segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Capítulo 12: Wrong Plans

 -- De novo de olho nelas Will? -- perguntou o menor rindo da distração do amigo -- Você gosta dela, não sei porque não vai falar com ela. E de quebra ainda me arrumaria uma transa William. Se não fará por você faça por mim beleza?
 -- Maxwell você é meu melhor amigo, mas ainda sim você não presta, sabia disso? -- o mais magro ria com o jeito extremamente cafageste do amigo, que orgulhava-se disso
 -- Você não é a primeira pessoa a me dizer isso meu caro amigo. -- Max ria descontroladamente com o amigo enquanto fazia suas piadas sujas -- Mas é claro, se você se envolver com a Connelly você me arruma uma noite com a Dwaight. Faça isso por mim William, peço-lhe humildemente isso
 -- Não vou usar a Connelly pra você conseguir mais uma transa casual. Além do mais, a Tweed já não está de rolo com aquele aluno novo? Que o pessoal acha que é mais freakzinho que o Kaulitz?
 -- Ah, foda-se. Já transei com tanta menina que tinha namorado que nem faz mais diferença isso -- Green deu um sorriso extremamente malicioso e continuou -- Vou dar uma festa na casa de praia dos meus pais, não muito longe daqui. A gente passa o endereço pro pessoal que a gente quer que vá e chama o máximo e gente o possível. Assim, você consegue pegar a Connelly e eu a Tweed. Que tal?
 -- Tudo bem. Vamos falar com elas. Apesar de eu ter uma leve impressão de que isso irá dar em uma merda monumentalmente grande...
 -- Relaxa. Vai dar tudo certo  meu querido melhor amigo William Beckett!
              Os dois jovens riam, inclusive o maior, mesmo tendo uma impressão de que haveria algo realmente complicado de se resolver e até ruim nesta festa. Claro, era sua chance de ficar com a garota de cabelos lisos e castanhos que ele achava tão linda e tão encantadora, mas também tinha a impressão de que Max se aproveitaria da situação. Ele provavelmente aproveitaria da enrolada situação entre Tweed e Andy e a embebedaria, levando-a para a cama...
              William foi até as duas garotas enquanto Maxwell fora galinhar com alguma garota pela região. Logo que chegou sentou-se ao lado delas, com total permissão das duas garotas, inclusive de Connelly que sentia o coração saltar fora pela boca pelo garoto que ela gostava estar ali, bem ao seu lado, convidando ela e sua melhor amiga para uma festa que tinha tudo para ser a melhor de suas vidas. As duas garotas hesitaram um pouco mas logo concordaram, na ideia de que a festa poderia ser ótima e que tambem poderia ser um ótimo pretexto para juntar Connelly e William. Ainda sim, apesar de todos estes pontos positivos, ainda havia um tipo de impressão que fazia Tweed pensar seriamente se deveria ir em tal festa. De certo modo, em sua mente se passava a cena de ela curando sua dor pela distância de Andy em copos de bebida e logo Maxwell a abordando, fazendo com que ela fizesse alguma besteira e das grandes...
              Na saída da aula, horas mais tarde, por volta das 18h, as duas melhores amigas iam saindo sozinhas, as primeiras a saírem, seguidas pela ruiva Jéssica e algumas de suas amigas, alguns outros alunos e os últimos a sairem foram os Kaulitz, os G's e Andy, que ia chutando o ar com a mochila de carteiro mal pendurada no ombro. Os quatro primeiros conversavam animadamente e o moreno ficava mais pra trás, pensando no que dizer para Tweed e como dizer, até serem abordados por dois dos terceiranistas mais famosos de todo colégio, Maxwell Green e Willian Beckett. Tom cumprimentou o primeiro e os outros sorriram simpaticamente, exceto Biersack que mantinha-se em uma constante e violenta guerra de olhares com o amigo do Kaulitz mais velho.
 -- O que querem? -- perguntou Bill ríspido, também não era muito fã de Green e tinha sérios ciúmes do de cabelos castanhos
 -- Calminha ae Sonic eletrocutado -- ironizou Max -- Só queremos lhes fazer um convite.
 -- Falae Maxwell -- disse o de dreads amigavelmente -- Somos todos ouvidos
 -- Eu não. To indo pro dormitório... -- rebateu Andy vagamente e começou a andar em direção ao velho prédio de oito andares
 -- Acho melhor que você ouça garoto. Pode lhe ser interessar. -- disse Max em seu melhor sorriso sacana, fazendo Andy parar -- Sua namorada já aceitou
 -- Fale então -- disse o garoto de cabelos negros e desfiados, extremamente ríspido, de modo quase rude
 -- Claro quando envolve sua querida namoradinha gostosa você me ouve -- o terceiranista de cabelos negros provocou rindo
 -- Antes que comece uma briga aqui -- Willian entrou no meio tentando acalmar os ânimos -- Nós vamos dar uma festa na casa de praia dos pais dele e estamos chamando todo mundo. Estão afim de ir? Vai ser sexta feira num endereço que depois nós vamos colocar no quadro de avisos do corredor do terceiro andar
 -- Pode ser -- Georg, Gustav, Tom e Bill aceitaram, apenas Andy que sentiu um pressentimento e não concordou logo de primeira -- Hey, você não vai com a gente Andy?
 -- Er não sei Bill... Tá, eu vou.
 -- Ótimo então, já temos mais  cinco confirmados Willian. -- comemorou Max indo embora -- A festa vai ser ótima. Vai ser a me-lhor festa de nossas vidas. E você terá sua gatinha e eu terei a melhor foda da minha vidinha de safado até hoje. Haha!
 -- Você não presta Green, você realmente não presta.
 -- Eu sei disso Beckett. Sei perfeitamente disso...

Capítulo 11: Stupid Cupid

 -- Eu não acredito que aquele maldito tem namorada! -- Tweed reclamava, batendo os saltos firmemente na grama -- Ele me dá toda uma brecha para que role alguma coisa e na hora que aquela puta oxigenada da Hágata Lewis aparece com o namorado pintcher dela, ele decide contar que está namorando com uma garota de fora da escola. Ah vai se ferrar vai!
 -- Tweed calma! -- Connelly chamou-a, fazendo com que ela se virasse com um olhar fumegante -- Você ficar batendo o pé e xingando o Andy de tudo o que é nome não vai ajudar em nada. Vai falar com ele pra perguntar a verdade. Tenho certeza de que ele só falou isso pra Hágata e o namorado dela calarem a boca
 -- Daria mais certo se ele tivesse ficado de boca fechada -- a garota de cabelos negros revirou os olhos e jogou-se na grama, tomando o máximo de cuidado para que sua saia preta não subisse -- Mas por que Con? Por que eu tinha que ficar afim de um cara que eu conheço há um dia?
 -- Porque talvez pra você ele seja diferente dos outros garotos. Mas você realmente tem certeza de que gosta dele?
 -- Bom, se me der uma explicação melhor do que amor para o fato de que quando ele disse que tinha namorada, eu ter sentido uma serra elétrica entrando no meu tórax, então eu começo a ter dúvidas...
 -- Não foi tudo isso Tweed...
 -- Talvez não mesmo, mas Con, eu nunca fiquei assim com nenhum outro garoto. Quer dizer, ele foi o primeiro garoto que quando eu fiquei sabendo que tinha namorada eu me senti perder o chão. Sério, eu acho que se eu tivesse ficado mais um minuto ali dentro eu ia desabar em choro...
 -- Ai que lindo Kimmy! Você tá toda apaixonada por ele!
 -- Por favor, não me chama de Kimmy, Con. Você sabe que eu não gosto...
 -- Desculpa, mas Tweedzinha! Você está apaixonada por ele! Mas acho que ele te... -- Connelly travou ao erguer a cabeça e Tweed olhou para a direção que a melhor amiga olhava e logo viu. Eram os dois terceiranistas mais famosos de toda escola, Maxwell Green e William Beckett. William acenara para as duas garotas e lhes lançara um sorriso simpático que fez a garota de cabelos castanhos derreter-se por completo, enquanto Max lançou-lhes um sorriso malicioso em sua melhor cara de safado, apenas imaginando obscenidades com o corpo da garota de cabelos negros -- Ah, desculpa Tweed. O que eu tava falando mesmo? Acabei me distraindo...
 -- Qual dos dois te fez a babar? A simpatia do William ou as possíveis obscenidades que estavam se passando pela mente do Max? -- Tweed questionou a amiga com a sobrancelha perfeitamente desenhada erguida
 -- Ah Kim ele é lindo né?
 -- Depende. Connelly Johanne Hardfalk, de quem é que você está falando que estou muito interessada em saber?
 -- Ah aquele sorriso tão fofo com aqueles olhinhos castanhos e aquele cabelo castanho meio bagunçado... Ele é PER-FEI-TO
 -- Gente, que coisa medonha. -- a garota de cabelos riu com a reação da amiga, era extremamente engraçada -- Juro Con não estou acostumada a te ver assim tão apaixonada. Ainda sim, acho que vocês combinam. Posso ir falar com ele se quiser...
 -- Faria isso por mim? -- perguntou Connelly ansiosa, os olhos castanhos amendoados completamente redondos e piscantes, e a amiga assentiu com um sorriso verdadeiro no rosto -- Falaria o que Tweed?
 -- Primeiro eu tentaria descobrir se ele está afim de alguém e tentaria fazer com que vocês se falassem mais... Essas coisinhas básicas sabe?
 -- AAAH TWEED! TE AMO, JURO SUA LOUCA!
              Connelly pulou no pescoço da melhor amiga a abraçando e as duas cairam na grama rindo descontroladamente, contorcendo-se pela dor que as risadas excessivas provocavam. Não muito longe de onde as garotas estavam, dois terceiranistas já conhecidos conversavam sobre banalidades, enquanto o menor, contava para o melhor amigo as coisas que andara aprontando, sem ao menos notar que o amigo de cabelos castanhos tinha os olhos presos na direção das duas secundanistas...

