meses sem dar notícias!
-- Naty! Que bom que te encontrei, tenho muita coisa pra contar -- a ruiva riu, passando a mão pelo cabelo bagunçado e esticando a camiseta do garoto que estava consigo noite anterior, e que agora ela vestia com um shorts
-- Comece pela parte do motivo de porque você está com uma camiseta masculina cheirando a desodorante de homem!
-- O-o que? -- a ruiva sentiu seu rosto ficar quase da cor de seu cabelo vermelho-cereja e logo a morena riu
-- Dormiu com quem ontem?
-- Vai morrer quando souber.
-- Conte-me!
-- Sabe o amigo do Gaspard, o Kaulitz?
-- VOCÊ PEGOU O LOIRO?!
-- Não. Sabe o irmão dele? Que o Maxwell fala que é o Sonic eletrocutado?
-- Sei...
-- Ele.
-- Então né? Deixa eu te fazer uma perguntinha bem indiscreta... Ele é bom de cama?
-- Um pouco indiscreta de mais não acha?
-- Sou indiscreta Vicky, você me conhece. Mas tem jeito ou não? É melhor que o SaintChrist?
-- Como eu vou saber qual dos dois é melhor Natasha?
-- Como assim, você namorou o SaintChrist! Quer dizer... -- enquanto Natasha metralhava Vicky, esta a encara com a sobrancelha erguida, esperando um momento para falar -- Espera ai! Quer dizer que você nunca...
-- Não. Ninguém sabe que eu nunca fiz com o SaintChrist. Todo mundo fez com ele, mas eu não. Nós combinamos que para não estragar a reputação dele todos achariam que nós dormimos juntos, mas na verdade nunca.
-- Vicky você é minha ídola! Você namorou com o SC mas nunca deixou ele foder você! Caraca!
-- Mas segredo hein? Eu espero que ninguém tenha ouvido seu surto -- a ruiva olhou para o alto e em volta para certificar-se que ninguém ouviu -- Enfim, falando nisso, e você e o Gaspard que parecem que nunca saem do indefinido?
-- Eu trouxe ele pra escola, estava mais preocupado em saber como a Rainy estava, só que acabou acontecendo que ele quando a gente estava na escola, me jogou umas cantadas muito ruins, tentou me agarrar, nós ficamos, mas nada de mais.
-- Ficaram no sentido de...?
-- Nos beijamos. Ele não me comeu. Tipo, ele até tentou, mas eu não deixei porque ele estava MUUUITO bêbado. Ele não lembra de nada que aconteceu ontem a noite.
-- Mas o que você sente por ele? Vocês são melhores amigos, ok, mas e ai?
-- Ele é tipo um irmão mais velho pra mim, mas eu realmente me sinto estranha perto dele, ele me abraça e as vezes eu me sinto como tendo algo mais. E quando ele me beijou ontem foi, sabe? Incrível. Ele estava muito bêbado e talz, mas mesmo os dois estando com o gosto de bebida na boca, foi muito bom. Realmente nunca senti algo como naquele beijo, parecia que o mundo tinha parado do nada.
-- Ta apaixonada por ele não é?
-- Não! -- a morena respondeu corada -- Já te disse várias vezes que ele banca o Johnny quando o próprio não está por perto.
-- Olha, você vai poder passar sua vida inteira que não ama seu melhor amigo, mas um dia vai perder ele e quando admitir seus sentimentos será tarde de mais. Conselho de amiga isso...
-- Tenho medo dos seus conselhos Victoria, honestamente...
As duas garotas riram e ao chegar ao final das longas escadarias cada uma foi a seu destino. Natasha manteve-se pensando no que a amiga acabara de dizer. O orgulho dela a fazia correr o risco de um dia ficar sozinha por não admitir seus sentimentos, mas era difícil pensar que era realmente apaixonada por seu melhor amigo de infância, que seu irmão mais velho Johnny havia depositado toda a confiança de protegê-la. E quando Gaspard ficava sabendo que ela estava aos amassos com alguém, ele nunca contava para Johnny, ele era simplesmente seu confidente e o jeito ciumento dele quando algum garoto dava em cima dela e logo depois ele fingia ser seu namorado para que o indivíduo se afastasse. Gaspard era simplesmente perfeito para ela, com todo seu jeitinho meio atrapalhado. É, isso era o suficiente para Natasha se tocar que estava apaixonada por seu melhor amigo.
Capítulo 20: I promise i'll be yours now and forever
O dia havia amanhecido e agora era a hora das sobras da festa. Os que embebedavam-se e comiam-se agora estavam espalhados pelo assoalho da casa, em especial o dos banheiros e dos quartos. A cena era deplorável. Bill e Victoria haviam dormido no carro da garota, já que praticamente viraram a noite conversando na praia e o momento em que retornaram ao carro estavam completamente capotados e a ruiva sabia que não aguentaria dirigir de volta. Pelo menos não naquela noite.
Victoria revirou-se desconfortável no banco e acordou, abrindo os olhos preguiçosamente e logo notando que estava deitada sobre as costelas do moreno que estava consigo desde a noite anterior. Remexeu-se mais uma vez para evitar ficar com o corpo sobre o câmbio do carro e a possibilidade de pular para o banco de trás até rodou por sua mente, mas o cheiro de perfume do garoto a prendia àquela situação. Moveu-se para sentar no mesmo banco que Bill, que não ocupava nem metade do banco e encaixou-se nos contornos do corpo deste, que ainda dormia pacificamente com o cabelo nos olhos, voltando a dormir logo em seguida.
Por volta de meia hora mais tarde o garoto de cabelos espetados remexeu-se e acabou encontrando a ruiva que o levara até onde estava apoiada em seu corpo para dormir. Observou a expressão doce enquanto esta dormia e sentiu-se com dó de acordá-la. Moveu-se de um modo sutil, para não acordá-la, e envolveu seus braços no vestido azul marinho justo que a garota vestia e Victoria aconchegou-se mais ao corpo deste, mesmo que inconscientemente, e suas mãos subiram para o ombro do moreno, fazendo-o corar.
-- Ela está sonhando comigo? -- Bill perguntou-se por um instante enquanto observava a garota emaranhar o próprio corpo ao dele, conforme ele a aconchegava em seus braços -- P-por que ela está fazendo isso?
Bill abaixou uma pouco a cabeça e deparou-se com o cabelo ruivo-cereja despontado e logo o cheiro de perfume importado lhe subiu as narinas. Durante aquele instante ele sentiu como se sua mente houvesse se esvaziado e só existisse os dois no mundo, o cheiro levemente ardido fazia com que ele ficasse inebriado e o fazia pensar que mesmo que tivesse sido uma coisa idiota ele ficar bêbado porque tinha descoberto que Connelly e William se amavam, não se tornava tão ruim quanto realmente era porque se não fosse por essa bebedeira de depressão dele, ele e Victoria não teriam se conhecido e ele não estaria ali com ela...
-- Alô? -- Bill reconheceu a voz de seu irmão gêmeo no telefone ao atender o mesmo que estava no silencioso -- Tom?
-- Caralho Bill aonde você tá? -- o loiro resmungou do outro lado da linha com a voz levemente embargada -- To te procurando desde ontem a noite, cadê você?
-- Para de gritar caramba! -- o mais novo sussurrou e Tom estranhou -- Eu to na frente da casa do Maxwell e ontem você estava comendo alguma garota lembra?
-- Não! Eu conheci uma garota na festa e nós voltamos pra escola mas eu não dormi com ela. E o que você está fazendo na frente da casa do Green que eu não te encontrei quando passei ai na frente?
-- Eu tava bêbado e uma garota me encontrou e me trouxe pro carro dela.
-- E vocês...?