Capítulo 10: Hágatha Lewis

              Hágata Lewis, uma garota de cabelos oxigenados que vivia com a barra da camisa do uniforme amarrada nas pontas, para deixar sua barriga estupidamente reta e seca, e seu namorado Hawk Olsen, um garoto de cabelos também oxigenados que viviam espetados, como sempre agarravam-se em um canto extremo da sala quando Andy e Tweed entraram de mãos dadas e sentaram-se, rindo descontroladamente. Hágata foi em direção a Tweed que conversava com Connelly e Bill, com James que mais parecia um cachorrinho de bolsa, pronta para lançar-lhe um pouco de veneno...
 -- Vejamos só, a freakzinha pefeita foi parar na diretoria por mal comportamento. E de quebra o namoradinho freak também foi. Te admiro muito Tweed -- a loira parou ao lado da mesa da morena e soltou com todo seu sarcasmo e falsidade, enquanto James ria tontamente
 -- E honestamente, eu quase que admiro essa sua ridícula capacidade de ser extremamente falsa. -- rebateu a garota de cabelos negros em mesmo tom -- Mas eu não consigo me interessar em ser tão irritante apenas por necessidade de atenção. E pode admitir querida, você está assim porque não tem um namorado, e sim um cachorrinho de bolsa.
 -- Repita isso cretina -- rebateu o loiro ficando de frente com a  garota, sentindo suas veias saltarem pela raiva
 -- Só não te digo que cretina é a mãe porque tenho muito respeito pela sua mãe. Então no caso vale dizer, cretina é a namorada. -- Kimberly respondeu com um sorriso vitorioso no rosto enquanto Hawk ia se irritando cada vez mais
 -- Sua vadia! Não fala assim da Hágata -- o loiro ergueu a mão para a garota, que continuava a olhá-lo com desdém. Ele foi descer a mão em ameaça a um punho e logo Andy colocou-se entre os dois e segurou o braço de Hawk -- Sai da frente freakizinho de merda
 -- Olha, eu não ia me intrometer -- disse o garoto em um tomd divertido -- Mas sabe como é né? Não gosto nem um pouco de covardes que levantam a mão para uma garota. Ainda mais em ameaça de punho.
 -- Só está defendendo ela porque ela é sua namorada!
 -- Desculpe dizer, mas já tenho namorada fora da escola. Além do mais, você é um covarde mesmo. Seus pais não te ensinaram que não se bate em mulher e não a chama de vadia. Afinal, até onde eu saiba você não está indo pra cama com ela pra ela ser sua vadia.
 -- Olha Kimzinha, seu namoradinho está te usando como amante! -- a loira pronunciou-se fazendo a morena cravar as unhas longas e brancas com manchinhas de onçinha coloridas na palma da mão, fazendo profundas marcas --  Como se sente sendo a concubina? A outra da história?
 -- Connelly vem pegar umas coisas comigo no quarto, por favor?  -- a garota de cabelos negros murmurou para a melhor amiga ao seu lado, levantando-se rapidamente com a amiga enquanto a loira ficava para trás, rindo vitoriosamente.
 -- Mas eu sou um idiota. Talvez eu seja mesmo um freakzinho de merda.  -- murmurou Andy, jogando-se de mal jeito na cadeira e dando um murro na mesa -- Merda! Maldito!
 -- O que foi aquilo Biersack? -- perguntou Gustav de prontidão, sentado no lugar de Tweed -- Tipo, você não é afim da Tweed? E você não pensou em dizer pra ela que tem namorada?
 -- Eu não tenho namorada. Eu terminei com ela alguns meses antes de vir pra cá. -- o garoto de cabelos negros bateu com a parte de trás da cabeça na parede levemente, esperando que assim pensasse em algo para resolver a situação -- Não tava dando certo o namoro e eu terminei. E eu ter dito que eu tenho namorada foi só pra ver se eles calavam a boca...
 -- Mas não deu certo -- disse Bill preocupado e Andy o encarou com uma expressão sarcástica de "você-acha?" -- Mas você tem que ir falar com ela. Mas você gosta mesmo da Tweed?
 -- Bill... -- os G's e Andy o olharam com uma cara séria para Bill que ergueu uma sobrancelha e logo Georg prosseguiu -- Como é que você pergunta pra ele se ele gosta dela. Não está mais que de mais na cara?
 -- Ta, mas o quanto você gosta dela. Tipo vocês se conheceram hoje. Preciso saber o quanto você gosta dela pra te ajudar.
 -- Muito, isso eu te garanto -- Biersack murmurou infeliz e aumentou um pouco o tom de voz -- Mais do que um dia eu gostei de alguém sabe? Ela é diferente, tem um jeito diferente de ser. Ela tem um jeito todo dela de ser, tudo bem, ela aparentemente é um pouco filhinha de papai, mas não importa pra mim. Gosto dela mesmo assim, mesmo que nós nos conheçamos apenas há algumas horas...
 -- Nossa! Tá mó apaixonadinho em Biersack? -- os dois menores o abraçaram fazendo um cafuné na cabeça do moreno, que teve os cabelos totalmente bagunçados
 -- Então vai falar com ela -- disse Bill sorrindo, apesar de saber que o irmão era afim de Tweed, ela e Andy formavam um casal muito bonito -- Seja o cavalheiro que você nunca foi. Fale tudo o que você sente por ela. Tenho quase certeza que ela vai parar pra te ouvir...
 -- Espero que você esteja certo Bill. Espero que você esteja certo...
              Foi a última coisa que Andy murmurou antes de notar que Tom o olhava de uma carteira mais distante, enquanto conversava com outros garotos de sua sala. Mas o Kaulitz de dreads o observava com um olhar de poucos amigos, não estava contente por ver o quanto Andy era apaixonado por Tweed e o quanto seu próprio irmão apoiava que o garoto de cabelos negros ficasse com ela. Quer dizer, na visão de Tom ele era gay, usava mais maquiagem que Bill e o fato de ele chamar tanta atenção por seu jeito sutil era ridiculamente tosco. O Kaulitz mais velho continuou encarando Andy de longe, pensando em planos para separá-lo da garota de cabelos negros, apesar de os dois já estarem se separando mesmo. Sem que ele  ao menos movesse um dedo sequer, fazendo-o sorrir vitoriosamente e assim que o garoto de cabelos negros viu o sorriso vitorioso do outro, seu meio sorriso esboçado desapareceu, compreendendo o que se passava na mente do outro.