-- Não! -- o moreno rebateu um pouco mais alto, corado, e logo abaixou o tom de voz por ver Victoria se mexendo, como se fosse acordar -- A única coisa que aconteceu foi ela ficar me passando um sermão sobre ter sido idiota o fato de eu ter bebido uma garrafa de Jack Daniel's e uma de Smirnoff pra esquecer a cena que eu vi do Beckett comendo a Connelly e é. Foi isso
-- Caralho! E quem é essa garota?
-- Victoria, é uma ruiva dos dois piercings no nariz.
-- Victoria Hills?
-- Não sei o sobrenome dela
-- Ela está na nossa série. Acho que é da nossa sala, mas prolongou as férias em uma semana. Ela é simplesmente a definição exata de gos-to-sa-- o loiro deu uma risadinha maliciosa e Bill corou -- NOSSA, meu irmãozinho mais novo está junto de uma das garotas mais gostosas da nossa série. Meus parabéns Billy!
-- Cala a boca Tom, a ressaca não faz valer a pena. E eu não peguei ela.
-- Você vai pegar. Mais cedo ou mais tarde
-- Duvido e quem é a garota que ficou com você e que supostamente vocês ficaram conversando?
-- Uma garota da nossa série. E acredite não rola nada.
-- Tudo bem, quem é então?
-- Você está com sua namoradinha nova. Quando voltar pra escola eu conto.
-- Tudo bem cretino. Depois a gente se fala
-- Beleza cretino!
Os dois riram e logo desligaram o telefone. A conversa era em sussurros, suficientemente baixos para que não acordasse a ruiva. Ela realmente estava morta de cansaço para dormir tanto, tinha vindo de viagem de manhã da Califórnia e depois foi direto para a festa, não tinha dado exatamente muito tempo para ela dormir enquanto isso. Ele queria ter a chave do carro de Victoria, ele queria poder mudar para o banco do motorista para dirigir de volta a escola sem acordá-la. Não entendia muito bem, mas o rosto levemente arredondado e inocente o fazia querer protegê-la, tomar cuidado com ela, exatamente como se ela fosse a porcelana chinesa mais cara de sua mãe. Havia de ser tratada com o máximo de cuidado e superproteção.
Com muito trabalho a ruiva foi passada para o banco de trás sem acordar e Bill pulou para o banco do motorista e os levou para a escola, tomando o máximo de cuidado para não ter nenhum acidente, afinal, ele estava com uma ressaca desastrosamente grande devido ao porre da noite anterior. Estacionou já dentro da escola e não fez questão de acordar a garota por não saber qual era seu quarto, e como Tom havia dito que estava com uma garota então não seria possível levá-la à seu quarto. É, estava sem opções. Virou-se no banco e a garota se remexeu, em ronronares, quase acordando no momento em que o garoto notou que o vestido azul marinho havia subido um pouco, deixando as coxas da garota expostas.
Engoliu em seco e sentiu uma sensação estranha em seu baixo ventre e logo esticou o braço de leve para abaixar o vestido da ruiva que logo acordou corada e quando viu a cena do Kaulitz mais novo com a mão na barra de seu vestido fora do lugar arregalou os olhos e o encarou assustada dando um grito extremamente alto, mas que fora abafado pelos vidros do carro.
-- KAULITZ! SEU TARADO! Acha que o fato de eu ter te ajudado na sua crise de bebida te dá o direito de abusar de mim enquanto eu durmo no meu próprio carro?! Filho da puta! -- Victoria reclamava e logo ia pulando para frente no intuito de quebrar a cara do maior, mesmo que este tentasse explicar em vão e ela achasse que ele fosse mais forte que ela
-- Calma Vicky, calma -- o moreno tentava acalmá-la, segurando seus pulsos enquanto ela tentava socar-lhe a face, e logo deslizando suas mãos para as dela, assim visualizando algumas das tatuagens da garota -- O que você quis dizer com essas tatuagens no seu pulso?
-- Hã? -- a ruiva perguntou confusa, mas logo associando para onde Bill estava olhando -- Não interessa
-- Pode não interessar pra outra pessoa mas pra mim interessa. Me interesso pra saber de onde uma garota como você tirou a ideia de tatuar "Stronger" e "Fighter" nos pulsos.
-- Uma musica. De uma música que eu sou apaixonada, da Christina Aguilera, Fighter.
-- Similar a sua história?
-- Não. -- a garota respondeu vagamente sem encarar o garoto nos olhos -- Apenas... Gosto da música.
-- Tudo bem então -- ele deu de ombros, fingindo acreditar que era só isso, enquanto sentia a respiração de Victoria colidir com a sua própria. -- Agora que está mais calma posso explicar porque eu estava com a mão no seu vestido quando você acordou. -- Bill sorriu corado e a garota simplesmente assentiu com a cabeça pelo nervosismo que aquela situação lhe passava -- Eu que te trouxe de volta. Foi um sacrifício colocar você no banco de trás sem te acordar e você sabe perfeitamente que eu não te droguei pra você não acordar, até mesmo porque sou descente pra não fazer isso. E eu já tinha visto que seu vestido estava subindo, só não fiz nada, e, querendo ou não, eu ainda sou homem e a altura do seu vestido estava perigosamente curta então, eu o abaixei e você acordou...
-- Então quer dizer que eu tenho que sair de cima de você? -- ela perguntou corada, um pouco ansiosa e nervosa pelo o que ele acabara de contar
-- Não agora -- dito isso o Kaulitz mais novo já tinha uma das mãos na nuca da garota e ela tinha suas própria espalmadas no peito deste -- Não precisa ir agora...
Antes que se dessem por conta, Bill usou a mão que estava na nuca de Victoria para cortar o fiasco de distancia que havia entre os dois e selar seus lábios, sentindo uma corrente elétrica atravessar todas suas terminações nervosas, iniciando-se nos lábios e correndo para o resto, mobilizando os sentidos e suas sensações não passavam de sentir as mãos um do outro deslizar lentamente pelo corpo alheio enquanto seus lábios se encostavam e suas línguas brincavam de se entrelaçarem. Victoria tinha as mãos deslizando pela nuca e pelo cabelo espetado do moreno que deslizava suas mãos livremente pelas costas da garota que estava em seu colo. Era fogo queimando palha, uma corrente atravessando seus corpos por inteiro e trazendo as mais diversas sensações e algumas que ambos não se lembravam de ter sentido até então. Separaram-se pelo ar que faltava e logo menos a garota deu um leve puxão no cabelo negro de Bill, um tipo de permissão para continuar, que soltou os lábios da ruiva e foi descendo os beijos lentamente pelo rosto e pescoço desta que ainda tinha os olhos fechados.
O Kaulitz mais novo beijava cada pedaço de pele exposto da garota e logo com os dedos longos deslizou pelos ombros da garota o casaqueto de um tom de azul tão escuro quanto a noite, e continuou a beijar cada pedaço de pele, dando uma leve lambida lasciva em cima de uma das tatuagens da garota, "All you need is love", logo abaixo da clavícula direita desta, que a fez soltar um gemido retido. Victoria roubou os lábios dele mais uma vez e foi para o banco de trás, que havia mais espaço para se movimentarem, e puxou o Kaulitz junto, deitando-se com um sorriso maroto nos lábios e o garoto por cima de si.
-- Seja minha Vicky... Agora e para sempre -- Bill murmurou enquanto descia seus dedos pelo zíper do vestido da garota e esta já tinha arrancado sua camiseta e seu casaco
-- Então prometa ser meu Kaulitz. -- ela murmurou com o olhar doce sobre o garoto que voltou para beijá-la nos lábios quando ela disse isso -- Prometa que vai ser meu agora e sempre...
-- Eu prometo.
O moreno murmurou enquanto descia seus beijos pelo corpo da garota e esta o instigava a prosseguir com seus gemidos retidos. Consumação de amor a primeira vista. Mais curto e mais intenso que todo o amor que o Kaulitz mais novo havia dedicado a Connelly. Parecia que ele e a ruiva foram feitos um para o outro, exatamente moldados para se encaixar, exatamente como um quebra-cabeça.
Capítulo 19: It's a problem of jeallous
Ao contrário do que se pensava, Tom Kaulitz não estava comendo alguma garota durante a festa. Ele tinha ficado com uma garota, de nome desprezível, não gostou dela e no momento em que a mesma adormeceu fez questão de sair do quarto para procurar outra garota que o entreteria melhor do que a última.
Em meio a sua busca encontrou uma garota que estava parada próxima à uma das incontáveis portas que haviam no corredor, com um copo de bebida na mão enquanto observava todas as pessoas em volta. Tinha o cabelo verde-azulado no alto e preto nas pontas, uma argola no septo e vestia um shorts justo de cintura alta e uma camiseta gigantesca do Avenged Sevenfold. Ela era extremamente atraente e o loiro já estava meio bêbado mesmo, então não faria muita diferença se ele conseguisse pegá-la ou não. Respirou fundo, pegou mais uma taça de alguma coisa que ele não fazia a mínima ideia do que era e virou-a goela abaixo, apenas sabia que era forte.
-- E ai minha linda, está sozinha? -- Tom perguntou em seu tom mais "sedutor" à garota com o rosto semelhante ao de um bebê com maquiagem forte
-- Oi? Desculpe, não ouvi o que você falou -- ela respondeu distraidamente, era mais baixa que ele e já o havia visto por ai
-- Está sozinha? -- o loiro perguntou, aproximando-se do ouvido da garota -- Porque eu estou, e poderíamos conversar e quem sabe... Ter algo mais.
-- Oh! -- ela corou com a indireta dele -- Desculpe, estou esperando alguém.
-- Não pode abrir uma exceção pra mim? -- o loiro perguntou malicioso, e ela virou-se por completo para ele, o encarando profundamente nos olhos castanhos, fazendo com que por um instante ambos sentissem o mundo parar por uma eternidade -- Não pode abrir uma exceção pra mim esta noite?
-- Olha garoto, eu não sei quem você, sei que você estuda na BBHS e só. Não posso deixar minha amiga sozinha porque você quer...
Antes que a garota pudesse terminar sua frase, ao longe visualizou sua "melhor-amiga" agarrada a Jensen Girbs, o cara por quem ela morria de amores até então. Rainy sentiu o sangue subir à cabeça e logo lembrou-se de onde havia visto ele. Era ele o loiro da outra sala que sua melhor amiga morria de vontade de pegar. Por que não vingar-se e agarrar o objeto de desejo de sua amiga antes da mesma? Por que não ser inconsequente, apenas neste momento? A ideia é bem atraente. Antes mesmo de Tom pensar em questionar o porquê de a garota ter parado de falar tão repentinamente e para onde ela estava olhando, ela o segurou pela gola da camiseta e o jogou contra a parede, beijando-o intensamente. Era uma vinganças, mas uma vingança muito boa e deliciosa, na mente de Rainy. Só depois da segunda vez que o ar acabou e que o de dreads estava próximo a tirar a camiseta gigante da garota, esta lembrou-se de seu irmão mais velho que logo menos viria buscá-la na festa e ela não podia deixar que seu irmão a visse com o maior pegador de toda a escola.
Seu irmão mais velho, Gaspard, estudava na BBHS e andava sempre com uma garota da sala de Max e Will chamada Natasha Hirghans que ninguém nunca sabia se eles eram namorados ou muito amigos. Apesar do suposto namoro com Natasha, Gaspard era super protetor e costumava ameaçar os garotos que chegavam muito próximos à ela, Rainy sempre achou que ele tinha esse problema porque ambos nunca conheceram seu pai então aparentemente ele tentava bancar esse papel para protegê-la de idiotas, como Tom Kaulitz.
Logo que lembrou-se de toda essa linha de detalhes, o ar acabou e separaram-se e antes que o loiro de dreads pudesse roubar seus lábios outra vez, Rainy já tinha as mãos espalmadas em seu peito impedindo tal coisa.
-- Vamos... -- ele murmurou tentando se aproximar dela
-- Meu irmão está aqui, não posso. Me desculpe. -- a garota do cabelo colorido respondeu sem graça -- Tenho que ir
-- Ah para, seu irmão faz tipo durão e mais velho?
-- Quase isso e eu realmente não quero causar problemas. E eu nem sei seu nome.
-- Tom Kaulitz. E o seu?
-- Rainy Berkly.
-- Você não é a irmã mais nova do Gaspard?
-- Exatamente. Então, é melhor que não façamos nada para ele ver se...
Antes que a menor terminasse de falar, Tom já estava com as mãos em sua nuca e a puxou para um beijo intenso, que a deixou completamente sem reação, apenas respondendo ao beijo, que de certo modo parecia ser um tanto doce. Depois de alguns instantes naquele beijo, o mesmo começou a ser cortado com selinhos e encararam-se de modo singelo e a garota sentiu-se profundamente perdida nos olhos do garoto e este não tinha nada em sua mente. Sentia que poderia passar o resto do tempo beijando-a e a olhando deste modo, desde que ela não se afastasse dele.
-- Eu te dou uma carona. -- o Kaulitz sorriu e desceu as mãos até as costas da garota, ele estava corado e sentindo o coração quase voar por seus lábios -- Vem. Não vou te matar e muito menos te estuprar. Mesmo você sabendo quem sou.
-- É, acho que pelo caminho você pode me contar exatamente quem é você -- ela sorriu e lhe deu um longo selinho
-- Então vamos.
Desceram a longa escadaria com cuidado e de mãos dadas. Haviam pessoas se comendo, bebendo, fumando, drogando-se e fazendo sabe-se lá mais o que, espalhadas pela escadaria e logo embaixo da escada, haviam alguns jovens que os dois nunca haviam visto na vida cada um com cachimbo de crack e um cigarro de maconha. E como sabia-se que era maconha? O cheiro supostamente doce que estava emanando de lá estava se espalhando pela escadaria e mais além. A casa em alguns segundos ficaria com um cheiro insuportavelmente nojento. Pelo salão principal da mansão já haviam sido misturados os cheiros de suor, bebida, sexo, drogas e ao fundo tocava algumas músicas que alternavam entre umas eletrônicas estranhas e uns rocks tão estranhos quantos.
Sentaram-se nos bancos da frente do Cadillac do Kaulitz de dreads e foram conversando e conhecendo-se durante o caminho, isso por volta da uma hora da manhã. Quando eram quase três horas chegaram à escola e logo foram para o dormitório do Kaulitz de dreads, sabiam que estaria vazio. Andy estava na festa com Tweed, Bill também estava na festa fazendo sabe-se lá o que, então o quarto estaria vazio. Durante o caminho encontraram a porta de um quarto no segundo andar com vários góticos, amigos de Rainy, todos do estilo de Andy, sendo que dois destes eram Sandra e Jake, que estavam em sua noite de pôquer. A garota acenou e continuaram seguindo até o quarto andar. Quarto 483 e logo Tom o destrancou e entrou com a morena no mesmo, esta sorria e apenas o acompanhava.
Rainy deitou-se preguiçosamente na cama do garoto de dreads e este veio por cima de si, beijando delicadamente cada ponto de sua face e de seu pescoço e esta envolveu seus braços pelo pescoço do garoto que a segurava delicadamente. Pensando seriamente na tentadora ideia de possuir a garota para si, o Kaulitz continuava a beijar cada pedaço de pele exposto da garota, de modo levemente inocente, mas mesmo que a ideia fosse tentadora, ele conhecia Gaspard, sabia que como os dois nunca conheceram o pai, o mais velho é que fazia este papel, e de certo modo era vacilo com o terceiranista que em uma noite de delírio ele possuísse sua irmãzinha tão inocente, já que todos que a conheciam sabiam que apesar de esperta e inteligente, a morena era muito inocente. Com esta ideia em mente parou com os beijos e a garota abriu os olhos deparando-se com um Tom Kaulitz com uma expressão que misturava decepção com desejo. Os olhos eram quase que carentes, clamavam por carinho e os lábios estavam entreabertos, deixando a respiração quente e pesada misturar-se com a da garota, e as mãozinhas delicadas desenhando cada contorno do rosto deste até deparar-se com um pequeno corte acima da sobrancelha.