Capítulo 9: Principal's Office

              Na diretoria, Andy e Tweed já estavam na recepção há pelo menos 15min, rindo da ironia que os colocara lá dentro. Riam como duas pessoas que acabaram de ouvir uma das piadas mais engraçadas do mundo. Mas o cansaço os vencia e a garota de cabelos negros já estava com a cabeça deitada no ombro do garoto ao lado, que já se acomodava no sofá de couro preto.
 -- Será que ele vai demorar muito pra chamar a gente? -- perguntou Tweed com a perna atravessada sobre a do garoto com cabelos cor de ébano enquanto este fazia um doce carinho na perna dela -- Quer dizer, a gente ta aqui há uns 20 minutos e nada...
 -- Calma -- Andy tentou acalmá-la, sorrindo -- Nem tá tão ruim assim aqui. Então por que esse nervoso de entrar logo, receber um sermão sobre pertinência e depois ir pra aula pra ficar ouvindo mais um professor falar sobre conduta e sobre o como nossa escola é grandiosa e todas umas merdas do tipo?
 -- Mas você é um mini delinquentezinho né Biersack? -- a garota riu, dando um leve tapa no braço do garoto -- Fala sério vai
 -- Ai! -- ele reclamou falsamente, fazendo-a rir -- Mas por acaso eu estou errado? Tipo, você está ansiosa pra ir pra sala do diretor pra levar bronca! Nós sabemos que a única coisa que vamos ouvir quando chegar lá vai ser um puta sermão longo...
 -- Que é claro que será maior agora, não é senhor Biersack? -- o diretor apareceu com sua pose imponente em seu terno razoavelmente largo e sua meia dúzia de cabelos brancos, como neve, meticulosamente penteados para o lado e as sobrancelhas bagunçadas e grisalhas estavam franzidas em uma expressão séria -- Obrigado por esperarem, estive atendendo um aluno do primeiro ano por mal comportamento. Apesar de eu já saber o motivo de vocês estarem aqui...
 -- Nós não fizemos nada diretor, juro... -- Andy logo começou a tentar se explicar e Tweed apertou sua mão antes de o diretor interrompê-lo
 -- Como a senhorita Dwaight que começou com estas história e ela tem a ficha limpa e o senhor, Biersack, como veio parar aqui por sua "defesa" a senhorita Dwaight, estão livres. Mas que isso não se repita de novo. E os dois, de volta para suas salas...
 -- Obrigada diretor -- agradeceu Tweed educadamente e os dois levantaram-se do longo sofá de couro preto, andando lado a lado no longo corredor -- Você é doido garoto! Não se fala nada quando está próximo de se levar uma bronca do diretor, a menos que queira ser expulso. Mesmo que você seja inocente!
 -- Você é muito medrosa e fala sério, se eu não tivesse falado nada você teria de contar toda a história de como surgiu o assunto.
 -- Mas Andy, existem diversas câmeras na escola, ele já sabe qual foi a pergunta que fiz e já sabe que você está aqui por ter me defendido. Nao teriamos que dizer nada porque o diretor já esta sabendo de tudo!
 -- Kim, ele sabe o que você perguntou e sabe que eu te defendi, mas Georg estava narrando a história baixo. Não foi alto o suficiente para a câmera captar o barulho. Essas câmeras tem um limite de captação e o volume em que os G's estavam contando ultrapassava o limite mínimo sonoro.
 -- Como tem tanta certeza dessas coisas?
 -- Tenho um tio que trabalha com equipamentos de segurança. Acabo conhecendo esses macetes...
 -- Então você vai ser bem útil. Eu tenho um plano!
 -- O que é que você tá tramando Kimberly? -- Andy ergueu a sobrancelha, arregalando os olhos maquiados
 -- Vamos voltar pra sala. Precisamos falar com o pessoal.
              O garoto de cabelos cor de ébano seguiu-a pelos corredores longos e pelos vários lances de escadas que os levariam até de volta a sua sala, onde no exato segundo que entraram na sala, o sinal do final da dobradinha de história para o primeiro intervalo, onde Amy Lee já tinha as atividades recolhidas para ir embora. Soando o sinal, ela já estava fora da sala. Os dois entraram com um sorrisinho amarelo no rosto e logo que voltaram à seus lugares começaram a rir descontroladamente.

Capítulo 8: And I'm Back

              Na sala os alunos continuaram fazendo seus trabalhos, evitando comentários a respeito. Tom, que sentara-se com a nerd Jéssica apenas para garantir sua nota, estava com um sorriso vitorioso por ter visto Andy sair da sala e a única coisa que o preocupava era  que ele e Tweed estavam sozinhos e já havia um clima de romance notável entre os dois adolescentes de cabelos negros, o que fazia o garoto de dreads preocupar-se um pouco. Afinal, ele queria ficar com Tweed desde os 13 anos, mas ela nunca lhe deu essa chance e a garoto nenhum. Agora um garoto novato mais freak que seu irmão aparecia do nada e roubava seu posto no coração e no interesse dela. Não, aquilo era inadmissível para Tom Kaulitz.
 -- Que sorrisinho é esse Tom? -- perguntou Bill curioso
 -- Ele está feliz por estar comigo -- a ruiva tosca agarrou o braço do de dreads, fazendo o moreno rir -- Não é Tommy?
 -- Tommy? -- o moreno ergueu a sobrancelha rindo e o gêmeo fez cara de nojo
 -- Não Jéssica, não estou feliz por fazer um trabalho com você porque já deixei bem claro que quero fazer com você apenas por nota -- rebateu Tom em sua melhor cara de "eu-não-estou-nem-ai" e a garota levantou-se correndo e chorando com a declaração dele -- Não precisava se ofender Jéssica!
 -- Maldade sua, -- Bill fez uma rápida pausa rindo e logo prosseguiu -- mas enfim, que sorriso é esse?
 -- Qual? Só tenho esse
 -- Tom você não está todo sorridente porque o Biersack se ferrou tentando defender a Tweed não é?
 -- Não, claro que não! -- o mais velho respondeu em todo seu cinismo possível.
 -- Ah ta, que se fosse sua alegria não pode durar muito porque ele foi com a Tweed do lado e eles saíram de mãos dadas. E sei perfeitamente que você está se corroendo de ciúmes porque ele recebe mais atenção dela do que você. Pode admitir, sou seu irmão gêmeo, sei dos seus pensamentos Tom Kaulitz.
 -- Aff Bill, vai dar o cu vai. -- rebateu Tom irritado -- Fala sério! E dai que eu estou com ciúmes? Aquele "Andy" -- ele deu certa ênfase no nome do outro, afinando a voz em ridicularização -- é quem pra chegar do nada e já sair fazendo sucesso?!
 -- Nem Tom, ele é bem legal -- Connelly virou-se sorrindo e Bill corou, gostava dela, há muito tempo -- O Andy e a Tweed combinam bem. Desculpa falar, mas combinam mais do que você e ela.
 -- Conn você também vai beleza? -- o de dreads rebateu e os dois a sua frente riram -- Fala sério, ele é zoado e exibido. Freakzinho maldito de merda.
 -- Calminha Tom. É só provar pra ela que você realmente gosta dela. Ela te dará atenção se descobrir que não é apenas mais uma pra você. Pode ser?
 -- Aff. Só confio em você porque você é a melhor amiga dela. Tirando isso não tenho motivos para confiar em você -- a garota de cabelos castanho riu e ergueu uma sobrancelha, razoavelmente confusa -- Não pergunte a razão, você sabe muitissimo bem porque não confio em você Connelly.
 -- Tudo bem Tom. Enfim, prove pra ela que você realmente estã interessado nela que ela prestará atenção em você -- prosseguiu Bill convicto em certeza
 -- Tudo bem Bill Kaulitz. Mas você vai me ajudar. E você Connelly não pense que está livre, como melhor amiga dela vai ficar fazendo propaganda minha, pode ser?
 -- Aff. Tudo bem. Eu faço essa maldita propaganda pra você. -- a morena riu outra vez -- Eu te ajudo nesses seus planos de conquista malucos pra ver se você cala a boca...
              Bill apenas ria da situação, embrando dos vários anos de paixão por Connelly. Para ele, ela era perfeita e tudo mais que ele gostava em uma garota. Sua doçura e inocência o faziam delirar e estar tão próximo a ela, como naquele momento, e ambos participando do mesmo plano mirabolante de seu irmão gêmeo, o fazia sentir seu coração falhar em algumas batidas. Afinal, ele ainda não sabia que ela não era a garota que roubaria seu coração até o fim de seus dias, mesmo que Connelly estivesse há um bom tempo com ele em mãos.