-- O que aconteceu? -- Rainy perguntou confusa enquanto sentia sua respiração colidir com a do loiro
-- Não posso fazer isso Rainy. Seria muita mancada com seu irmão, sabendo o quanto ele te protege. -- o garoto ia tentar se levantar mas a garota firmou seus braços, prendendo-o próximo a si -- Rainy e-eu realmente...
-- Não -- a garota murmurou passando os dedos pelo lábio inferior do loiro -- Por favor não vá.
-- Se eu ficar vou querer você. Não vou aguentar ficar tanto tempo perto de você sem nada
-- Eu confio em você. Sei que consegue -- a morena murmurou, dando um rápido selinho em Tom, que sentou-se e a puxou para ficar de frente para ele -- Sei que pode mais do que mostra que consegue.
-- Por que você tem que me enxergar desse modo Rainy? -- o Kaulitz mais velho passou os braços em volta do corpo da garota e ficaram sentados na cama encarando a janela -- Por que você faz com que pareça que eu já te contei todos meus sentimentos?
-- Porque talvez você não precise contar. Talvez você apenas saiba demonstrá-los, mesmo que as vezes não se toque disso.
Tom corou ao ouvir isso e Rainy corou por ter caído a ficha do que disse há pouco. O loiro deu um casto beijo na lateral do pescoço da morena e continuaram abraçados, a observar o céu estrelado através da janela do quarto do garoto. Uma coisa que a maior parte dos alunos da BBHS gostava da localização isolada da escola era o fato que ela ficava em uma região em que o céu era limpo. Durante as noites era possível enxergar todas as estrelas e algumas constelações das janelas e do pátio gramado do campus. Ótimo para as noites entediantes e para algumas noites românticas, como aquela noite para Tom e Rainy, que estavam juntos enquanto a maioria estava tomando pesados porres na festa de Maxwell Scott Green.
Capítulo 18: Fight and new girl in town
Na hora que Andy subira ele logo avistou Tweed entre a parede do corredor e o corpo do terceiranista que estava dando a festa. Era um daqueles raros momentos em que ele estava sentindo o sangue subir a cabeça borbulhando, ele era fácil de se provocar e ainda mais se havia algum cretino tentando comer a garota que ele gostava.
-- MAXWELL! -- o moreno chamou irritado e o mais velho soltou a garota
-- QUE PORRA! O QUE FOI AGORA? JÁ NÃO FOI FO... É você Six? O que aconteceu que eu ainda não tinha te visto por aqui?
-- Andy! -- Tweed exclamou sorrindo, se Andy não tivesse chegado com certeza Max teria estuprado-a
-- Vocês ainda não foram se comer? -- o mais velho perguntou irônico -- Desculpe falar Six mas falando sério, você fica ai perdendo tempo, tirou os olhos da sua garotinha que uma parte do colégio quer foder e espera que ninguém vá tentar isso? Faça-me o favor!
Isso era um ultraje para Andy. Tudo bem que não era totalmente mentira o que o terceiranista havia dito, mas havia sido irritante o modo como ele pronunciara tais palavras e antes que todos pudessem calcular o tempo que demorou, Andy já havia voado para cima de Maxwell e estes se atracavam no chão, trocando socos e tapas, em que não se era possível saber quem estava em vantagem e quem estava em desvantagem, só se era possível dizer que eles trocavam socos com força e que a maioria das pessoas que estavam em volta nem chegavam a notar por estarem bêbadas de mais.
Alguns garotos do time de futebol que estavam rondando a região viram a briga e como os dois garotos de cabelos negros esbarraram em um deles, acabaram entrando na briga, assim, no meio da confusão, Tweed tirou Andy dali enquanto Max estava suficientemente distraído tentando se livrar dos caras mais bombados de toda a escola, consequentemente maiores que ele.
-- Você é louco! -- murmurou a garota de cabelos negros enquanto passava uma gaze no canto da boca de Six, que tinha a mesma sangrando -- Não devia ter feito isso!
-- Deveria sim! -- Andy respondeu irritado -- Por acaso já viu como aquele cretino passa o dia inteiro te olhando? E ele ainda vem me falar uma coisa dessas? Ta pedindo briga, me desculpe Kim, mas eu não posso deixar ele...
Antes que o moreno terminasse a garota já havia puxado-o para mais perto de si e selado seus lábios intensamente, quase como se fosse perdê-lo. Mesmo que não tivesse entendido a situação, o garoto passou suas mãos pela cintura de Tweed e aprofundaram o beijo, deixando-o quase que obsceno enquanto ele a colocava contra a parede. De certo modo o ciúmes desmedido de Andy fez com que a garota de cabelos negros sentisse um pouco de dó dele, mas era uma dó que fazia com que ela sentisse quase como se fosse um impulso a tocá-lo, beijá-lo, tê-lo...
A mão do maior deslizava livremente pelo corpo da garota, puxando a perna grossa para enrolar-se na cintura deste. Separaram-se porque o ar estava se fazendo necessário e entre o beijo era possível notar que estavam começando a gemer por entre este. Na quarta vez que o beijo foi cortado pelo infeliz ar que insistia em acabar, pararam para encarar-se. Mesmo que fosse no corredor que eles estavam se agarrando como dois animais no cio, a camisa de Andy havia sido retirada e marcas vermelhas começavam a aparecer no corpo do mesmo, os dois últimos botões do corpete de Kimberly estavam abertos, a calça levemente abaixada em um dos lados e seus cabelos perfeitamente arrumados, estavam completamente desarrumados.
-- N-não a-aqui. -- a morena murmurou ofegante próximo aos lábios de Andy quando notaram o caminho que a situação estava tomando -- E-eu quero. Mas não aqui.
-- Vamos voltar. -- o garoto sorriu malicioso apertando a cintura de sua amante -- Acho que sei de um lugar bom para isso.
-- Onde?
-- Vem comigo...
Six levou Tweed para fora da mansão e foram para a praia, deixando os sapatos no carro e indo para a areia. Deitaram-se na areia e ficaram a contemplar o céu noturno cheio de estrelas. Era tão melhor ficarem ali e esquecerem que aquela droga de internato existia do que voltar para aquela prisão careira. Era tão melhor ficarem juntos e esquecerem que o mundo existia. Tweed rolou seu corpo para cima do de Andy e deixou cada perna de um lado do corpo do moreno, enquanto delineava o rosto do garoto e seus piercings delicadamente com os dedos.
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-- Não acredito que a Conn ta la com o Will comendo ela enquanto eu estou virando copos de vodka aqui. -- resmungou o Kaulitz mais novo, virando outro copo de alguma combinação com vodka no balcão da cozinha da casa de praia -- Eu que deveria estar lá no quarto comendo ela... Apesar de só dar eu aqui sem comer ninguém...
Bill suspirou pesadamente e logo olhou em volta, logo virando outro copo goela abaixo. Desta vez sentiu a cabeça rodar e logo rodou os olhos em volta esperando ver alguem que não se comia, já que sua carona só viria na manhã seguinte. A cada vez que ele rodava os olhos pelo andar de baixo e não encontrava ninguém conhecido, ele logo virava outro copo de vodka. No terceiro copo já sentia-se fora de equilíbrio e ficou em duvidas se havia visto ou não um vulto de cabelos vermelho-cereja rodando por lá. Fechou os olhos, piscando com força e abaixou a cabeça até sua testa encostar na bancada de granito. Segundos após este ato, o garoto sentiu um leve carinho em sua nuca, semelhante a unhas longas e tornou a cabeça para o lado, fitando uma garota de cabelos vermelhos. O vulto que ele vira antes.
-- Tudo bem ai cara? -- a voz fina soou em seus ouvidos logo após ele ronronar pelo carinho -- Que você parece meio acabado.
-- Hã? Quem é você? -- ele respondeu com a voz embargada pela bebida -- O que eu to fazendo aqui?
-- Calma. -- ela sorriu simpática -- Meu nome é Victoria, mas pode me chamar de Vic. E você?
-- Hã? -- ele colocou a mão na boca, sentindo-se prestes a vomitar -- Meu estômago porra...
-- Calma, vira lá -- Victoria pediu segurando os cabelos do moreno enquanto este vomitava toda a bebida -- Fica ae com a cabeça baixa que eu vou buscar uma toalha ou algo assim.
A garota de cabelos vermelhos subiu as escadas e ficou procurando por uma toalha, até encontrar uma no único banheiro onde não havia ninguém se comendo ou que estivesse destrancado e logo encontrou uma toalha, que mesmo branca já estava suja e estava nas mãos de uma garota loira inconsciente e deitada no mármore frio do chão do banheiro às quase 06h da manhã. Levou a toalha até o andar de baixo e notou que o garoto de cabelos negros ainda estava passando mal e a beira de ficar inconsciente.
-- Não devia ter exagerado tanto cara. Agora fica ai passando mal -- dizia a ruiva enquanto passava a toalha pelo rosto do garoto -- Mas você é um bêbado filha da puta mesmo viu?
-- Hm? -- gemeu Bill de olhos fechados --Tom? É você? Desgraçado me leva pra escola logo...
-- Ah, já sei quem é você. -- ela riu discretamente e passou um dos braços dele por seu ombro -- Olha Kaulitz, pra quem tem toda essa sua altura você é mais leve que uma pena hein?
-- Cala a boca filho da mãe e me leva pra escola -- ele continuava resmungando até o carro, o que fazia a ruiva começar a rir descontroladamente -- Hã? Tom? Desgraçado, você não tá me levando de volta pra escola! O que nós viemos fazer na praia?
-- Kaulitz! -- Victoria o repreendeu e logo ele encolheu-se, deitado na areia da praia que ficava do outro lado da rua da casa onde a festa ocorrera -- Cala a boca! Desde que saímos de lá você acha que eu sou o seu irmão e está reclamando! Fica quieto, senta o rabo ae e descansa ae um pouco. Não vou te deixar aqui.
-- Você não é o meu irmão? Quem é você? -- Bill perguntou com a voz embargada e franzindo o cenho
-- Repito mais uma vez, Victoria, mas pode me chamar de Vic. E eu fui buscar minha amiga e como não a encontrei, quando estava voltando encontrei você, que parecia ser a única pessoa consciente e que não estava comendo ninguém, então eu te levei pra fora. -- o moreno estava deitado na areia e a fitava com os olhos semi-cerrados, enquanto esta encarava o nascer do sol -- E eu sei que você vai esquecer tudo o que eu estou te falando agora então...
-- Não vou...
-- O que? -- a ruiva perguntou com o cenho franzido
-- Não vou esquecer do que você está me falando. Não vou esquecer que seu nome é Victoria e que você me viu passando mal quando ia sair da casa do Maxwell e que decidiu me trazer pra cá por algum motivo que eu desconheço...
-- Obrigada, me poupou de contar uma história muito longa de novo -- ela riu e deitou-se ao lado dele, o encarando com um sorriso pacífico que fez Bill derreter-se por dentro -- Então, você ainda não me disse seu nome. Qual dos Kaulitz você é?
-- Como sabe que meu sobrenome é Kaulitz?
-- Vocês são meio famosos pelas redondezas, sabe?
-- É... De qualquer modo, meu nome é Bill, Vic. Bill Kaulitz.
-- Prazer em conhecê-lo Bill. Mas, você é conhecido por ser todo certinho, e sei que seu irmão estava em algum dos quartos fodendo alguma menina, então porque você estava naquele estado deplorável, enchendo a cara de whisky e vodka?
-- Problemas pessoais...
-- Não vai me contar?
-- Vic, eu te conheço há menos de 24h, não confio tanto assim
-- Sou uma estranha então. Mas tudo bem, se não quiser contar pode ficar ae se remoendo com seus problemas, eu vou voltar pra escola.
-- E vai me deixar aqui?! -- ele questionou desesperado
-- Não queria ficar ae com os seus pensamentos? Estou realizando seu desejo -- ela riu cínica
-- Não. Fica aqui por favor -- o garoto lhe agarrou o braço e ela cedeu, deitando com a cabeça sobre sua barriga -- Não quero ficar sozinho
-- Então me conta o que te fez beber tanto
-- Tudo bem, eu conto -- ele suspirou pesadamente -- Uma garota da minha sala por quem eu sou apaixonado há anos. Ela gosta de um garoto que estava na festa e ele aparentemente também gosta dela. E nessa festa eu vi ele comendo ela durante a festa e ela estava amando. Dava pra ver. Os olhos dela estavam fechados e ela estava gemendo enquanto ele assediava seu pescoço de todos os possíveis modos e eles iam rolando e se esfregando naquela cama. -- Victoria fitava-o enquanto o garoto contava-lhe com os olhos marejados -- Eu não sei se eles estavam bêbados ou não, mas sei que tudo o que eles queriam naquele momento era unir-se completamente. De corpo e alma...
-- E por isso você se embebedou? Por ter descoberto que uma garota que você diz amar desde mais jovem, é o amor da vida de outro cara?
-- S-sim...
-- Não precisava fazer isso sabe? -- o garoto tornou-se a ela, confuso -- Bill, você tem 16 anos. Dá um tempo e vai se foder vai? Você não vai morrer agora, nem na semana que vem! Você ainda tem aproximadamente 75 anos de vida e vai ficar ai se remoendo por causa de uma garota que toda a escola sabe que é afim de outro cara? -- a garota reclamava em tom repressor o olhando com seriedade -- Cara, uma hora ou outra você vai encontrar uma garota que vai te fazer ir as nuvens e que você também fará isso a ela. Não seja um idiota e fique com uma puta ressaca porque uma garota só te dispensou. Dê outras chances ao amor Kaulitz ao invés de ficar ae que nem um retardado se consumindo porque uma garota não quis ficar com você. Aff, até parece que ela é a última garota do mundo...
Aquilo era um tapa na cara, mas na mente da ruiva ele merecia. Detestava pessoas que ficavam se remoendo desesperadamente por coisas tão bestas.
Capítulo 17: Advice and I love you
-- Andy Six gatão preciso falar com você! É urgente e muito importante! -- uma garota baixinha de wayfarer amarelo, roupas e cabelos bagunçados completamente negros e dois piercings, uma argola no nariz e uma no canto do lábio inferior chegou próximo a Andy em tom brincalhão
-- Falae Sandra diva! -- respondeu Andy sorrindo ao ver a amiga -- O que aconteceu? O Ashley não tentou catar um traveco outra vez não é?
-- Não, dessa vez tem a ver com você Andy. Com você e com a sua namorada.
-- O que tem a Tweed?
-- Acho que o Maxwell vai usar o amigo pra chegar nela. -- o moreno fez uma expressão confusa e Sandra continuou -- Ouvi o Maxwell tentando convencer o amigo dele a chegar na garota que ele gosta pro Max conseguir se aproximar da Dwaight e dormir com ela.
-- Ele não faria isso Sandra. Ele não presta mas não iria tão baixo
-- Andy, acredite, ele iria MUITO baixo pra conseguir mais uma noite. Você está há pouco tempo na escola, não tem tanta noção do quão baixo ele iria pra conseguir uma transa. E como sua amiga eu já estou te alertando, fica de olho na Dwaight.