Capítulo 7: Nice to meet you, my name is problem

             Para ter tempo para pensar no que fazer, deixou os alunos fazendo uma atividade clássica: ela passou um capítulo da apostila do colégio e em duplas, resumiriam o tema deste. Georg juntou-se com Gustav antes que Jessica viesse rastejando a ele, Andy juntou-se com Tweed e para não ficar sozinha, Connelly correu para juntar-se com Bill, que acabou por aceitar por sua "pequena"queda pela garota de cabelos castanhos. Começaram logo o resumo e o assunto acabou vindo...
 -- De onde será que ela veio? -- perguntou Tweed curiosa para os amigos em volta?
 -- Ela não é a herdeira da escola? -- respondeu Bill com curiosidade
 -- A BBHS tem uma herdeira? -- perguntou Andy curioso -- Desde quando?
 -- Tem sim -- respondeu Georg e Gustav prosseguiu com a história -- Essa escola pertence a mesma familia desde quando foi fundada, por volta de 200 anos atrás. Não se sabe exatamente quem são os fundadores, mas sabe-se que é da mesma familia até hoje. E cada vez que um diretor morre, seu filho ou filha, no caso, toma seu lugar e continua a "governar" a escola em mão de ferro. É um tipo de monarquia que ocorre aqui.
 -- Mas já houveram outras herdeiras?
 -- Sim, mas há muitos e muitos anos atrás. E ela recebeu um tipo de treinamento antes de entrar. -- explicou o garoto de cabelos castanhos lisos
 -- Há quanto tempo mais ou menos? -- questionou Andy
 -- Se minhas fontes não me falham, na época da segunda Guerra, por quê? -- respondeu Connelly
 -- Perai! Na segunda Guerra? -- perguntou Tweed e os dois garotos que sabiam as histórias melhores que ninguém assentiram com a cabeça -- Perae, a escola não sofreu ameaças de ser fechada após a segunda guerra por apoiar ideias hitleristas? -- os dois assentiram outra vez -- E por que não foi fechada, vocês sabem?
 -- Não. -- explicou Georg -- Mas há quase certeza de que a diretora e herdeira da época era casada com um nazista, de quebra apoiava os ideias. Mas as histórias dizem também que ela tinha um caso com um soldado americano e logo depois que o marido nazista dela foi assassinado, ela encobriu toda a história, casou com esse soldado americano e ele descobriu mesmo a historia real mas como a familia dela era muito poderosa ele ajudou a encobrir toda a história...
 -- E claro que o senhor Listing gostaria de compartilhar esta interessantíssima história com toda a classe, claro... -- rebateu a professora de pele quase sem cor, sentando-se na beirada da mesa do garoto, em um tom extremamente sarcástico -- Claro que se estão tratando a respeito da históra de nossa escola podemos todos saber da versão não é senhor Schafer?
 -- N-não senhora. É apenas uma lenda -- os dois garotos engoliam em seco pelo nervosismo
 -- Ah claro! -- Amy Lee rebateu falsamente interessada -- Adoro lendas, por que não contam para todos nós ouvirmos?
 -- Er... Nós... -- os dois garotos estavam engasgados na história até Tweed intrometer-se
 -- Professora, antes de qualquer coisa quero fazer uma pergunta...
 -- Pode ser após a história que seus colegas irão nos contar Kimberly?
 -- Não. É importante que eu pergunte agora -- a garota de cabelos negros disse firme, sabendo que isso poderia ou ferrá-la ou ajudar seus amigos
 -- Pois diga então
 -- Qual é a relação da senhora com os herdeiros da escola?
              Toda a sala parou para encarar a garota de cabelos negros. Ela realmente havia perguntado para a professora nova a respeito dos herdeiros da escola? No interesse de saber se ela era uma das herdeiras?
 -- Pertinência sua perguntar Srtª Dwaight -- sorriu sarcástica -- Mas qual seria o interesse de uma garota tão jovem em saber disto?
 -- Não só ela -- Andy interrompeu a garota ao seu lado antes que ela pudesse se manifestar -- Mas ouvimos boatos de que a senhora seria uma das herdeiras e queriamos saber se era verdade
 -- Pela pertinência. -- a professora dos coturnos os encarou com um olhar fumegante e apenas apontou para a porta -- Os dois. Diretoria. Agora! Biersack e Dwaight podem ir direto para a diretoria. Quem sabe conversando com o diretor possam aprender um pouco sobre educação.
 -- Tudo bem professora -- disseram em uníssono, levantando-se e dirigindo-se para fora da sala
              Logo que chegaram ao corredor e a professora de pele extremamente alva trancou a porta, colocando-os para fora, começaram a rir descontroladamente. Andy já havia sido expulso da sala centenas de milhares de vezes, mas nunca por defender uma garota com uma pergunta a respeito do passado da escola. Era algo inédito para ele. Já Tweed não era expulsa muito comumente, ainda mais por perguntas pertinentes. Em minutos já estavam no corredor da diretoria e logo sentavam-se nas cadeiras ao lado da enorme porta de carvalho esperando serem chamados quando a garota virou-se para o acompanhante com o rosto corado e murmurou...
 -- Obrigada por tirar um pouco do peso de pertinencia de mim. Fico te devendo uma Andy...
 -- Ah! -- ele murmurou corado -- Não foi nada. Só não gosto dessa dos professores ficarem falando que os alunos tem culpa de tudo por perguntarem
 -- Mas é sério, tipo, todo mundo ficou quieto e só você me defendeu. Obrigada por isso Andy, mesmo -- ela deu um meio sorriso corado e um pequeno beijo em sua bochecha que o fez sentir todo o sangue ir para o rosto.
 -- De nada
              O garoto dos olhos azuis sorriu sem graça e entrelaçou os dedos com os de Tweed enquanto os dois esperavam serem chamados a diretoria pela pergunta pertinente da garota e da defesa do garoto que estava ao seu lado. Provavelmente naquela hora o diretor estava dando bronca em algum aluno indisciplinado do primeiro ano ou algo assim porque era possivel ouvir a repreensão através das portas que deveriam ter pelo menos 10cm de espessura e sei lá quantos metros de altura...

Capítulo 6: Memories

 -- Muito bem alunos -- a voz da professora nova soou pela sala e todos pararam para ouvir atentamente o que a mesma dizia -- Eu gostaria que vocês se apresentassem um por um para mim. Antes disso irei me apresentar, meu nome é Amy Lee e eu serei a professora de história de vocês durante o ano. Então espero que nossa convivência seja ao menos tolerável. -- ela fez uma pausa retórica e Georg levantou a mão do fundo da sala -- Diga meu jovem. E qual é o seu nome?
 -- Georg Listing professora -- o garoto de cabelos castanhos claros lisos presos em um baixo rabo-de-cavalo disse tímido -- Posso te fazer uma pergunta?
 -- Além da que está fazendo agora sim
 -- Então, a senhora pode usar coturnos para dar aula?
 -- Se eu não pudesse não estaria usando não é?
 Georg ficou sem resposta, de um modo raro de se ver, e risinhos divertidos ecoaram pela sala já que o garoto sempre tinha uma resposta pronta para quase todas as situações. Tom ria quase que descontroladamente, mesmo que ainda estivesse em um momento de parar para admirar a beleza da nova professora até o momento em que ela foi até sua mesa e lhe direcionou um olhar um tanto quanto frio.
 -- Posso saber por que ri tanto garoto? -- a voz intensa tomou uma maneira seca e o de dreads encolheu-se levemente em sua carteira -- Quer dizer, não houve nenhuma piada tão engraçada assim até o momento não é? E se houve, pode contar-me, serei toda ouvidos da piada
 -- Desculpe professora -- todos ficaram boquiaberto, não era comum Tom Kaulitz encolher-se diante de um professor e ainda chamá-lo pelo título de "professor"
 -- Enfim, acho que podemos continuar. -- Amy sorriu como se nada tivesse ocorrido há pouco e rodou os olhos instintivamente pela sala, parando-os em Jessica -- A senhorita. Pode começar apresentando-se. Diga seu nome e o de trás faça a mesma coisa e prossiga assim até o final da sala. 
 Os alunos começaram a levantar-se um por um, apresentando-se e Amy Lee pregava os olhos em alunos que ela sabia que seriam uma provável ameaça para o segredo da escola. A mulher de pele branca e cabelos negros como a noite sabia que seu antigo colega de sala rebelde estava de volta a escola e que este tentaria instigar a mente dos alunos a tentarem descobrir o real motivo de a escola não ter sido fechada ao final da Segunda Guerra se a instituição apoiava as causas nazi-fascistas. Vinte anos antes, na época em que ela estudava, os alunos não sabiam que ela era uma herdeira da escola, e Billie Joe e seus amigos rebeldes reuniam-se na Sociedade dos Poetas, um tipo de ceita que os alunos criaram onde expunham suas idéias e suas criações literárias fora dos temas escolares. E muitas vezes estes temas eram crises no qual os alunos mais rebeldes falavam o que queriam, do modo que queriam.
 Mas o perigo não morava apenas na volta de Armstrong, o perigo morava no fato de que se Billie Joe havia voltado, seus antigos colegas também poderiam voltar e o perigo desta volta seria que eles poderiam facilmente influenciar os alunos a criarem uma nova Sociedade dos Poetas, como havia em sua época de aluna.
 Todos sabiam da Sociedade apesar de nunca terem descoberto exatamente onde eram as reuniões e todos os integrantes do grupo, apenas os principais que só não foram expulsos pelas contribuições que seus pais faziam à escola. Os líderes, todos sabiam que eram Billie Joe, Mike Dirnit, Tre Cool do terceiro daquele ano mais Brian Hanner -- popularmente conhecido como Synyster Gates --, James Sullivan -- The Rev -- e Mathew -- M. Shadows --, todos do segundo ano da época. Shadows, Tre Cool e Mike Dirnit sairam por motivos até hoje desconhecidos, sobrando The Rev, Billie Joe e Synyster que continuaram com a Sociedade e continuaram recrutando alunos até a década de 90, onde descobriram um "traidor" do primeiro ano que entregou um dos lugares onde eles se reuniam, assim, fechando a Sociedade por tempo indeterminado pelo medo de que descobrissem o grupo. Mudaram-se as reuniões para outro lugar, mas os que sabiam eram apenas os mais ativos no grupo pois as reuniões começaram a ser com o intuito de descobrirem o que fazerem para com que a diretoria não descobrisse da Sociedade.
 Ao fim disto, as reuniões reduziram drasticamente e sobraram apenas os encontros entre os três lideres, que sempre planejaram voltar ao internato para terminar o que começaram, para mostrar ao mundo que eles não estavam errados ao achar que havia algo de suspeito em toda a história da escola, principalmente no pós 2ª Guerra já  que como fora anteriormente dito, a escola apoiava as idéias nazi-fascistas de uma raça perfeita, e não fora destruída como todas as outras instituições que apoiavam a causa.
              Para ter tempo para pensar no que fazer, deixou os alunos fazendo uma atividade clássica: ela passou um capítulo da apostila do colégio e em duplas, resumiriam o tema deste. Georg juntou-se com Gustav antes que Jessica viesse rastejando a ele, Andy juntou-se com Tweed e para não ficar sozinha, Connelly correu para juntar-se com Bill, que acabou por aceitar por sua "pequena"queda pela garota de cabelos castanhos. Começaram logo o resumo e o assunto acabou vindo...
 -- De onde será que ela veio? -- perguntou Tweed curiosa para os amigos em volta?
 -- Ela não é a herdeira da escola? -- respondeu Bill com curiosidade
 -- A BBHS tem uma herdeira? -- perguntou Andy curioso -- Desde quando?
 -- Tem sim -- respondeu Georg e Gustav prosseguiu com a história -- Essa escola pertence a mesma familia desde quando foi fundada, por volta de 200 anos atrás. Não se sabe exatamente quem são os fundadores, mas sabe-se que é da mesma familia até hoje. E cada vez que um diretor morre, seu filho ou filha, no caso, toma seu lugar e continua a "governar" a escola em mão de ferro. É um tipo de monarquia que ocorre aqui.
 -- Mas já houveram outras herdeiras?