-- Ela não concordaria com isso Sandra -- Andy insistia confiante
-- Talvez não, mas nós não sabemos o que o Maxwell vai aprontar então é melhor ficar de olho.
-- Tudo bem, eu fico, mas ainda sim, duvido que ele vá fazer alguma coisa do tipo. Mas obrigada pelo aviso San.
-- De nada Andy, ja vou caindo fora. Eu e os meninos vamos jogar pôquer. E boa sorte lá na festa.
-- Beleza, vai lá -- o moreno riu, fazendo cafuné na cabeça da menor e logo esta desapareceu corredor adiante e o moreno murmurou para si mesmo -- Ele não faria isso. Maxwell Green não é tão cretino para tal.
Enquanto Andy mantinha-se afogado em seus próprios pensamentos, Tweed e Connelly apareceram na escada, completamente prontas para irem. O moreno sentiu-se corar por completo, não iria negar que estava praticamente babando pelo efeito de delineção das curvas esculturais no corpo da de cabelos negros devido ao corpete branco com rendas negras. Tweed deu um rápido sorriso para Andy e logo foram os dois e Connelly foram para o carro do moreno. Dentro de meia hora já estavam estacionando em frente a praia, que era do outro lado da rua da casa onde a festa estaria acontecendo. Aquela casa deveria acoplar mais ou menos umas cem pessoas, mas provavelmente havia o dobro ou o triplo de pessoas ali. Na hora que chegaram, mesmo que tivesse apenas uma hora que a festa começara, já estava parecendo o fim de festa: garrafas espalhadas, pessoas se comendo pelos banheiros de portas abertas, pessoas se agarrando intensamente atrás da bancada da cozinha e nos sofás, uma música eletrônica com alguns "felizes" dançando, pessoas se embebedando a níveis perigosos... Era uma festa clássica que eu adolescente de praticamente 18 anos dava.
Andy disse que esperaria Kimberly na cozinha com um copo de vodka enquanto a garota e sua melhor amiga iam caçar o tal garoto de 17 anos, William Beckett.
Se parasse para pensar bem, entre todos os adolescentes do terceiro ano, Will era o mais "legal". Alunos de todas as séries inferiores queriam falar com eles, mas eles só davam conversa aos alunos do quarto ano, mas diferentemente, o moreno ouvia a todos e chegava a ser algo, sem nome específico, que se aproximava da palavra simpático. Além do mais, o sorriso inocente no rosto de traços equilibrados entre delicadeza e grosseria, emoldurado pelos cabelos castanhos que pareciam uma "tigela mal cortada" fazia com que muitas meninas se apaixonassem. Mas é claro que ele era uma pedra, apesar de tudo, seu coração parecia ter algum tipo de proteção contra o amor, parecia ser especialmente protegido para impedir que qualquer criatura viva se aproximasse dele a ponto de fazer com que ele se apegasse. Mas como toda regra tem uma exceção, a exceção de Will era Connelly.
Enquanto procuravam, Andy ingeria sem pudor algum uma taça cheia de vodka pura e que as vezes ele adicionava alguma coisa que encontrava, tipo pimenta ou limão. Em meio a isso, uma garota ruiva de cabelos na metade das costas desfiados desde a raiz, um pouco menos bagunçados que seu, maquiagem escura e forte, um alargador cravejados de strass em cada orelha, dois piercings no nariz, quase de sua altura vestindo uma bota de camurça, um shorts e uma camiseta toda desfiada com um top por baixo, vinha se aproximando do moreno.
-- Um cara que nem você está sozinho? -- a ruiva perguntou zombeteira, sorrindo de canto -- Milagre hein?
-- Como é que é? -- Andy perguntou desnorteado, estava levemente bêbado por causa da vodka mas ainda tinha consciencia de si -- Isso é uma cantada?
-- Desculpe, não. Não costumo dar em cima da filhinhos de papai bêbados -- ela deu uma risada gostosa e logo o moreno acabou rindo também -- Enfim, o que um filhinho de papai está fazendo aqui, se embrigando antes mesmo das 02h?
-- Esperando minha namorada. Ela disse que ia ajudar uma amiga a ficar com um carinha lá
-- E já pensou em ir com ela? Quer dizer, outros caras podem dar em cima dela e você sabe, nós garotas somos vulneráveis a outros homens -- ela pegou a taça com Jack Daniel's da mão dele e bebeu um gole -- Tanto quanto vocês homens são vulneráveis à um rabo de saia e à um copo de álcool. Se é que você me entendo filhinho de papai bêbado.
Andy, mesmo que estivesse um tanto fora de si, não estava mais aguentando a ruiva o chamando de filhinho de papai e zombando do fato de que ele havia deixado Tweed sozinha com Connelly em uma festa de Maxwell Green, que todos sabiam que conseguia ser um dos maiores cretinos da história. A ruiva continuou rindo enquanto o moreno foi atrás da namorada e da melhor amiga desta. Por um instante veio a mente o que Sandra lhe falara antes, que Max iria usar o melhor amigo de pretexto para chegar na garota e logo depois fazer tudo o que um dia se passou na mente dele.
Simultaneamente, no andar de cima Kimberly e Connelly estavam atrás de William que ainda não havia aparecido, mas no caminho deram de cara com um cara que não deveria ter mais que 18 anos, com o pescoço tatuado e cabelos negros extremamente desfiados. Este lançou uma piscadela para Tweed e ela corou, afinal, ele era bonito. Ele era beeeem bonito. Mas logo a de cabelos negros lembrou-se de que Andy estava no andar debaixo, e voltou para sua busca, até sentir um hálito quente próximo a sua orelha, que fez com que Connelly, logo ao seu lado, parasse e a olhasse em um misto de confusão e susto.
-- Estava te esperando Dwaight -- a voz razoavelmente grossa soou no ouvido da garota enquanto as mãos ásperas deslizavam por sua jaqueta até sua cintura -- Achei que nunca iria aparecer...
-- Nem invente Maxwell -- a garota rebateu levemente arfando pelo nervoso -- Não quero nada com você
-- Mas eu quero te comer -- ele sussurrou e a garota perdeu levemente a cor -- Quero te fazer gritar durante a noite toda...
-- Maxwell eu até entendo que você tenha uma mente extremamente problemática, estranha e pervertida, mas isso não quer dizer que eu vá querer dormir com você.
-- GREEN! -- uma voz masculina, um pouco mais fina que a de Max surgiu da direção em que Connelly estava e Tweed sorriu por ver quem era e porque fez com que o garoto se afastasse um pouco dela -- As outras quatro garotas que você fodeu hoje já não foram suficientes? Precisa de mais uma?
-- Beckett, vai comer sua namoradinha enquanto eu e a Kim nos resolvemos aqui? -- o de cabelos negros revirou os olhos e logo o maior deu um meio sorriso e puxou Connelly para perto de si e logo Max murmurou ao ouvido de Tweed -- Você é o ponto alto de hoje Dwaight
-- Vem comigo. -- Will murmurou ao ouvido da morena -- As coisas vão ficar ruins pro lado do Max. E eu quero falar com você
Enquanto William havia visto Andy se aproximando levemente cambaleante de onde sua "namorada" estava, o de cabelos castanhos levou a garota para um quarto vazio e levemente iluminado por algumas luzinhas coloridas vindas do banheiro, foi até o frigobar e deu para a garota uma garrafinha de Smirnoff enquanto pegava uma para si. Connelly deitou-se na suntuosa cama de casal enquanto bebia e parou para notar que esse era o único cômodo da casa em que não havia ninguém em coma alcoólico ou alguma orgia como na maior parte dos outros quartos. O garoto deitou-se ao lado da mesma e esta o encarou com uma expressão curiosa.
-- O que viemos fazer aqui?