sábado, 29 de dezembro de 2012

Capítulo 5: New Teacher


Poderia ter havido um beijo ali, mas a melhor amiga de Tweed, vulgo Connelly, veio até eles no momento mais inoportuno o possível. O sinal do final do primeiro intervalo estava prestes a soar e a garota de cabelos castanhos não encontrava a melhor amiga em lugar algum, então decidiu procurá-la no clareira dos girassóis, o lugar favorito da garota de cabelos negros dentro de todo o campus.
-- Kim... -- a de cabelos castanhos parou ao ver que a melhor amiga estava envolvida nos braços do garoto novo de modo suave e então a fitou corada -- Ah, foi mal Kim e Andy, mas o sinal já ia bater e eu não estava achando vocês dois.
-- Tudo bem -- Tweed sorriu vagamente e abotoou os dois primeiro botões da camisa que anteriormente fizera Andy ter pensamentos extremamente maliciosos e ele abotoara dois dos três botões que estavam abertos -- Acho que podemos ir não é?  
-- Claro -- Biersack respondeu vagamente, encarando o chão e sem graça pelos devassos pensamentos que correram por sua mente há pouco -- Que aula que é agora?
-- História -- respondeu Tweed rapidamente
-- E é professora também é nova -- adicionou Connelly e os outros dois a encararam -- Estão dizendo que a professora nova é uma das últimas herdeiras vivas da família que fundou a escola.
-- Sério?
-- É! -- a de cabelos castanhos continuou -- E dizem que ela sabe o motivo de porque os anti-nazistas não fecharam a escola a segunda Guerra após.
-- Não foi por que a escola fazia altas contribuições em dinheiro para o sigilo? -- perguntou o garoto de cabelos negros com uma pose intelectual
-- É o que dizem, mas sempre existiu a suspeita de que houvesse algo atrás. E com essa professora nós podemos descobrir qual foi o real motivo!
-- Então quer dizer que temos que ficar amigos da professora para descobrir o que há por trás da história? -- perguntou Tweed parando ao lado de Andy e segurando a mão do mesmo, discretamente.
-- Isto mesmo -- confirmou Connelly
-- Ou talvez não -- disse Andy
-- Como assim? -- as duas garotas perguntaram em uníssono
-- Se houver alguma sala de arquivos dentro das instalações da escola nós podemos enviar alguém para invadi-la e pegar os registros da escola.
-- Você sabe fazer isso? -- perguntou a garota de cabelos negros curiosa
-- Querida eu tenho cara de aluno que nunca foi suspenso por estar xeretando demais?
-- Boa Andy -- Tweed sorriu e agarrou o braço do garoto ao seu lado -- Nós vamos nos dar muito bem sabia?
"Que bom que sim Kimberly", foi a única coisa que o garoto pensou após o comentário da garota que estava agarrada ao seu braço. E de certo modo, talvez ele estivesse começando a se apaixonar por ela, afinal ela era diferente das outras garotas que conhecera, Tweed gostava de encarar as pessoas e mesmo que corresse o risco de manchar a reputação de sua família, ela estava pouco se lixando, importava-se mais em se divertir e retrucar qualquer coisa que achasse injusto e somando isso com o estilo um pouco emo da garota, ela retirava de Andy as mais diversas reações que um dia ele já sonhara em ter.
Não havia dado nem um quarto de hora e os três adolescentes já estavam de volta, onde os outros colegas os esperavam. Dois que já os esperavam eram os Kaulitzs, que desejavam saber ansiosamente o paradeiro das duas garotas, afinal, eles tinham certa paixão por elas. Bill observou Connelly entrar primeiro e sua mente já começou a divagar pelos poucos momentos de afeição que esta demonstrou por ele, e seu irmão gêmeo observava Tweed entrar acompanhada de Andy, de mãos dadas, fuzilando-os. Quer dizer, o Kaulitz mais velho estudava na mesma sala que Kimberly desde os oito anos de idade e ela nunca se mostrou interessada por algo além de sua amizade e nem por algo além da amizade de qualquer garoto que ele próprio tenha visto chegar perto dela, era quase como se ela não tivesse sentimentos de cunho sexual ou emocional por ninguém. E então vinha um garoto de aparência freak e logo no primeiro intervalo os dois já estavam de mãos dadas e ela agindo do modo mais natural o possível.
"Se ele quer guerra, é guerra que ele vai ter. Esse freakzinho gay está muito enganado se acha que eu vou deixar ele ficar com a Kimberly sem falar nada", pensou Tom ao ver que Andy sorria tanto quanto Tweed enquanto ela o guiava pela mão de dedos entrelaçados até o lugar de ambos.
Todos os alunos sentaram-se e a professora entrou na sala. Ninguém podia negar que ela era dona de uma beleza formidável, apesar dos prováveis 30 anos que carregava nas costas. Pele branca como a neve, cabelos negros ondulados quase azulados e olhos intensamente azuis, marcados por uma maquiagem extremamente forte, com uma pequena cicatriz, quase imperceptível na sobrancelha, provavelmente de um piercing recém-retirado. A mulher colocou os materiais que carregava sobre a longa mesa de professor e então sentou-se sobre a mesma com sua roupa quase totalmente preta. "Ela é mesmo professora?!", foi o pensamento que correu pela mente da maior parte dos alunos que mantinham-se estupefatos com a aparência da professora que utilizava até um par de coturnos Doc Martens.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Capítulo 4: We can talk