-- Achei que nunca fosse perguntar
E antes que Connelly pudesse ter qualquer reação contra ou favor do que ele dissera, o garoto de cabelos castanhos já havia prendido as mãos dela com as própria e ido para cima do corpo da garota, roubando seus lábios em um beijo intenso e cheio de paixão que mobilizou a garota mais do que o próprio peso do jovem que estava por cima de si. Will soltou as mãos da garota e começou a delinear o contorno de cada linha do corpo da morena enquanto esta descia suas mãos pelas costas do garoto, arranhando a pele por baixo da camisa de gola em "V" e logo menos já a forçava para cima para retirá-la. Já sem camisa e depois de o ar ter faltado algumas vezes os beijos do mais velho já desciam pelo pescoço, ombro e colo da garota, deixando alguns gemidos retidos escaparem pelos lábios de Connelly.
-- Will...
-- Eu te amo... -- foi a única coisa que o mais velho murmurou entre um beijo, a caminho do que seria o melhor momento de suas vidas
Capítulo 16: I shouldn't have done that
Estava anoitecendo e todos arrumavam-se para a festa tão esperada na casa de praia dos pais de Maxwell Green. No dormitório feminino, todas as garotas se arrumavam e Tweed esperava sua melhor amiga terminar de se arrumar enquanto observava o relógio para não se atrasar, já que combinara de encontrar com Andy antes. Vestia uma calça skinny preta, um scarpin também preto e um corselete branco por baixo de uma jaqueta jeans preta. Desceu até o hall do dormitório e encontrou Andy que estranhamente já a esperava na entrada do hall do dormitório, fazendo-a se surpreender ao ver o garoto com uma camiseta completamente rasgada, uma calça de couro e uma jaqueta justa a seu corpo. Ele estava lindo.
-- A-Andy, o que está fazendo por aqui?
-- Não disse que precisava falar comigo? Bom aqui estou. Estou apenas facilitando seu trabalho de ter que ir até o portão -- o garoto de orbes azuis rebateu, fazendo-a corar -- Enfim, o que precisava falar comigo?
-- Acho que você sabe...
-- Sobre a Sociedade?
-- Também. Mas principalmente porque eu queria saber uma coisa.
-- O que? -- o garoto de orbes azuis disse, aproximando-se perigosamente de Tweed
-- P-Por que você não me disse que tinha namorada antes de eu... Você sabe.
-- Antes que você o que? Me fala Kim...
-- Andy, eu não vou dizer. Você sabe. Mas responda minha pergunta, por que não me disse que estava namorando?
-- Duas coisas: eu não estou namorando Kim e me responde, você o que?
-- Não?! -- ela quase que gritou -- Como é que você me diz que não?! Você é um baita de um filha da puta Andy! Puta merda viu?! Como é que você não me avisa antes disso? Eu me descabelo achando que você tem namorada e você vem e me diz agora que não?! Andrew Dennis Biersack sabia que você poderia ter um pouco de consideração comigo e por acaso me avisar que não estava namorando ao notar que eu estava começando a ficar afim de você? Ou nem lhe ocorreu isso? Ah é você estava ocupado de mais tentando arrumar uma distração com a puta da Hágata Lewis para ter um pouco de consideração e pensar na remota possibilidade de que eu ficaria puta de raiva com você ou até mesmo com o coração partido...
-- Kim... -- ele a chamou calmamente enquanto ela continuava com seu "acesso"
-- Não inventa Andy. Você realmente não pensou que eu poderia ficar magoada com isso? Quer dizer, acho que não porque disse mesmo sabendo dessa possibilidade e ainda fica andando por ai com essa cara de cachorrinho sem dono que só você sabe fazer e com uma expressão toda magoada quando eu to perto. Porque honestamente se você fosse ficar realmente magoado por eu ficar brava com você, você não teria dito que tinha namorada. Porque caramba Andy! Você queria impressionar quem hein? Se queria impressionar os moleques da nossa turma não precisava porque eles gostaram do seu jeito. E pras meninas, não tinha necessidade porque...
-- Cala a boca Kim...
-- Como é que depois de tudo o que eu disse você ainda me pede ficar quieta?
-- Antes de qualquer coisa, se acalma -- ele se aproximou mais da garota e ela deu um passo atrás -- Eu fiquei magoado sim. Disse aquilo apenas para deixar a oxigenada e o namorado dela quietos, mas fui ver o tamanho da besteira só na hora que vi você ir embora sabe? -- ele deu mais um passo e finalmente Tweed teve as costas de encontro com a parede -- E... Eu falei com o Jake, ele me contou que você ficou meio estranha quando ele falou de mim. Então você realmente ficou... Sabe... Magoada?
-- A-Andy e-eu...
Antes que a garota de cabelos negros pudesse dizer algo, já estava encurralada entre o corpo de Andy e a parede terracota. Tinha a respiração acelerada e seus batimentos se descompassaram ao sentir os lábios do garoto de orbes azuis tocando os seus. Tweed ficou estática ao sentir seus lábios se chocarem e logo Andy separou-os, sorrindo angelicalmente, mas a esta altura os dedos finos da garota de cabelos negros já estavam presos a jaqueta do garoto a sua frente e suas respirações irregulares chocavam-se freneticamente, fazendo-os colar os lábios outra vez em um selinho longo. Andy já passava sua língua lentamente pelos lábios de Tweed pedindo "permissão" para passar, aprofundando o beijo. Os dedos da garota corriam em direção às costas do garoto e este brincava com seus dedos pelos cabelos negros e lisos da garota que estava consigo.
-- Eu te amo Kim. -- disse Andy ofegante -- Por isso eu mandei você calar a boca...
-- Andy... Ainda vai querer ir na festa?
-- Não temos que levar a Connelly?
-- A gente pode deixar ela lá com o Will e depois voltamos pra cá. -- a garota de cabelos negros murmurou próximo aos lábios de Andy e este sorriu -- Depois a gente pode passar o tempo que quiser juntos.
-- Eu fico um pouco lá enquanto você vai ajudar ela com o Will, ok? Depois a gente volta pra cá e eu decido o que faço com você tudo bem? -- o moreno riu maliciosamente e apertou um pouco a cintura da garota que corou e riu
-- Tudo bem. Só deixa eu pedir pra ela acelerar um pouco e eu ja venho ta?
Tweed selou rapidamente seus lábios com os de Andy e este murmurou prontamente que estaria lhe esperando. A garota subiu as escadas sorrindo abobada, e logo abriu a porta do quarto que dividia com Connelly e Rainy, uma garotinha de cabelos tingidos de verde e que não tinha exatamente muitas amigas em sua série, mas que as garotas aceitaram numa boa dividir o quarto com ela, e abriu a porta do banheiro encontrando sua melhor amiga suando bicas e encarando o espelho completamente embaçado como se tivesse visto um fantasma. A felicidade da garota de cabelos negros sumiu, dando lugar a extrema preocupação.
-- Tweed eu não vou conseguir fazer isso -- dizia a garota de cabelos castanhos atarantada -- É sério. E estou com um pressentimento ruim a respeito dessa festa amiga. Eu acho que o Maxwell vai usar o Will pra chegar em você.
-- C-como assim? -- questionou a de cabelos negros confusa -- De onde você tirou isso?
-- Não conta pro Andy, mas uma garota da outra sala, que deve ser amiga dele, disse que ouviu os dois conversando e o Max disse que era pro Will tentar ficar comigo porque se desse certo entre nós, ele aproveitaria para dormir com você casualmente.
-- Mas quem é essa garota? E porque você disse que acha que é amiga do Andy?
-- O nome dela é Sandra, ela está na A. Me disse que sabia que eu era a melhor amiga da garota que o Andy gosta e pediu pra que eu te avisasse dessa de ela ter ouvido o Maxwell pedindo pro Will uma "alavanca" pra ficar com você.
-- Eu acho que sei quem é e se for ela é amiga do Andy sim...
Capítulo 15: BBHS - THE HISTORY FROM THE P.O.V. OF WHO LIVED IT
-- Todos os alunos que participaram tinham apelidos dentro da sociedade então coloco-lhe os apelidos. -- Tweed assentiu com a cabeça e Jake prosseguiu -- Meu pai ou The Reverend; Billie Joe ou St Jimmy; MDir; Synyster Gates; M Shadows; Tre Cool, KJP e JDJ.
-- O professor era um deles não era?
-- Ele, Synyster, KJP, JDJ e o The Rev colocaram sangue para fundar essa sociedade e fazê-la dar certo. Mas é claro que houveram traidores e tudo mais.
-- Mas se conseguíssemos trazer os outros fundadores de volta para a escola não poderíamos refazer a Sociedade?
-- Não seria má ideia, mas por que trazê-la de volta?
-- Não notou que revivendo a Sociedade dos Poetas podemos tentar descobrir o mistério dos nazistas e do não fechamento da escola e podemos trazer de volta a liberdade de expressão que havia aqui?
-- Boa ideia Tweed.
-- Mas como trazemos os outros de volta para escola?
-- Bom... St Jimmy já está na escola. KJP e The Rev posso trazê-los, irão adorar a idéia.
-- E o Synyster e a JDJ?
-- Tem um garoto que acho que é da sua sala que tenho quase certeza de que vocês se conhecem e que é amigo meu. Andrew Biersack, conhece-o? -- a garota acenou afirmativamente com a cabeça vendo que essa sua pirraça de não falar com Andy não ajudaria muito se eles quisessem resgatar a sociedade -- O Synyster é tio dele, e como o meu pai, ele vai adorar saber a ideia de que a Sociedade será refeita.
-- Tudo bem. Mas e no caso da JDJ? Como fazemos para trazê-la de volta?
-- Não sei. Mas eu vou falar com meus pais, qualquer coisa eu te aviso, tudo bem?
-- Sim e obrigada por tudo Jake. E acho que vou levar o livro comigo para dar uma lida nele em algumas aulas. Até mais.
-- Até mais Dwaight!
Tweed ergueu o pesado livro em formato de enciclopédia do chão com a ajuda de Jake e a registrou em retirada, indo diretamente para a sala de aula, assistir a segunda aula depois do intervalo. Aula de música. Claramente a aula que ela mais queria ter naquele momento.
Deu um pequeno toque na porta de sua sala, certificando-se que não havia professores na sala e logo a garota adentrou a sala carregando apenas o pesado livro até sua carteira. Colocou-o ali sobre vários olhares curiosos do que por acaso a garota estaria fazendo naquela outra aula, que sumira e por acaso voltara com um tipo de enciclopédia.
-- Garota onde você se meteu? Estava todo mundo preocupado!! -- exclamou Connelly feliz por ver a melhor amiga inteira -- E o que é esse livro na sua mão?
-- Quando formos para o dormitório eu explico tudo -- ela disse cansada pela distância que teve de percorrer com o livro e logo que sentou-se virou para Andy, que a encarava com um olhar preocupado -- Preciso falar com você depois Andy.
-- C-co-comigo? -- Andy perguntou desorientado e seus amigos que estavam ao redor
-- Sim. É importante. Antes de ir pra festa do Maxwell me encontre na frente do portão principal.
-- Tudo bem. -- respondeu ele, dando de ombros
Logo após Tweed começar a folhear o livro que trouxera para a sala, Billie Joe entrou, com seu eterno ar sorridente, pronto para forçar sua voz como costumava fazer durante as aulas. Deu bom dia aos alunos e fechou a porta, mais uma vez olhando para a expressão de cada um de seus alunos e logo se deparou com a garota de cabelos negros com os olhos vagos fixos em um livro que lhe cobria toda a mesa.
-- Podemos saber o que lê senhorita Dwaight? -- perguntou com o tom de voz costumeiro
-- Um livro sobre a escola. Parece ter sido escrito por ex alunos. -- a garota respondeu indiferente a situação
-- E o nome seria?
-- BBHS: A história contada pelos olhos de quem a vivenciou.
-- Claro, um livro muito bom -- o professor franziu o cenho e logo sorriu abertamente indo-- Claro, muito bom. O livro conta a história de algumas das sociedades que os alunos formaram na década de 80. Claro que não contém todos os reais detalhes do que houve dentro das sociedades, mas está bem resumida a história -- Tweed ergueu a mão quando ele voltou a frente da sala e sem nem ao menos virar disse sério -- Diga Dwaight
-- Professor, teria como o senhor nos contar a história da Sociedade dos Poetas?
-- Por que repentino interesse senhorita?
-- Estive observando alguns anuários antigos na biblioteca e em um deles, tinha uma página dedicada a esta Sociedade, mas no glossário, estava escrito em baixo "Mortos para Sempre" e a página com a foto estava arrancada. Por isso
Ao redor da sala surgiram vários burburinhos sobre o que ela estava fazendo que a levou a buscar anuários antigos, ou um livro que contava a história da escola, principalmente das sociedades secretas que foram criadas pelos alunos. Billie Joe fazia-se as mesmas perguntas e até chegou a questionar-se a respeito da possibilidade de a garota ser filha de um dos antigos membros ou que ela havia conversado com algum dos filhos dos membros. Porque até ele próprio contava para seus filhos as histórias de sua época no internato e da sociedade.
-- Cinco amigos secundanistas cansados de seguirem todas as regras da escola, decidem reunir-se com colegas e amigos para formar uma sociedade secreta, onde eles poderiam se reunir para trocar experiências e expressarem suas idéias através de poemas e textos baseados no que eles vivenciavam dentro desta instituição. Os professores começaram a suspeitar e então as reuniões começaram a ser ambíguas, faziam poemas em louvor a escola para mostrar ao professores mas logo estavam fazendo poemas clássicos por baixo. Houve um momento em que os participantes da Sociedade dos Poetas foram considerados Classicistas em meio a idade moderna. De todas as sociedades da época, a dos Poetas foi a mais famosa. Mais e mais alunos querendo entrar, mais e mais alunos disposto a fazerem o pacto de sangue...
-- O que seria esse pacto de sangue professor? -- perguntou Georg levemente assustado
-- Os alunos da sociedade faziam e juravam lealdade e sigilo e para a finalização dos pactos eles faziam um pacto de sangue. Era pego um estilete e feito um pequeno corte na lateral do pulso do aluno e eram pingadas duas gotas de sangue em um tubo de ensaio, contendo fita crepe com o apelido dos alunos que tinham seu sangue ali pingoteado. Todos os alunos que participaram tem uma marca na lateral do pulso esquerdo.
-- Mas então o pacto era para jurar que se você foi um Poeta da sociedade você será até o fim de seus dias?
-- Sim Tom. Os poetas juraram eterno sigilo dentro da escola e para os pais. Os filhos dos poetas muitas vezes acaba sabendo pois o pai acredita que o filho possa seguir seu legado aqui na BBHS. Então, aqui alguém tem pai que tenha o risco na lateral do pulso igual a este? -- o professor abaixou um pouco a manga da camisa social deixando a mostra um pequeno relevo por baixo de suas tatuagens. Apenas um risco quase imperceptível que uma vez a mãe de Tweed disse que era apenas uma marca de nascença.
-- Eu -- Tweed e Andy ergueram o braço, ambos eram parentes de membros da Sociedade dos Poetas
-- Lembrem-me, quais os nomes de seus pais.
-- Jane Dwaight Johson. o Tweed que é sobrenome do meu pai foi adicionado depois do casamento
-- Brian Elwin Hanner Jr., meu tio por parte de pai
-- Claro. Muito interessante isto. A filha de JDJ e o sobrinho de Synyster. Conseguiriam trazê-los para a escola em outro momento?
-- Sim -- disse Andy convicto logo seguido de Tweed que hesitou um pouco -- Posso.
-- Ótimo -- Billie Joe tinha um sorriso maroto no rosto -- Que renasça a Sociedade!
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