              Passaram-se mais algumas aulas e o sinal do 1º  intervalo soou fazendo todos os alunos correrem para seus lugares cotidianos dentro do campus, em quarenta minutos dava para gastar um bom tempo.
              Tweed caminhou calmamente até onde costumava sentar, próximo a arquibancada da quadra de futebol americano, sob uma árvore de quase 100 anos que lhe proporcionava uma sombra inacreditavelmente agradável  Fechou os olhos e deitou-se na grama, utilizando as raízes expostas como "travesseiro" e pôs o fone de ouvido azul neon em ambas as orelhas.
              Em questão de minutos, um vulto alto e esguio já estava se movendo próximo a seu corpo e foi possível ouvir os passos pararem. A garota de cabelos negros abriu os olhos preguiçosamente e deparou-se com um par de orbes azuis intensas a encarando. Era Andy cobrando sua volta de apresentação do campus. Tinha um sorriso largo no rosto. A camisa impecavelmente branca estava com as mangas dobradas, os dois primeiros botões abertos e a gravata listrada frouxa, junto da calça preta social um pouco mais larga que seu próprio corpo fazia com que Tweed passasse alguns instantes afogada em seus pensamentos.
-- Estou interrompendo seu sono? -- o garoto agachou-se ao seu lado e sorriu inocentemente -- Seu estiver atrapalhando volto outra hora.
-- Não! -- ela corou rapidamente -- Não está interrompendo nada. Mas diga, o que lhe traz aqui?
-- É que lembra que você está me devendo uma "apresentação" do campus, lembra?
-- Ai você queria saber se eu podia começar a te mostrar a escola agora e continuar nos próximos intervalos?
-- Sim. Pode ser? -- o garoto perguntou sem-graça, olhando-a de cima a baixo
-- Pode, então me ajuda a levantar aqui -- ela estendeu a mão a ele que a puxou, trazendo-a para uma distância um tanto quanto perigosa de si, fazendo ambos corarem -- Hm, então...v-vamos?
              O garoto de cabelos cor de ébano nada disse, apenas meneou com a cabeça positivamente e ela pediu para que a acompanhasse de perto, já que se eles se separassem seria quase que impossível encontrá-lo no campus mesmo. O espaço da escola tinha uma área considerável de hectares, impossibilitando encontrarem alguém por lá. Tweed conduziu o garoto novo por todos os pontos mais próximos, preferindo deixar os outros pontos mais distantes para outro momento em que eles tivessem um tantinho mais de tempo.
              Guiou pela floresta até uma clareira extremamente bela, com um campo cheio de girassóis  que a garota de cabelos desfiados sentia-se completamente a vontade para deitar-se em alguns deles, sentindo o conforto de todas as sensações que aquilo lhe proporcionava. Andy a encarava de pé, em um misto de curiosidade e diversão com a reação espontânea da garota. Por um instante, os dois primeiros botões da camisa da garota que estava deitada ficaram abertos, deixando parcialmente exposto o colo da mesma, fazendo Andy passar por um momento de pensamentos extremamente devassos...
-- Vem, é bom isso aqui -- Tweed indicou um canto ao seu lado e pediu para que Andy ao menos sentasse-se lá -- Ah qual é Andy, não vou abusar de você se você ficar aqui do meu lado
-- Tudo bem, seu argumento foi bom, me convenceu
              E ele realmente cedeu, deixou-se deitar sobre os girassóis que pareciam fazer o chão duro virar algo deliciosamente bom e confortável. "Já parou pra pensar se tudo na vida tem uma razão'?' "De certo modo sim, por quê?" "Não sei, me interessou saber dessa histórias sabe?" "Imagino, mas acho que sim. Acho que tudo tem alguma razão para acontecer. E você?" Andy sorriu e ergueu uma sobrancelha, encarando-a curioso, por que é que ela estava lhe perguntando isto? "Talvez, de certo modo, quase tudo o que fazemos tem alguma razão para nos trazer até o momento presente" "Então quer dizer que de algum modo, há algo maior que nós que nos faz estarmos aqui neste exato momento?" "De certo modo, acredito nesta teoria." "Mas como você a explica?" "Não sei ao certo, mas vou usar um exemplo. O fato de eu ter me mudado exatamente para o mesmo colégio e a mesma sala que você sendo que nós nunca tínhamos nos visto antes, mesmo pelo fato de que os lugares que frequentamos não serem tão diferentes, tem alguma razão, e ainda o fato de nós cairmos na sala onde o professor de música quer criar uma 'revolução', pode ser que nós estejamos meio que predestinados a participar disto." "Boa teoria e boa explicação. Então quer dizer que talvez o fato de estarmos aqui discutindo isto, um ao lado do outro talvez tenha alguma razão maior do que nós mesmos?" "É, considere que sim". Fez-se um instante de silêncio e Tweed sentiu-se rir mais do que não ria nos últimos quatro anos e Andy viu a cena e começou a rir junto da garota de cabelos negros. Era o primeiro dia de aula, mas eles estavam se dando bem já, aparentavam muitas coisas em comum e já haviam compartilhado uma parte considerável de suas vidas, exceto Biersack que parecia ter algo a esconder no que se dizia a sua família."Acho que é hora de voltarmos não é?" "Talvez seja, não sei. -- pausa de alguns segundos -- Mas eu gostaria de ficar mais..." "Eu também gostaria Andy, mas não dá, temos que ir" o garoto de cabelos cor de ébano e olhos azuis intensos sorriu e suspirou pesadamente, levantando-se em um salto único e puxando Tweed logo em seguida, fazendo com que seus corpos se colassem e a garota abaixasse os olhos "Acho seus olhos lindos, não precisa escondê-los de mim". A garota havia perdido-se nos olhos azuis intensos dele e ele nos intensos olhos negros dela, ele inclinou-se um pouco para beijá-la, mas nem sempre as coisas saem como queremos não é?

Capítulo 3: Billie Joe


--Muito bem meus queridos alunos, o que acham, desta instituição? -- Billie Joe caminhou calmamente até a frente da sala e sentou-se em sua mesa -- Ergam a mão caso desejem expressar suas opiniões -- silêncio absoluto -- Estou vendo que terei de escolher quem irá falar... Deixe-me ver... Você -- ele apontou para o garoto de cabelos negros espetados e de maquiagem que tinha a camisa do uniforme mais justa, Bill Kaulitz -- Bill Kaulitz. O que acha desta escola?
Bill inspirou profundamente, com medo da famosa frase "Tudo o que disser poderá ser usado contra você mais tarde"
-- Não precisa ter medo Kaulitz, não o denunciarei a ninguém dependendo de sua resposta. Diga-a
-- Controladora -- o garoto de cabelos negros disse timidamente, hesitante com suas palavras -- Rigorosamente conservadora ...
-- Algo mais Bill?
-- N-não professor.
-- Pode sentar-se então Bill, obrigado por compartilhar sua opinião conosco. -- o homem de cabelos negros andou mais um pouco e parou perto do loiro de óculos -- E o senhor, senhor...Schafer?
-- Sim professor -- o loiro forte respondeu automaticamente
-- Concorda com o seu colega à respeito do que ele disse da escola?
-- Sim professor.
-- Pode-se sentar Schafer.
-- Sim senhor
-- Muito bem alunos -- Billie Joe andou até a frente da sala e sentou-se em sua mesa -- Vocês sabem o que vim fazer aqui?
-- Nos dar aula de música? -- uma garota de cabelos encaracolados e armados de nome Anberlin Jensen falou abruptamente, rompendo o silêncio momentaneo
-- Bom, isso também. -- ele fez mais uma de suas curtas pausas e prosseguiu -- Anberlin não é? Anberlin Jensen certo? -- a garota consentiu com a cabeça -- Muito bem, isso também senhorita Anberlin. Mas vim com outro propósito também. Podem supor qual seria este meu outro propósito? -- silêncio -- Mais uma vez os lembro, suas opiniões não serão expostas. O que acontece dentro desta sala fica dentro desta sala -- mais uma vez silêncio -- Claro. Já devem ter notado minha intenção com minhas palavras, não é? -- Georg levantou a mão timidamente -- Pode falar senhor Listing...
-- A intenção do senhor é nos fazer criar opinião?
-- Parabéns Georg -- o garoto de cabelos lisos sorriu vitorioso, acreditando ter acertado -- Muito próximo. Mas a intenção não é lhes fazer criar opiniões, porque tenho certeza que todos, ou praticamente todos, aqui já tem opiniões. A minha intenção aqui é fazer com que vocês manifestem suas opiniões. Manifestem seus pensamentos. É totalmente errado nos parâmetros da escola, mas é isso que vim lhes ensinar. Desde a época que estudei aqui achei injusto implantarem nas mentes dos alunos a ideia de que eles não podem ter idéias revolucionárias. Que ser roqueiro ou dançarino era errado... Então decidi vir lecionar aqui para ensinar aos alunos que errado não é o que a escola diz ser errado. Errado é fingir não ter uma opinião e engolir tudo o que dizem ser certo... Entenderam a proposta?
-- Sim -- os alunos disseram em uníssono
              Os alunos foram para seu supostos lugares, do "mapeamento" que os monitores faziam todo início de ano antes do retorno dos mesmos, e Billie Joe voltou a explicar as coisas que tinha como intenção mudar no BBHS. Contava pacientemente aos alunos, que mantinham-se atentos em maioria, a respeito de como a doutrina era extremamente rigorosa e de como os alunos haviam formado sociedades secretas entre eles, onde a maioria reunia-se no meio da madrugada em tavernas improvisadas dentro das cavernas e das árvores mais velhas e maiores que haviam espalhadas em meio a floresta. As garotas encantavam-se com as histórias e os garotos começavam a ter idéias visionárias de montarem as sociedades que o professor novo estava lhes contando.
              E o que mais encantava os vários garotos de 16 e 17 anos daquela classe em todas aquelas histórias, era a ideia de o que eles faziam naquelas sociedades. Nada. Sentavam-se, deitavam-se, bebiam e fumavam enquanto podia discutir suas crises e criticar tudo e a todos sem os pais, diretores ou qualquer figura que represente autoridade superior para repreendê-los.
              É, a ideia era bem atraente...

Capítulo 2: Presentations


              Andy mantinha-se sorrindo por ter conseguido chamar Tweed para passear depois da aula e a mesma sentia-se contente por ele ter lhe perguntado isto. Os Kaulitz, Georg e Gustav conversavam animadamente como sempre faziam, mesmo que os professores odiassem isto. Connor conversava com Connelly e esta suspirava discretamente. E por fim, Tweed ouvia Aerosmith em seu headphone vermelho e branco enquanto via o garoto sentado atrás de si dormir com o rosto virado para a parede. Tom Kaulitz conversava com o irmão e os amigos enquanto observava Kimberly do outro lado da sala engraçando-se com o aluno novo.
              Secretamente ele até que tinha uma quedinha por ela, sentia-se atraído pelo fato de ela o rejeitar desde os 12 anos. Tweed nunca se sentiu interessada pelo Kaulitz de dreads por ele ser o estilo clássico de pegador-que-fica-com-todo-mundo. Ela era amiga de seu irmão e de seus amigos, mas não sentia interesse algum em ter algo a mais com ele e isso lhe perturbava profundamente. Cinco minutos depois, o professor entrou na sala. Aula de música.
              Todos alunos já ouviram falar da história de que um ex aluno estaria vindo lecionar ali, mas é claro que ninguém imaginava que ele seria o vocalista do Green Day e que traria novas idéias para a sala de aula. Seis fileiras com cinco carteiras cada uma em frente a mesa do professor que se localizava em um patamar um pouco mais alto, em frente ao quadro negro que ocupava quase toda a parede frontal da sala pintada de um tom de bege claro com o piso de madeira escura.
-- Muito bem alunos, quais de vocês já me conhecem? -- quase todos ergueram a mão -- Muito bem. Para os que não me conhecem, Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day e seu novo professor de música. -- ele vagou os olhos pelas paredes e encontrou a tabela com o representante de sala -- Jasmine Boulevard, pode se levantar? -- a garota de cabelos cor de pimenta ergueu-se, arrumando a saia xadrez do uniforme, e Billie Joe andou até ela -- Você é a representante de sala? -- a garota assentiu com a cabeça, os cachos ruivos movendo-se levemente por seus ombros -- Você é ou não a representante de sala? Diga-me por favor. Quero ouvir vocês usarem suas vozes
-- S-sim -- Jasmine disse inaudivelmente -- Sou eu sim
-- Pode repetir? Não ouvi, sou um pouco surdo sabe? As caixas de som dos shows me deixam surdo. Repita por favor Jasmine.
-- Sou sim a representante -- ela respondeu com medo, mas audivelmente desta vez
-- Mas por que você é representante? Por ser a que tira as melhores notas ou por realmente querer representar a sala e por saber representá-la?
-- Pelas notas -- a voz de Tom Kaulitz soou da ultima carteira e o professor foi em sua direção
-- Muito interessante. Pode se sentar Jasmine -- Billie Joe disse pensativo, vagando até o canto onde o garoto de dreads se sentava -- E o senhor... -- ele olhou a ficha em sua mão com o nome dos alunos -- Tom Kaulitz, certo?
-- Sim professor -- o de dreads disse com um sorriso sacana, tentando ser o que provocaria o professor até irritá-lo, enquanto brincava com sua própria gravata -- Está falando com o próprio.
-- Muito bom. E o senhor tem fama de ser o pegador da escola certo?
-- D-de onde o s-senhor tirou i-isso? -- o de dreads assustou-se porque ninguem nunca o desvendou apenas olhando-o de cima para baixo e de baixo para cima -- Alguem lhe disse isso?
-- Está escrito na sua testa Kaulitz -- Tweed riu gostosamente do outro lado da sala e Billie Joe foi em sua direção
-- Seu nome garota?
-- Tweed
-- Kimberly Dwaight... Tweed? -- ela assentiu coma cabeça e ele prosseguiu com a voz firme -- A filha do diplomata e da vice diretora de uma das maiores empresas de cosmético, certo?
-- Sim professor.
-- Então, o que te leva a acreditar que pode fazer uma brincadeira destas com um de seus colegas?
-- Por não ser com a intenção de ofender e sim com a intenção de causar um pingo de irritação em um dos meus colegas. Além do mais, não estou mentindo, estou apenas dizendo uma verdade a respeito da fama de Tom Kaulitz que todos conhecemos e que até o senhor descobriu apenas o olhando.
-- Bom raciocínio garota. Gostei de você -- Billie Joe deu mais um passo e encontrou um Andy adormecido, fazendo as duas garotas rirem. O professor pegou os cadernos delicadamente e bateu-os na mesa com força, acordando o garoto bruscamente -- E o senhor, posso saber por que dorme?
-- Desculpe professor - respondeu o mais novo, tirando a franja do olho -- Estou acostumado a acordar tarde então...
-- E hoje é seu primeiro dia, certo?
-- Sim. Andrew Dennis Biersack -- o garoto de orbes azuis disse seu nome inteiro e Tweed deu uma leve viajada, pensando o quanto o nome dele era bonito -- Fui transferido de Hollywood
-- Muito bem Andrew, mas agora levante a cabeça que preciso de todos os alunos prestando atenção em mim
-- Tudo bem professor -- Andy respondeu, mas logo apoiou a cabeça nos punhos, mais ocupado em observar a bela garota a sua frente do que ouvir qualquer porcaria que o professor quisesse falar.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Capítulo 1- New Student


              A sala do segundo H era uma das mais famosas por conter a maior parte dos rostinhos bonitinhos, considerando que Connor Gishtside, Kimberly Dwaight Tweed, Connelly Hardfalk, Tom e Bill Kaulitz, Georg Listing e seu inseparável escudeiro, Gustav Schafer estavam todos nesta sala. Era o primeiro dia de aula e Tweed estava ansiosa, revendo sua melhor amiga Connelly, como sempre fofocando a respeito dos alunos novos e de seu alvo este ano.O terceiranista, Max Green. Ele era provavelmente o sonho de cada garota ali, junto de seu amigo de cabelos castanhos, William Beckett. Max era de Las Vegas e tinha olhos e cabelos negros lindos, contrastando com sua pele branca, um delírio.
              Tweed piscou vagarosamente e ao abrir os olhos deparou-se com um belo par de orbes de um azul intenso que a fizeram inerte. Pertenciam a um garoto alto de pele branquissíma e cabelos cor de ébano, com uma enorme franja jogada por cima do olho esquerdo. Ele era simplesmente lindo. Mais lindo que Max talvez e ela iria descobrir quem era o garoto de orbes azuis.
-- Quem que é? -- perguntou a de cabelos castanhos
-- Como assim? -- questionou Tweed caindo bruscamente de seus devaneios
-- O garoto que você está olhando fixamente. Ele é bonitinho -- Connelly riu maliciosa -- Vai desistir do Max pra ficar com ele?
-- Ele é bonito mas o Max já é meu querida -- ela deu uma piscadela divertida, confirmando a mentira, ela estava pouco se ferrando para o terceiranista, no momento ela queria saber quem era e de onde veio o garoto de orbes azuis -- E você e o Connor, já rolou alguma coisa?
-- Ele é nosso melhor amigo, não tem como rolar nada!
-- Mas você é apaixonada por ele. Nada impede de rolar algo.
-- Impede, porque ele esta completamente apaixonado pela Jessica Brenns.
-- Ainda sim, nada impede isso e eu já sei a quem pedir ajuda pra resolver esse probleminha de paixonite aguda.
-- Com quem que você vai falar Kimberly Dwaight Tweed? -- Connelly exclamou assustada e logo o garoto de cabelos negros e orbes azuis passou ao lado das duas, jogando a mochila duas carteiras atrás
-- Bonito nome -- o garoto murmurou para Tweed enquanto passava por lá, fazendo-a corar violentamente -- Kimberly
              A garota de cabelos negros sentiu todo o sangue correr para suas bochechas rosadas ao ouvir a voz do garoto novo ao pé de seu ouvido. Além de toda beleza física, ele tinha um sorriso inigualavelmente branco e uma voz, grossa, que a fez derreter completamente. E ela ainda teve a chance de olhar bem de perto nos olhos dele. Um azul claro intenso contornado por uma maquiagem negra forte. E quando ele estava suficientemente longe, Tweed "desabou" na cadeira, tendo de usar seus braços para não despencar.
-- Babou legal hein Kim?
-- Não comenta nada -- a de cabelos negros rebateu autoritariamente -- Não comente.
-- Eu não vou, mas você babou legal e acho que o Max está livre já que você parece caidinha pelo freak.
-- Eu não gosto do garoto novo. Nem ao menos sei o nome dele! Como é que eu posso gostar de alguem que nem ao menos sei o nome? E ele não é freak.
-- Você não sabe o nome dele mas já o defende. Tá afim dele. E ele é meio freak sim! Você por acaso viu a maquiagem dele?
-- O Bill também usa maquiagem e você não fala nada.
-- Ele é caso a parte. E sem contar, ele é afim de mim desde quando? Desde a primeira série?
-- É, desde lá. Bonitinho ele, sempre tão apaixonado por você e você nunca ai pra ele.
-- Ele não faz meu tipo Kim, ele é meio freak, meio emo, sei lá. Ele faz mais o seu tipo.
-- Mas ele é apaixonado por você e eu não acho verdade essa de "ele-não-faz-o-meu-tipo". Eu acho que se as duas pessoas se curtem, num tem porque não darem certo.
-- Então por que você nunca fica com o Tom? Ele também é meio caidinho por você.
-- Quantas vezes eu vou ter que falar que eu não curto esse estilo dele de pegador que fica com todo mundo, apesar de ele ser bonito.
-- Você quem sabe. Mas senta aqui atrás, ai você fica perto do garoto novo e pode puxar assunto com ele
-- Boa ideia, e são em momentos como estes que eu entendo porque você é minha melhor amiga
              Assim as duas garotas se mantiveram rindo e Tweed seguiu a idéia da amiga. Sentaria atrás de Connelly, assim estaria em frente ao garoto de cabelos negros e atrás de sua melhor amiga. Minutos mais tarde o sinal soou e o garoto voltou para a última carteira, mais uma vez sorrindo para a garota de cabelos negros. Ele era um mistério completo para ela e isso lhe chamava atenção nele. Do mesmo modo que ele a achava extremamente bonita e que ela parecia simpática, ele se sentia estranho ao conversar com ela, porque ela parecia legal de mais ou talvez popular de mais para por acaso se interessar em converar com ele. Mas assim mesmo, no intervalo da segunda para a terceira aula, o garoto de cabelos negros decidiu puxar assunto com a garota a sua frente.
-- Kimberly -- ele a chamou baixo e ela tornou-se a ele -- Eu esqueci de dizer. Meu nome é Andrew, mas pode me chamar de Andy.
-- Ah -- ela corou e estendeu a mão a ele -- Prazer em conhecê-lo Andy. Ah e de onde você é?
-- Hollywood, Califórnia e você? -- ele sorriu, deixando os caninos levemente pontudos a mostra o que fez Tweed corar outra vez
-- Tambem.
-- Bom, quando sairmos daqui já temos um lugar para visitar certo? -- a garota sorriu e ele sorriu junto, contente por tê-la feito sorrir e logo prosseguiu -- Quer ir dar uma volta pelo campus depois?
-- Hm, pode ser. Depois da aula eu te mostro o campus
-- Claro. Depos nos falamos Kim.

Revolution II - Resumo

Título: Revolution
Fandom: Originais/ Green Day/ Tokio Hotel/ Evanescence/ Black Veil Brides/ Escape the Fate/ The Academy is/ Avenged Sevenfold/ Falling in Reverse/ Asking Alexandria
Gênero: Ação, Amizade, Comédia, Darkfic, Death Fic, Drama, Ecchi, Mistério, Romance, Suspense, Tragédia, Aventura, Crossover
Censura: 16+
Teaser: Após mais de 100 anos de história, no renomado colégio BBHS os segredos que poderiam afundar o colégio já começaram a ser descobertos pelos alunos e isso está fazendo com que alunos desapareçam misteriosamente sem motivo aparente enquanto outros vem tentando descobrir o que realmente anda acontecendo. Muitos segredos estão saindo de dentro das paredes de um dos mais renomados colégios do mundo e alguns desses segredos vem acompanhados de lembranças que podem até matar e ameaçar de morte os que sabem, afinal, não foram todos os segredos que foram feitos para serem expostos tão abertamente. Afinal, más lembranças machucam, mas as boas podem machucar muito mais do realmente imaginamos...
Disclaimer: Tom e Bill Kaulitz, Billie Joe Armstrong, Amy Lee, Mike Dirnit, Tre Cool, Ashley Purdy, Jake Pitts, William Beckett, Jinxx, Ronnie Radke, Max Green, Andy Six, Sandra Alvarenga, Gustav Schafer, Synyster Gates, M. Shadows, The Rev e Georg Listing não me pertencem, a Kimberly e a Connelly(são da minha outra fic, Deal), a Janie, a Natasha, a Rainy, a Juliet, a Jessica, a Lexie e o Gaspard pertencem totalmente à minha imaginação e a Victoria e a Charlie são baseadas em duas pessoas reais, então só em parte elas são da minha imaginação ;))
Nota(s): contem tudo que a outra tem mas com um peso extra, não sendo recomendável para estômagos sensíveis

Prólogo I


              Bornsville BrockHalle High School for Boys and Girls, mais conhecida como BBHS, é o mais renomado internato do mundo, localizado em uma propriedade de 50 mil metros quadrados no estado do Texas, nos EUA. Garotos e garotas do mundo inteiro, das famílias mais ricas e mais influentes do planeta são enviados para esta escola aos 14 anos para cursarem o Ensino Médio lá. Os pais não tem tempo para cuidarem dos filhos adolescentes então os mandam para esta instituição para formar grandes profissionais, prontos para assumir algum tipo de carreira tão renomada quanto a dos pais. E sendo enviados para lá podiam dizer "Hello Hell", como a maioria chamava.
              Para os pais a BBHS é o paraíso na Terra, para os filhos é algo que eles consideram a filial do inferno. Doze aulas por dia, um intervalo de 15 min a cada três aulas, toque de recolher às 21h, dormitórios compartilhados em dois blocos: feminino e masculino.Cinquenta mil metros quadrados divididos de modo que seja possível haver desde os dois prédios de alojamento até quadras de tênis, futebol e basquete. Servindo apenas para disfarçar o internato extremamente rigoroso criado em 1804. Duzentos e quatro anos criando alunos perfeitos, talvez por isso os nazistas não o tenham demolido durante a Segunda Guerra.
              Mas claro que toda regra tem sua exceção e a exceção dos alunos perfeitos se coloca o novo professor de música, Billie Joe Armstrong. Ex-aluno da BBHS, o homem de 36 anos formou-se no internato e decidiu abandonar advocacia de Harvard para se tornar músico e formar uma banda com dois de seus melhores amigos de colégio, chamada Green Day. Outra exceção a regra é a nova professora de literatura, Amy Lee. Vinte e cinco anos , ex aluna, formada em Yale em línguas, mas também tem um talento inigualável para o canto, em especial músicas góticas com uma banda que formou com amigos, o Evanescence. É claro, um estilo musical proibido na BBHS "por não ser ortodoxo".
              Os dois novos professores estariam trazendo não apenas o conhecimento necessário para os alunos avançarem para a faculdade. Eles estavam trazendo uma revolução para o internato... Uma revolução que se iniciaria na sala do 2º ano H.